Suicídio

Delírio incontestável de se fazer distante

Encontro consigo mesmo num abismo chamado morte

Eu olho meus pulsos

Olho o espelho

Aquela imagem que tanto me sacode

Caminho entre a negatividade e a vida

Como um vampoiro só na noite fria

E tudo é tão belo quanto a poesia louca

Que eu vi nos livros de Byron

Asfixia

Tropeço

Não se mate

Não perca a esperança

Eu ainda prossigo

Pulsos exfaixados tentando viver com algum contentamento

Descontente

Suicídio pesa como idéia

A mente divaga

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Distimia

Distimia
16 de fevereiro de 2008
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Fácil

Palavras no papel

Difícil organizar avenidas de versos

Tão perto

Coberto pela despedida de alguém que nem sequer chegou

Eu

Fui

Eu sei que vou

Eu não me acalmo

Sei que o coração também

Sereno caminhando além

Se alguém ligar eu só estou querendo ficar só

Então desligue todas as máquinas

Não fale de deus

Nem ouse falar de mim

Cresci sem poder jogar minha infância

Cresci sem poder deletar o que me fazia acreditar na liberdade

E fui

e já nem sei

Sou

Cópia do acaso de ser

Desfaço

Não me compreendo no espaço

Me separo

Dois pontos

Adeus e fim