Não há bestialidade sem crueldade – Friedrich Nietzsche

cradle of filth and nietzsche

Tenho de proclamar a minha incredulidade. Para mim não há nada de mais elevado que a idéia da inexistência de Deus. O Homem inventou Deus para poder viver sem se matar.

Fiodor Dostoievski
Russia
[1821-1881]
Escritor

Obs: Alguém sabe se essa frase é mesmo de Dostoievski?

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My blog, 0posmoderno.wordpress.com/, is worth $6,209.94


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No post publicado Publicado em 03 de janeiro de 2008 às 11:10 am, eu, Josi Vice havia verificado que este blog estava a valer $2,822.70.

https://0posmoderno.wordpress.com/2008/01/03/este-blog-vale-282270/ 

Clarah Averbuck

averbuck

Quem escreve não tem essa escolha. Simplesmente é.

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Clarah é bem clara quanto ao que quer com sua Literatura. Idiotas são os que não gostam e ficam em cima, como se não tivessem o que fazer.

Essa nova escritora tem me ensinado muito como qeu leio sobre ela. Vasculhei muito da net atrás dela e encontrei uma boa dose de críticas e fui descobrindo outros mundos atravcés dos gostos da escritora. Conheci mais sobre os beats e sobre muita coisa.

Obrigado Clarah.

clarah averbuck

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Clara Averbuck Gomes (Porto Alegre, 26 de maio de 1979) é uma escritora brasileira. O H do nome surgiu quando cursava o primeiro ano do segundo grau, por uma brincadeira entre colegas.

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Clarah Averbuck sempre odiou a escola. Parou de estudar no segundo grau, tentou o supletivo mais tarde, desistindo em seguida. Retomou o supletivo apenas porque quis entrar na faculdade. Tentou estudar Letras e Jornalismo na PUC-RS, mas não passou de um semestre em ambos os cursos.

Começou sua trajetória literária publicando os seus textos na Internet. Em junho de 1998 escreveu pela primeira vez para a Não-til, a revista digital da Casa de Cinema de Porto Alegre. Um ano depois, se tornou uma das colunistas do CardosOnline, que durou até 2001 e revelou escritores como Daniel Galera e Daniel Pellizzari.

Em julho de 2001 mudou-se para São Paulo, onde começou a escrever sua primeira novela, Máquina de pinball, publicada no ano seguinte. Em setembro de 2001 criou o blog “brazileira!preta”, que chegou a ter mais de 1800 acessos diários.

A partir de então, publicou mais dois livros: Das coisas esquecidas atrás da estante, em 2003, e Vida de gato, em 2004.

A obra da escritora pode ser considerada literatura de consumo com influência da subcultura pop, em ícones como John Fante, Charles Bukowski, Paulo Leminski, Pedro Juan Gutiérrez, Hunter S. Thompson, João Antônio, Lucía Etxebarria, H.L. Mencken, Fiona Apple, Nina Simone, Rolling Stones, Tom Waits e Strokes.

Clarah é filha do músico Hique Gomez da dupla Tangos & Tragédias e também canta. Teve várias bandas, entre elas Jazzie & Os Vendidos, com a qual chegou a fazer turnê por diversos estados do Brasil.

A popularidade de seus escritos chamou a atenção de diretores importantes do teatro e do cinema. Máquina de Pinball ganhou adaptação para o teatro, roteirizado por Antônio Abujamra e Alan Castelo, em 2003. Este e seus outros dois livros também inspiraram o diretor cinematográfico Murilo Salles que, com a ajuda da roteirista Elena Soárez e da própria Clarah Averbuck, produziu o filme Nome Próprio, em 2006, com Leandra Leal no papel principal.

Atualmente tem quatro livros em andamento: Toureando o Diabo (romance), Eu Quero Ser Eu (novela infanto-juvenil), Cidade Grande no Escuro (crônicas) e Delírio de Ruína, parceria com a estilista Rita Wainer. Em maio de 2006, voltou a manter um blog, desta vez chamado Adiós Lounge.

A minha literatura é a forma que eu dou aos meus demônios.

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Muito importante mencionar algumas de suas frases:

“Só pra avisar, eu não respondo perguntas sobre blogs. Eu não dou entrevistas sobre blogs nem participo de trabalhos de faculdade sobre blogs. Eu simplesmente não agüento mais essa baboseira de blogs. Chega. Blog não passa de um meio de publicação. O autor do blog, dono e soberano do blog, faz o que bem entender com seu blog. Não existe literatura de blog. Não existe escritor de blog. Blogueiro não é escritor. Escritor não é blogueiro. Não existe escritor de blog. Existe blog enquanto meio de publicação para um escritor. Escritor é escritor. Escritor não é blogueiro. Não sei nada sobre o fenômeno blog. Sequer acho que seja um fenômeno. Nunca mais respondo nenhuma pergunta sobre blog. Por favor, não me incomodem com essas coisas. Sou uma grávida tensa, isso não faz bem. Sem mais”

clarahaverbuck

“Ele me disse “Clarah, continue escrevendo, o resto é bobagem”. O resto era bobagem. Parei de trabalhar umas semanas depois daquilo, as palavras do Dan Fante ecoando na minha cabeça, “keep writing, the rest is bullshit”. Fui lá e terminei meu livro e disse foda-se, nunca mais vou trabalhar. E nunca mais vou trabalhar mesmo, nunca mais vou acordar e trabalhar, não importa se vou ter um filho, não importa se me oferecerem o trabalho mais foda do planeta, o resto é bobagem, escrever é o que importa. Nada de cinema, nada de televisão. Uma coisinha aqui, outra ali, tudo bem, mas nada de trabalhar e vender o tempo para não acabar cega e com as pernas desbastadas em um hospital, ditando meu último livro porque era o único jeito de escrever e recuperar o tempo perdido. Não, nada disso. Escritor é escritor. A única coisa que vou ser em toda a minha vida.”

clarah

Ultra-Romantismo

«A representação exclusiva da Idade Média, à falta de objectividade, levou ao exagero da frase, a ênfase retórica, produzindo um estilo chamado Ultra-Romantismo» (Introdução e Teoria da História da Literatura Portuguesa, Porto, 1896, p. 359). Tornou-se habitual classificar de «ultra-românticos» os poetas surgidos na literatura portuguesa depois de 1838: Maria Browne, Alexandre Braga, José da Silva Mendes Leal, seu irmão António Joaquim Teodorico Mendes Leal (1831-1875), autor de Poesias (1859) e dramaturgo, Camilo Castelo Branco, Soares de Passos, João de Lemos, Luís Augusto Palmeirim, Gomes de Amorim, Bulhão Pato, Tomás Ribeiro, A. X. Rodrigues Cordeiro 8Esparsas, 1889), Joaquim Pinto Ribeiro (Lágrimas e Flores, 1854; Coroas Flutuantes, 1862), Francisco Palha, Augusto Luso da silva, J. S. da Silva Ferraz, Ernesto Pinto de Almeida, etc. O período ultra-romântico iria até 1865, data da «Questão Coimbrã». A designação emprega-se também a respeito do teatro, e só esporadicamente em referência à novelística. Mas, tendo a palavra Ultra-Romantismo um matiz claramente pejorativo, não parece justo aplicá-la por igual a toda a produção daqueles autores; e aspectos «ultra-românticos» (ingredientes terríficos, folhetinescos, convencionais, e oratória de melodrama, convencional também) encontram-se nas obras dos grandes românticos, Garrett e Herculano, como se nos deparam nos poemas de Castilho à maneira romântica (Noite do Castelo, Ciúmes do Bardo).

A poesia dos autores acima aludidos apresenta, mais ou menos acentuados ou mecanizados, os caracteres que a História Literária atribui ao Romantismo: pessimismo, insatisfação, melancolia, ânsia de absoluto, religiosidade cristã, pendor confessional, idealismo amoroso, elevada temperatura dos afectos, sentimentalismo burguês (temas como: o baile, onde nascem paixões «vulcânicas»; a mãe e o filho morto; o cemitério). A par disto, gosto de pretextos medievais; tendência folclórica e popularizante. Alguns cantam a Pátria e a Liberdade, denunciando aspirações sociais. Nota-se, por outro lado, que a poesia desempenha uma função mundana: há muitos versos para álbuns, versos para recitar em salões particulares ou teatros. O preconceito da espontaneidade torna esta poesia demasiado «fácil», de versificação frouxa e vocabulário muito repetido. Continua a respeitar-se a rigorosa distinção entre «poesia» e «prosa» no domínio lexical: o vocabulário da poesia é selecto, requintado(«almo», «cerúleo», «níveo», «favónio», «carme», etc.), em certos casos medievalizante (o poeta é «bardo» ou «trovador», escreve «solaus», etc.).

Os próprios românticos (Castilho, Garrett, Camilo) censuraram ou meteram a ridículo os excessos do Romantismo, a sua degradação pelo emprego de receitas ao gosto do público menos exigente. Castilho já em 1832, numa carta a J. V. Cardoso da Fonseca, usava pejorativameneto adjectivo ultra-romântico (tê-lo-á formado?) a respeito dum estilo declamatório que – supunha – não duraria muito tempo. Xavier de Novais parodia o teatral desespero dos vates byronianos da época:«Estou céptico! Descreio / De tudo… mesmo do amor: / Rasga-me um punhal o seio, / não posso com tanta dor…» No romance Helena, deixado incompleto por Garrett, também se critica um idealismo doentio, «escolar», e a respectiva pobreza de rimas: «eu escrevo uma história, não faço versos à Lua, debruçado nos balcões ideais duma criação caprichosa e imaginário estilo… devorado pelo verme roedor dos negros pensamentos, que baloiçam tristemente ao vento da solidão no crepúsculo da noite… et., etc., com três versos na mesma rima seguida, e um agudo depois em ão, coração, desesperação ou semelhantes…» (ed. 1899, t. XXII das Obras Completas, p. 56). E Camilo, em 1848, num artigo do Nacional, usa o adjectivo gongórico, no sentido de maneirista, a respeito da poesia do tempo: «Queria fazer-te uma poesia gongórica, como essas que por aí lês que não passam do rubim, cramesim, marfim – rosal, cristal, angelical…» (in Dispersos, I, p. 40).

Coelho, Jacinto do Prado, DICIONÁRIO DE LITERATURA, 3ª edição, 4º volume, Porto, Figueirinhas, 1979

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A principal característica do Romantismo em seus três períodos é o sentimentalismo; a supervalorização das emoções pessoais: nesse estilo é o interior humano que conta, o subjetivismo. À medida que a busca dos valores pessoais se intensifica (como o culto do individualismo), perde-se a consciência do coletivo social. A excessiva valorização do “eu” gera o egocentrismo: o ego como centro do universo. Evidentemente, surge aí um choque entre a realidade objetiva e o mundo interior do poeta. A derrota inevitável do ego produz um estado de frustração e tédio, que conduz à evasão romântica. Seguem-se constantes e múltiplas fugas da realidade: o álcool, o ópio, os prostíbulos, a saudade da infância, as constantes idealizações da sociedade, do amor, da mulher. O romântico foge no tempo e no espaço. No entanto, essas fugas têm ida e volta, exceção feita à maior de todas as fugas românticas: a morte.

Houve uma sensível mudança no comportamento dos autores românticos: há algumas semelhanças entre os autores de um mesmo período, mas a comparação entre os primeiros e os últimos representantes, revela profundas diferenças. No Brasil, por exemplo, há uma distância considerável entre a poesia de Gonçalves Dias (primeira geração – Indianista ou Nacionalista), de Álvares de azevedo (segunda geração – Ultra-Romantismo) e de Castro Alves (terceira geração – Condoreira). Por isso há a necessidade de se dividir o Romantismo em gerações.

“No Brasil, ultra-românticos foram os poetas-estudantes, quase todos falecidos na segunda adolescência, membros de rodas boêmias, dilacerados entre um erotismo lânguido e o sarcasmo obsceno. Os que dobraram a casa dos vinte e cinco acumularam os fracassos profissionais e os rasgos de instabilidade, confirmando a índole desajustada desses ‘poetas da dúvida’, a que faltam por completo a afirmatividade dos românticos indianistas e a combatividade dos condoreiros.”

(José Guilherme Merquior)

A oclusão do sujeito em si próprio é detectável por um fenômeno bem conhecido: o devaneio, o erotismo difuso e obsessivo, a melancolia, o tédio, o namoro com a imagem da morte na figura feminina, a depressão, a auto-ironia masoquista: desfigurações de um desejo de viver que não almejou sair do labirinto onde se aliena o jovem crescido e em fase de estagnação.

O ultra-romântico afasta-se; opta pela fantasia ao invés da realidade, entrega-se aos seus próprios fantasmas, oculta-se do mundo passando a ser ele mesmo o seu mundo. Assim o poeta sente-se liberto dos condicionamentos e feridas ao tentar adaptar-se. Entretanto, esta atitude o escraviza quando levado ao extremo: negar a vida conduz ao delírio da morte, ao excessivo egocentrismo, à nostalgia de um passado medieval, desta vez idealizado, mais nobre, menos embrutecedor. Segue-se as ilusões deste passado, o seu culto, do qual resultam mais demônios do que anjos. O poeta consumido por suas próprias idéias, torna-se “fantasma” ao invés de “eleito”, transforma-se em “suicida vitimado” pela necessidade de uma vida melhor.

O chamado “mal-do-século” foi difundido no Ultra-Romantismo. Cultivado na Universidade do Largo São Francisco, retrata reuniões regadas a vinho e éter geralmente em repúblicas e cemitérios.

Álvares de Azevedo foi o maior representante da Segunda Geração Romântica. Sua prosa apresenta o noturno, o aventuresco, o macabro, o satânico, o incestuoso, os elementos do romantismo maldito. Abrangem o amor e a morte sob uma perspectiva exacerbadamente egocêntrica.

liberdade criadora (o conteúdo é mais importante que a forma; são comuns deslizes gramaticais);

versificação livre;

dúvida, dualismo;

tédio constante, morbidez, sofrimento, pessimismo, negativismo, satanismo, masoquismo, cinismo, autodestruição;

fuga da realidade para o mundo dos sonhos, da fantasia e da imaginação (escapismo, evasão);

desilusão adolescente;

idealização do amor e da mulher;

subjetivismo, egocentrismo;

saudosismo (saudade da infância e do passado);

gosto pelo noturno;

consciência de solidão;

a morte: fuga total e definitiva da vida, solução para os sofrimentos;

sarcasmo, ironia.

Geração Beat ou Beat generation

Geração Beat (Beat generation em inglês) é um termo usado tanto para descrever um grupo de escritores americanos,que vieram a se tornar conhecidos no final da década de 1950 e no começo da década de 1960, quanto ao fenômeno cultural que eles escreveram e inspiraram (posteriormente chamados beatniks, nome este que até hoje não se sabe de onde é sua origem, é considerado por muitos de ser um termo pejorativo).

As principais obras da geração Beat na literatura são Howl (1956) de Allen Ginsberg, Naked Lunch (1959) de William S. Burroughs e On the road (1957) de Jack Kerouac. Tanto Howl quanto Naked lunch foram o foco da prova de obcenidade que ajudaram a liberar o que poderia ser publicado nos Estados Unidos.

On the road transformou o amigo de Kerouac, Neal Cassady, em um herói dos jovens. Os membros da Geração Beat rapidamente desenvolveram uma reputação como os novos boêmios hedonistas que celebravam a não-conformidade e a criatividade espontânea. O adjetivo beat, do inglês, tinha as conotações de “cansado” ou “baixo e fora”, mas quando usado por Kerouac esse também incluía as paradoxais conotações de “upbeat”, “beatific”, e a associação musical de ser “na batida”.

Os escritores Beat davam enfâse em um engajamento visceral em experiências com as palavras combinadas com a busca a um entendimento espiritual mais profundo (ex.: muitos deles desenvolveram interesse no Budismo). Ecos da Geração Beat podem ser vistas em muitas outras subculturas ex.”hippies”,”punks”,etc.).

De Platão a Shakespeare

A caverna

SÓCRATES – Figura-te agora o estado da natureza humana, em relação à ciência e à ignorância, sob a forma alegórica que passo a fazer. Imagina os homens encerrados em morada subterrânea e cavernosa que dá entrada livre à luz em toda extensão. Aí, desde a infância, têm os homens o pescoço e as pernas presos de modo que permanecem imóveis e só vêem os objetos que lhes estão diante. Presos pelas cadeias, não podem voltar o rosto. Atrás deles, a certa distância e altura, um fogo cuja luz os alumia; entre o fogo e os cativos imagina um caminho escarpado, ao longo do qual um pequeno muro parecido com os tabiques que os pelotiqueiros põem entre si e os espectadores para ocultar-lhes as molas dos bonecos maravilhosos que lhes exibem.

GLAUCO – Imagino tudo isso.

SÓCRATES – Supõe ainda homens que passam ao longo deste muro, com figuras e objetos que se

elevam acima dele, figuras de homens e animais de toda a espécie, talhados em pedra ou madeira. Entre os que carregam tais objetos, uns se entretêm em conversa, outros guardam em silêncio.

GLAUCO – Similar quadro e não menos singulares cativos!

SÓCRATES – Pois são nossa imagem perfeita. Mas, dize-me: assim colocados, poderão ver de si mesmos e de seus companheiros algo mais que as sombras projetadas, à claridade do fogo, na parede que lhes fica fronteira?

GLAUCO – Não, uma vez que são forçados a ter imóveis a cabeça durante toda a vida.

SÓCRATES – E dos objetos que lhes ficam por detrás, poderão ver outra coisa que não as sombras?

GLAUCO – Não.

SÓCRATES – Ora, supondo-se que pudessem conversar, não te parece que, ao falar das sombras que vêem, lhes dariam os nomes que elas representam?

GLAUCO – Sem dúvida.

SÓRATES – E, se, no fundo da caverna, um eco lhes repetisse as palavras dos que passam, não julgariam certo que os sons fossem articulados pelas sombras dos objetos?

GLAUCO – Claro que sim.

SÓCRATES – Em suma, não creriam que houvesse nada de real e verdadeiro fora das figuras que desfilaram.

GLAUCO – Necessariamente.

SÓCRATES – Vejamos agora o que aconteceria, se se livrassem a um tempo das cadeias e do erro em que laboravam. Imaginemos um destes cativos desatado, obrigado a levantar-se de repente, a volver a cabeça, a andar, a olhar firmemente para a luz. Não poderia fazer tudo isso sem grande pena; a luz, sobre ser-lhe dolorosa, o deslumbraria, impedindo-lhe de discernir os objetos cuja sombra antes via.

Que te parece agora que ele responderia a quem lhe dissesse que até então só havia visto fantasmas, porém que agora, mais perto da realidade e voltado para objetos mais reais, via com mais perfeição? Supõe agora que, apontando-lhe alguém as figuras que lhe desfilavam ante os olhos, o obrigasse a dizer o

que eram. Não te parece que, na sua grande confusão, se persuadiria de que o que antes via era mais real e verdadeiro que os objetos ora contemplados?

GLAUCO – Sem dúvida nenhuma.

SÓCRATES – Obrigado a fitar o fogo, não desviaria os olhos doloridos para as sombras que poderia ver sem dor? Não as consideraria realmente mais visíveis que os objetos ora mostrados?

GLAUCO – Certamente.

SÓCRATES – Se o tirassem depois dali, fazendo-o subir pelo caminho áspero e escarpado, para só o liberar quando estivesse lá fora, à plena luz do sol, não é de crer que daria gritos lamentosos e brados de cólera? Chegando à luz do dia, olhos deslumbrados pelo esplendor ambiente, ser-lhe ia possível discernir os objetos que o comum dos homens tem por serem reais?

GLAUCO – A princípio nada veria.

SÓCRATES – Precisaria de algum tempo para se afazer à claridade da região superior. Primeiramente, só discerniria bem as sombras, depois, as imagens dos homens e outros seres refletidos nas águas; finalmente erguendo os olhos para a lua e as estrelas, contemplaria mais facilmente os astros da noite que o pleno resplendor do dia.

GLAUCO – Não há dúvida.

SÓCRATES – Mas, ao cabo de tudo, estaria, decerto, em estado de ver o próprio sol, primeiro refletido na água e nos outros objetos, depois visto em si mesmo e no seu próprio lugar, tal qual é.

GLAUCO – Fora de dúvida.

SÓCRATES – Refletindo depois sobre a natureza deste astro, compreenderia que é o que produz as estações e o ano, o que tudo governa no mundo visível e, de certo modo, a causa de tudo o que ele e seus companheiros viam na caverna.

GLAUCO – É claro que gradualmente chegaria a todas essas conclusões.

SÓCRATES – Recordando-se então de sua primeira morada, de seus companheiros de escravidão e da idéia que lá se tinha da sabedoria, não se daria os parabéns pela mudança sofrida, lamentando ao mesmo tempo a sorte dos que lá ficaram?

GLAUCO – Evidentemente.

SÓCRATES – Se na caverna houvesse elogios, honras e recompensas para quem melhor e mais prontamente distinguisse a sombra dos objetos, que se recordasse com mais precisão dos que precediam, seguiam ou marchavam juntos, sendo, por isso mesmo, o mais hábil em lhes predizer a aparição, cuidas que o homem de que falamos tivesse inveja dos que no cativeiro eram os mais poderosos e honrados? Não preferiria mil vezes, como o herói de Homero, levar a vida de um pobre lavrador e sofrer tudo no mundo a voltar às primeiras ilusões e viver a vida que antes vivia?

GLAUCO – Não há dúvida de que suportaria toda a espécie de sofrimentos de preferência a viver da maneira antiga.

SÓCRATES – Atenção ainda para este ponto. Supõe que nosso homem volte ainda para a caverna e vá assentar-se em seu primitivo lugar. Nesta passagem súbita da pura luz à obscuridade, não lhe ficariam os olhos como submersos em trevas?

GLAUCO – Certamente.

SÓCRATES – Se, enquanto tivesse a vista confusa — porque bastante tempo se passaria antes que os olhos se afizessem de novo à obscuridade — tivesse ele de dar opinião sobre as sombras e a este respeito entrasse em discussão com os companheiros ainda presos em cadeias, não é certo que os faria rir? Não lhe diriam que, por ter subido à região superior, cegara, que não valera a pena o esforço, e que assim, se alguém quisesse fazer com eles o mesmo e dar-lhes a liberdade, mereceria ser agarrado e morto?

GLAUCO – Por certo que o fariam.

SÓCRATES – Pois agora, meu caro GLAUCO, é só aplicar com toda a exatidão esta imagem da caverna a tudo o que antes havíamos dito. O antro subterrâneo é o mundo visível. O fogo que o ilumina é a luz do sol. O cativo que sobe à região superior e a contempla é a alma que se eleva ao mundo inteligível. Ou, antes, já que

o queres saber, é este, pelo menos, o meu modo de pensar, que só Deus sabe se é verdadeiro. Quanto à mim, a coisa é como passo a dizer-te. Nos extremos limites do mundo inteligível está a idéia do bem, a qual só com muito esforço se pode conhecer, mas que, conhecida, se impõe à razão como causa universal de tudo o que é belo e bom, criadora da luz e do sol no mundo visível, autora da inteligência e da verdade no mundo invisível, e sobre a qual, por isso mesmo, cumpre ter os olhos fixos para agir com sabedoria nos negócios particulares e públicos.

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Manual de Sobrevivência

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Depois de algum tempo você aprende a diferença, a sutil diferença entre dar a mãos e acorrentar uma alma.

E você aprende que amar não significa apoiar-se, e que companhia nem sempre significa segurança.

E começa a aceitar suas derrotas com a cabeça erguida e olhos adiante, com a graça de um adulto e não com a tristeza de uma criança.

E aprende a construir todas as suas estradas no hoje, porque o terreno do amanhã é incerto demais para os planos, e o futuro tem o costume de cair em meio ao vão.

Depois de algum tempo você aprende que o sol queima, se ficar exposto por muito tempo.

E aprende que não importa o quanto você se importe, algumas pessoas simplesmente não se importam.

E aceita que não importa quão boa seja uma pessoa, ela vai feri-lo de vez em quando, e você precisa perdoá-la por isso.

Aprende que falar pode aliviar dores emocionais.

Descobre que se leva anos para se construir confiança e apenas segundos para destruí-la, e que você pode fazer coisas em um instante, das quais se arrependerá pelo resto da vida.

Aprende que verdadeiras amizades continuam a crescer mesmo a longas distâncias.

E o que importa não é o que você tem na vida, mas quem você tem na vida.

E que bons amigos são a família, que nos permitiram escolher.

Aprende que não temos que mudar de amigos, se compreendermos que amigos mudam, percebe que seu velho amigo e você podem fazer qualquer coisa, ou nada, e terem bons momentos juntos.

Descobre que as pessoas com quem você mais se importa na vida, são tomadas de você muito depressa, por isso sempre devemos deixar as pessoas que amamos com palavras amorosas, pode ser a última vez que as vejamos.

Aprende que as circunstâncias e os ambientes têm influência sobre nós, mas nós somos responsáveis por nós mesmos.

Começa a aprender que não se deve comparar com os outros, mas com o melhor que pode ser.
Descobre que se leva muito tempo para se tornar a pessoa que quer ser, e que o tempo é curto.

Aprende que, ou você controla seus atos ou eles o controlarão, e que ser flexível não significa ser fraco ou não ter personalidade, pois não importa quão delicada e frágil seja uma situação, sempre existem dois lados.

Aprende que heróis são pessoas que fizeram o que era necessário fazer, enfrentando as conseqüências.

Aprende que paciência requer muita prática.

Descobre que algumas vezes a pessoa que você espera que o chute, quando você cai é uma das poucas que o ajudam a levantar-se.

Aprende que maturidade tem mais a ver com os tipos de experiência que se teve e o que você aprendeu com elas do que com quantos aniversários você celebrou.

Aprende que nunca se deve dizer a uma criança que sonhos são bobagens, poucas coisas são tão humilhantes e seria uma tragédia se ela acreditasse nisso.

Aprende que quando está com raiva tem o direito de estar com raiva, mas isso não te dará o direito de ser cruel.

Descobre que só porque alguém não o ama do jeito que você quer que ame, não significa que esse alguém não o ama com tudo o que pode, pois existem pessoas que nos amam, mas simplesmente não sabem como demonstrar ou viver isso.

Aprende que nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém, algumas vezes você tem que aprender a perdoar-se a si mesmo.

Aprende que com a mesma severidade com que julga, você será em algum momento condenado.

Aprende que não importa em quantos pedaços seu coração foi partido, o mundo não pára para que você o conserte.

Aprende que o tempo não é algo que possa voltar atrás.

Portanto, plante seu jardim e decore sua alma, ao invés de esperar que alguém lhe traga flores.

E você aprende que realmente pode suportar… que realmente é forte, e que pode ir muito mais longe depois de pensar que não se pode mais.

E que realmente a vida tem valor e que você tem valor diante da vida!

Nossas dádivas são traidoras e nos fazem perder o bem que poderíamos conquistar se não fosse o medo de tentar.

Modernismo

Chama-se genericamente modernismo (ou movimento moderno) o conjunto de movimentos culturais, escolas e estilos que permearam as artes e o design da primeira metade do século XX. Apesar de ser possível encontrar pontos de convergência entre os vários movimentos, eles em geral se diferenciam e até mesmo se antagonizam.

Encaixam-se nesta classificação a literatura, a arquitetura, design, pintura, escultura e a música modernas.

O movimento moderno baseou-se na idéia de que as formas “tradicionais” das artes plásticas, literatura, design, organização social e da vida cotidiana tornaram-se ultrapassados, e que fazia-se fundamental deixá-los de lado e criar no lugar uma nova cultura. Esta constatação apoiou a idéia de re-examinar cada aspecto da existência, do comércio à filosofia, com o objetivo de achar o que seriam as “marcas antigas” e substituí-las por novas formas, e possivelmente melhores, de se chegar ao “progresso”. Em essência, o movimento moderno argumentava que as novas realidades do século XX eram permanentes e iminentes, e que as pessoas deveriam se adaptar as suas visões-de-mundo a fim de aceitar que o que era novo era também bom e belo.

A palavra moderno também é utilizada em contraponto ao que é ultrapassado. Neste sentido ela é sinônimo de contemporâneo, embora do ponto de vista histórico-cultural, moderno e contemporâneo abrangem contextos bastante diversos.

No Brasil, os principais artífices do movimento modernista não se opunham a toda realização artística anterior a deles. A grande batalha se colocava contra ao passadismo, ou seja, tudo aquilo que impedisse a criação livre. Pode-se, assim, dizer que a proposta modernista era de uma ruptura estética quase completa com o engessamento da arte encontrado nas escolas anteriores e de uma ampliação dos horizontes dessa arte antes delimitada pelos padrões acadêmicos. Em paralelo à ruptura, não se pode negar o desejo dos escritores em conhecer e explorar o passado como fonte de criação, não como norma para se criar. Como manisfestações desse desejo por ruptura, que ao mesmo tempo respeitavam obras da tradição literária, temos o Manifesto da Poesia Pau-Brasil, o livro Macunaíma, o retrato de brasileiros através das influências cubistas de Tarsila do Amaral, o livro Casa Grande & Senzala, dentre inúmeros outros. Revistas da época também se dedicaram ao tema, tais como Estética, Klaxon e Antropofagia, que foram meios de comunicação entre o movimento, os artistas e a sociedade.

A primeira metade do século XIX na Europa foi marcada por uma série de guerras e revoluções turbulentas, as quais gradualmente traduziram-se em um conjunto de doutrinas atualmente identificadas com o movimento romântico, focado na experiência individual subjetiva, na supremacia da Natureza como um tema padrão na arte, meios de expressão revolucionários ou radicais e na liberdade do indivíduo. Em meados da metade do século, entretanto, uma síntese destas idéias e formas de governo estáveis surgiram. Chamada de vários nomes, esta síntese baseava-se na idéia de que o que era “real” dominou o que era subjetivo. Exemplificada pela realpolitik de Otto von Bismarck, idéias filosóficas como o positivismo e normas culturais agora descritas pela palavra vitoriano.

Fundamental para esta síntese, no entanto, foi a importância de instituições, noções comuns e quadros de referência. Estes inspiraram-se em normas religiosas encontradas no Cristianismo, normas científicas da física clássica e doutrinas que pregavam a percepção da realidade básica externa através de um ponto de vista objetivo. Críticos e historiadores rotulam este conjunto de doutrinas como Realismo, apesar deste termo não ser universal. Na filosofia, os movimentos positivista e racionalista estabeleceram uma valorização da razão e do sistema.

Contra estas correntes estavam uma série de idéias. Algumas delas eram continuações diretas das escolas de pensamento românticas. Notáveis eram os movimentos bucólicos e revivalistas nas artes plásticas e na poesia (por exemplo, a Irmandade pré-rafaelita e a filosofia de John Ruskin). O Racionalismo também manifestou respostas do anti-racionalismo na filosofia. Em particular, a visão dialética de Hegel da civilização e da história gerou respostas de Friedrich Nietzsche e Søren Kierkegaard, principal precursor do Existencialismo. Adicionalmente, Sigmund Freud ofereceu uma visão dos estados subjetivos que envolviam uma mente subconsciente repleta de impulsos primários e restrições contrabalançantes, e Carl Jung combinaria a doutrina de Freud com uma crença na essência natural para estipular um inconsciente coletivo que era repleto de tipologias básicas que a mente consciente enfrentou ou assumiu. Todas estas reações individuais juntas, porém, ofereceram um desafio a quaisquer idéias confortáveis de certeza derivada da civilização, da história ou da razão pura.

Duas escolas originadas na França gerariam um impacto particular. A primeira foi o Impressionismo, uma escola de pintura que inicialmente preocupou-se com o trabalho feito ao ar livre, ao invés dos estúdios. Argumentava-se que o ser humano não via objetos, mas a própria luz refletida pelos objetos. O movimento reuniu simpatizantes e, apesar de divisões internas entre seus principais membros, tornou-se cada vez mais influente. Foi originalmente rejeitado pelas mais importantes exposições comerciais do período – o governo patrocinava o Salon de Paris (Napoleão III viria a criar o Salon des rejects, que expôs todas as pinturas rejeitadas pelo Paris Salon). Enquanto muitas obras seguiam estilos padrão, mas por artistas inferiores, o trabalho de Manet atraiu tremenda atenção e abriu as portas do mercado da arte para o movimento.

A segunda escola foi o Simbolismo, marcado pela crença de que a linguagem é um meio de expressão simbólico em sua natureza, e que a poesia e a prosa deveriam seguir quaisquer conexões que as curvas sonoras e a textura das palavras pudessem criar. O poeta Stéphane Mallarmé seria de particular importância para o que aconteceria dali a frente.

Ao mesmo tempo, forças sociais, políticas e econômicas estavam trabalhando de forma a eventualmente serem usadas como base para uma forma radicalmente diferente de arte e pensamento.

Encabeçando este processo estava a industrialização, que produziu obras como a Torre Eiffel, que superou todas as limitações anteriores que determinavam o quão alto um edifício poderia ser e ao mesmo tempo possibilitava um ambiente para a vida urbana notadamente diferente dos anteriores. As misérias da urbanização industrial e as possibilidades criadas pelo exame científico das disciplinas seriam cruciais na série de mudanças que abalariam a civilização européia, que, naquele momento, considerava-se tendo uma linha de desenvolvimento contínua e evolutiva desde a Renascença.

A marca da mudanças que ocorriam pode ser encontrada na forma como tantas ciências são descritas em suas formas anteriores ao século XX pelo rótulo “clássico”, incluindo a física clássica, a economia clássica e artes como o ballet clássico.

O Moderno

Em princípio, o movimento pode ser descrito genericamente como uma rejeição da tradição e uma tendência a encarar problemas sob uma nova perspectiva baseada em idéias e técnicas atuais. Daí Gustav Mahler considerar a si próprio um compositor “moderno” e Gustave Flaubert ter proferido sua famosa frase “É essencial ser absolutamente moderno nos seus gostos”. A aversão à tradição pelos impressionistas faz destes um dos primeiros movimentos artísticos a serem vistos, em retrospectiva, como “moderno”. Na literatura, o movimento simbolista teria uma grande influência no desenvolvimento do Modernismo, devido ao seu foco na sensação. Filosoficamente, a quebra com a tradição por Nietzsche e Freud provê um embasamento chave do movimento que estaria por vir: começar de novo de princípios primários, abandonando as definições e sistemas prévios. Esta tendência do movimento em geral conviveu com as normas de representação do fim do século XIX; frequentemente seus praticantes consideravam-se mais reformadores do que revolucionários.

Começando na década de 1890 e com força bastante grande daí em diante, uma linha de pensamento passou a defender que era necessário deixar completamente de lado as normas prévias, e ao invés de meramente revisitar o conhecimento passado à luz das técnicas atuais, seria preciso implantar mudanças mais drásticas. O movimento nas artes correu paralelo a tais desenvolvimentos como a Teoria da relatividade na física; a cada vez mais presente integração entre a combustão interna e a industrialização; e o advendo das ciências sociais na política pública. Nos primeiros quinze anos do século XX, uma série de escritores, pensadores e artistas fizeram a ruptura com os meios tradicionais de se organizar a literatura, a pintura, a música – novamente, em paralelo às mudanças nos métodos organizacionais de outros campos. O argumento era o de que se a natureza da realidade mesma estava em questão, e as suas restrições, sentia-se que, já que as atividades humanas até então comuns estavam mudando, então a arte também deveria mudar radicalmente.

Alguns marcos são a música de Arnold Schoenberg, as experiências pictóricas de Kandinsky que culminariam na fundação do grupo Der blaue Reiter em Munique e o advento do cubismo através do trabalho de Picasso e Georges Braque em 1908.

Bastante influentes nesta onda de modernidade estavam as teorias de Freud, o qual argumentava que a mente tinha uma estrutura básica e fundamental, e que a experiência subjetiva era baseada na relação entre as partes da mente. Toda a realidade subjetiva era baseada, de acordo com as idéias freudianas, na representação de instintos e reações básicas, através dos quais o mundo exterior era percebido. Isto representou uma ruptura com o passado, quando se acreditava que a relidade externa e absoluta poderia impressionar ela própria o indivíduo, como dizia por exemplo, a doutrina da tabula rasa de John Locke.

Entretanto, o movimento moderno não era meramente definido pela sua vanguarda mas também pela linha reformista aplicada às normas artísticas prévias. Esta procura pela simplificação do discurso é encontrada no trabalho de Joseph Conrad. As conseqüências das comunicações modernas, dos novos meios de transporte e do desenvolvimento científico mais rápido começaram a se mostrar na arquitetura mais barata de se construir e menos ornamentada, e na redação literária, mais curta, clara e fácil de ler. O advento do cinema e das “figuras em movimento” na primeira década do século XX possibilitaram ao movimento moderno uma estética que era única, e novamente, criaram uma conecção direta com a necessidade percebida de se estender à tradição “progressiva” do fim do século XX, mesmo que isto entrasse em conflito com as normas estabelecidas.

Esta linha do movimento moderno rompeu com o passado na primeira década do século XX, e tentou redefinir as várias formas de arte de uma maneira radical. Liderando as mudanças na literatura estavam Virginia Woolf, James Joyce, T.S. Eliot, Erza Pound, Wallace Stevens, Guillaume Apollinaire, Joseph Conrad, Marcel Proust, Gertrude Stein, Wyndham Lewis, H.D., Marianne Moore, William Carlos Williams e Franz Kafka. Compositores como Arnold Shoenberg e Igor Stravinsky representaram o moderno na música. Artistas como Picasso, Matisse, Mondrian, os surrealistas, entre outros, o representaram nas artes plásticas, enquanto arquitetos como Le Corbusier, Mies van der Rohe, Walter Gropius e Frank Lloyd Wright trouxeram as idéias modernas para a vida urbana cotidiana. Muitas figuras fora do modernismo nas artes foram influenciadas pelas idéias artísticas, por exemplo John Maynard Keynes era amigo de Woolf e outros escritores do Grupo Bloomsbury.