Tédio, de novo não

É uma praga se espalhando pelo asfalto a poeira assassinando a poesia

A poeira dos homens

A poeira dos homens sórdidos

E assassinaram o rock´n´roll

Assassinaram Che Guevara

E até criaram um altar para a fome

Cuspiram nas bandeiras

e deitaram a vergonha em solo estranho

eu vi muita gente descendo as escadas do céu

e nem notei que eu já estava embaixo há muito tempo

As prostitutas me fazem olhar pelas janelas dos ônibus

Enquanto todos sabem que eu estou mal

E tudo está tão solto no tempo

Rasgaram a terra

Queimaram a vegetação

e deixaram que os doentes inalassem fumaça

Ela ligou pela manhã só querendo ouvir minha voz

Eu preciso de cura

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