Poesia

josi vice cult

Agora é só eu e você

Era pra ser uma canção se eu soubesse tocar algum instrumento
Eu tenho a companhia da solidão e esse momento
Sei que não vou esquecer
Vi que não posso vencer
Agora é só eu e você
Somos só eu você
Eu sou casado com a solidão
E sempre a traio com a angústia
Por que eu ainda teimo com meu coração
Em persistir na mesma luta
de tentar convencer você a estar perto de mim?
Eu nunca mais serei o mesmo depois da companhia do desespero
Vai embora
pois hoje é só eu e a solidão
Você nunca esteve aqui mesmo
Não o bastante para eu me sentir vivo
Mas parece que lá fora
É o melhor lugar onde sirvo
Já não me sinto o garoto disposto de anos atrás
Mas 21 anos não voltam mais
Há muito a fazer
Mas somos só eu e você
Agora é só eu e você

Josi Vice, Recife-PE, 7 de fevereiro2007

josi vice rocks


No vazio ainda surgem idéias


(29-12-2001)


Roupas espalhadas


sapatos e revirados


o som do trem parece um trovão


perdendo minha atenção


às vezes pareço não ter nenhum pecado


às vezes pareço uma criança


chorando por um brinquedo não comprado


rasguei minhas calças


ouvi rock´n´roll


fumei cigarro, mas acabou…


joguei tudo de bom na pia


e depois cuspi


abandonei a Bíblia empoeirada


em algum cômodo da casa


não quero mulher


não quero homem


não quero sexo


só o sol nascer


decepas minha calma


dominas minh´alma


rasgando os lençóis em minha cama


fingindo que me ama


porém é só solidão

#####################

josi vice rock you

Desilusões


8-01-2002


2:20h


nesse mundo escroto faço da minha vida um esgoto


esqueço o esforço dos meus pais


e ator, em palco improvisado,


só recebi chutes e tomates podres


quem é que não quer ser feliz


preciso viver, posso ser feliz


estás com a adaga nas mãos


porque não me abraças simplesmente?


não preciso de tantas explicações


para te deixar partir


sabes do teu erro


mesmo que não haja erro


o amor fere e cala…e vai até a morte


do teu lado, soprando bons desejos


ninguém pode me realizar


ainda sou eu, sorrindo, chorando


para que sapo se há príncipes?



Prisioneiro

30 de janeiro de 2007

Não sou culpado por mim mesmo
Todo esse ódio cria-me pesadelo
Eu já estou cansado de ouvir os conselhos
Do monstro medonho que um dia me deu seus beijos
Tenho dois olhos que não suportam mais
isso de você sempre estar contra mim
Você é meu ódio primeiro
Ou serei eu mesmo?
As conseqüências para o ódio são sempre fatais
Gosto de sangue no olhar
Veneno na mente que não quer calar
O primeiro golpe nunca esquecido
O coração foi o primeiro órgão encolhido
Infeliz dona de si mesmo
Odeio seu escudos e seus punhais
Eu quero estar limpo
mas nunca me sentirei livre o bastante
Sou prisioneiro na estante das coisas inúteis que você guarda
A mesma que guarda todos os meus troféis de perdedor
Ainda insisti em me esconder debaixo do cobertor
Mas o calor era bem pior
E nunca tive dó de mim
Talvez sim, auto-piedade


Autor: Josi Vice

josi vice punk



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