Poetry

Menina

Parece que você bebeu demais
porque está sorrindo como nunca
Como se estivesse fazendo travessura
Porque geralmente você é a garota das lágrimas
A garota dos cortes
A garota, mulher, menina
Sempre querendo a revolta com um pouco de tristeza
Pedindo mais um copo de melancolia
Olhando a noite na lua
Senhorita dos olhos e cabelos escuros
Suportando segurar os muros
Para poucos chegarem a você
Porque não pode ser como você quer?
Descobrindo além de si
um pouco mais de como é ser mulher
Desejo, saudade, menina, fada
Nunca esqueci

Dedicado a Jaque

erotica

Nota de um vagabundo

Plantar os pés no chão
Descer da mente aos pés
Sentir como é ser portão
Levar-se por marés
Sentir o pó no nariz
Sentir ser feliz
Quando não se sente só
Foi a ilusão que me deu o nó
Estrangulando o meu coração
Foi hoje que eu senti a falta da magia
Parece que desistir já virou mania
E nem há algo em que eu possa acreditar
Eu desisti de mim no primeiro golpe de espada
Um dragão real cuspiria fogo
Fiz votos e não cumpri
Um homem honrado é sempre verdadeiro consigo mesmo
Por deus não vou ficar no teu mar
Não me acompanhe
Já não tenho mãos para levar alguém
É só a calçada em minha jornada
Eu já desisti de ser normal
Até que eu não fico tão mal

Anarkista

Não sei se me perdi
ou se foi o mundo que me reeducou
sei que já não sou mais aquele cara
que saía distribuindo cartas pedindo atenção
e quem sabe um novo amor
não sei se é melhor assim
ou se o de antes era melhor
sei que já não sou mais rei da dor
faço pose mas nem preciso
Para que fazer de mim um circo
se ser humano já é uma grande atração?

Um estranho no paraíso dos homens

Sou um ser que não encontra mais a verdasde diante do espelho
Sim sou um homem
Isso não me faz sentir humanidade alguma em mim
Não me faz sentir igual ao mendigo na rua
Ou ao grande irmão falando coisas na televisão
Com grande quantia para gastar
Não posso dormir em paz
Tenho grandes pecados para me acompanhar para sempre
A única certeza que tengho é que sou um ser
um ser maldito e injusto
Não sinto o gosto do sangue há muito
Não me lembro também do porque
fiz dos animais meus inimigos
Vago a sentir vergonha e dor
E ao mesmo tempo me sinto um deus
É engraçado mas não posso sorrir
Não caminho com sossêgo
Cada passo é um cansaço
Cada esquina é um tormento
Não me sinto igual diante desse desfiladeiro
É difícil para mim ver todo ssorrindo
Principalmente você
Eu não sou feliz
Adeus

autor: josi vice

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