Desde os gregos se estudava literatura e os aspectos inerentes a ela. Platão, na República, e especialmente Aristóteles, na Poética, dedicaram-se a tais investigações e são hoje fonte primeira da teoria literária. Essa, entretanto, com o nome e a função da moderna teoria literária, passaria por um longo processo de formação e, para muitos teóricos, só aparece no começo do século XX, com a Neo Crítica de um lado e o Formalismo Russo de outro.
Vale sumariamente comentar as correntes anteriores à teoria literária. No classicismo houve uma veneração aos clássicos gregos e romanos, e as poéticas foram não apenas ressuscitadas como revalidadas e rescritas em diversos países e idiomas. Não se tratava de uma revisão da Poética clássica, e sim de uma adaptação para o mundo renascentista em formação. Pouco adiante, quando o humanismo torna-se a ideologia dominante, o indivíduo ganha força. Ou seja, passa a se valorizar o escritor enquanto artista, suas inovações e invenções são vistas como obras de gênio e a análise literária recorre às biografias desses gênios como forma de explicar seu texto. Era um ponto de vista humanístico que os oitocentos substituirão gradativamente por uma perspectiva científica. E o resgate histórico que o mundo oitocentista se permite fazer traz à tona a história literária como primeira investigação científica da literatura.
Aliado ao biografismo, a história literária procura no contexto social e político da época as explicações ou relações com a obra literária. Mais tarde este mesmo século XIX consolida o racionalismo Iluminista e a literatura aos poucos é vista como ciência. Já se fala em ciência da literatura. Os modelos metodológicos desta ciência seriam – alternadamente ou em combinação – (1) biográfico-psicológico, (2) sociológico, e (3) filológico.
O movimento que surgiria, com a Neo Crítica estadunidesne e o Formalismo Russo, é de rompimento com esta noção de que a literatura só pode ser analisada sob o prisma de outra ciência. Os novos estudiosos querem uma análise imanentista da literatura, uma análise dos sons e ritmos dos versos, das estruturas narrativas da prosa, enfim, de aspectos estritamente literários.
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Desde os gregos se estudava literatura e os aspectos inerentes a ela. Platão, na República, e especialmente Aristóteles, na Poética, dedicaram-se a tais investigações e são hoje fonte primeira da Teoria da Literatura. Essa, entretanto, com o nome e a função da moderna teoria literária, passaria por um longo processo de formação e, para muitos teóricos, só aparece no começo do século XX, com o New Criticism de um lado e o Formalismo Russo de outro.
O movimento que surgiria com o New Criticism norte-americano e o Formalismo russo é de rompimento com a noção de que a literatura só pode ser analisada sob o prisma de outra ciência. Os novos estudiosos querem uma análise imanentista da literatura, uma análise dos sons e ritmos dos versos, das estruturas narrativas da prosa, enfim, de aspectos estritamente literários.
Algumas escolas da Teoria Literária:
- Neo Crítica
- Formalismo Russo
- Estruturalismo francês
- Fenomenologia
- Correntes marxistas
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