A poesia da minha lápide

A poesia da minha lápide

31 de julho de 2007
Autor Josi Vice

Eu peço uma poesia que não se cale
Uma poesia que nunca morra
Mesmo quando eu me calar
Eu quero uma poesia tão séria e tão viva
Que possa tocar como um golpe a quem ler
Eu quero a poesia como um golpe de espada
eu quero a poesia como uma lágrima
Eu quero a poesia como eu quero
E eu quero essa poesia
Como uma lápide
quando eu puder morrer em paz
Lá estará na minha lápide tumular
A poesia que eu quiser
E essa poesia que será como eu quiser
Com as palavras que eu quiser
porque eu sou o poeta
E os poetas nunca erram de verdade
Porque sabem mentir
Eu quero a poesia como um enterro
Eu quero a vida e o zelo
Eu quero a maestria e o apelo
Eu quero teu corpo em pelo
poesia calma e e silenciosa como um lago que nunca morre
Eu quero uma poesia
Como a última de Bandeira
E que não haja mais nada ser dito
depois dessa minha poesia de lápides

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