Eu em poesia

23 Interrogações

Por que não me alimentar de mim mesmo

 

Por que não me devorar tal qual monstro mitológico

 

Por que não culpar a mim por toda miséria do mundo

 

Por que não me golpear com a espada do meu ego

 

Por que não me separar em meu quarto de todo o mundo

 

Por que não verter meu prazer em um ônibus

 

Por que não ouvir a voz do pregador

 

que crê tão fortemente em seu deus

 

Por que não atear fogo em minhas roupas

 

por que não rasgar todas a minahas poesias

 

Por que não destruir todas as minhas palavras

 

Por que não deletar toda a minha expressão

 

Por que não controlar a minha sinceridade

 

Por que não fazer o osposto e até ferir com todo o meu escárnio

 

Por que não omitir meu deus interior

 

Por que não ter a aamargura como companhia

 

e assassina de aluguel pronta para em sufocar em meus 45 anos quando eu lá chegar

 

Por que não verter meus 21 anos em palavras loucas para foder com o leitor

 

Por que não devorar minha mão antes que ela me escape

 

Por que não odiar a criação por eu estar vivo

 

Por que não descrer totalmente do criador que me forçou a esta merda

 

Por que não vomitar minha vida

 

Por que sufocar meu grito na multidão

 

Por que não mandar para o inferno todas as pessoas ao redor

 

Por que ter que não parar de escrever e deixar ao nada meu nada

 

??????????????????????????

 

Maio 10th, 2007

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Calem a boca

 

Não falem enquanto estão com a boca cheia

 

Não falem enquanto transam

 

Não falem enquanto estão sós

 

Não falem segurando o pênis

 

Não falem na sala de espera

 

Nao falem na biblioteca

 

Seus porras

 

Ah, vá se fuder!!!

 

Eu falo

 

Eu, falo

 

eu: falo

 

Maio 10th, 2007

Sinceramente

Por que não mandar tudo para a puta que pariu em um poema?

 

Alguém pode responder?

 

Por que não gritar foda- se com as palavras mudas escritas?

 

Por que o lirismo não pode simplesmente estar alado

 

sobrevoando a putaria

 

e estocando toda sua virilidade entre suas pernas?

 

Um grande foda- se ao silêncio letrado

 

Que todos possam posar nus em poemas

 

Prostituam todo o lirismo

 

Maio 10th, 2007

 

Nada demais em chorar
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Não, não há nada demais em chorar

Por que não fazê- lo

 

Por que não ser humano e derramar aquele rio salgado

 

Aquela amargura que precisas libertar

 

Aquela mágoa que incomoda

 

e pesa no rosto

 

eu choro

 

Não vejo mal nenhum em chorar

 

A sinceridade de minhas lágrimas

 

valem mais para mim do que mil religiões

 

A suavidade de meu desabafo nada me contamina

 

só limpa, sara, cura, atropela as lombadas

 

que não me deixam viajar calmamente

 

Na velocidade dos meus pensamentos e vontades

 

Maio 10th, 2007

 

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