23 de Abril de 2007

23 de Abril de 2007

Não há mais a mesma morte para os poetas
Não a dos tempos frios onde eles abraçavam as amadas em tumbas
Onde sentiam o amor em uma cálice com vinho
Onde sentiam o frio noturno
Como um abraço de algum deus pagão
as flores exalavam amor
às vezes a morte
Os poetas sentiam a tinta cedendo ao papel
Os peitos dos poetas eram profundos
E de lá nascia a poesia
Os sentidos nunca dormiam
A vida era o ópio
E ao sentir a mão da amada
Um pássaro vibrava dentro do coração
A felicidade era algo que nunca bastava
Porque o poeta não queria se bastar
Amava a doce voz da amada
tanto quanto os gemidos da prostituta
Eu pude sentir o néctar das flores
nos beijos de uma borboleta
E nunca fui flor
Poetas não não findam

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