Anarco-primitivismo

Anarco-primitivismo é uma crítica anarquista das origens e do progresso da civilização. Primitivistas afirmam que a mudança de caçadores-coletores para a subsistência agrícola deu início à estratificação social, coerção, e alienação. Eles defendem o retorno à meios não-“civilizados” de vida através da desindustrialização, abolição da divisão de trabalho ou especialização, e o abandono da tecnologia. Existem entretanto numerosas outras formas de primitivismo, e nem todos os primitivistas apontam o mesmo fenômeno como a fonte dos problemas modernos e civilizados. Alguns, como Theodore Kaczynski, vêem apenas a Revolução Industrial como o problema, enquanto outros apontam para vários desenvolvimentos na história, como monoteísmo, escrita, o uso de ferramentas de metal, etc. Muitos anarquistas tradicionais rejeitam tal crítica da civilização enquanto outros a apóiam mas não se consideram primitivistas, como Wolfi Landstreicher. Anarco-primitivistas são frequentemente distinguidos pelo seu foco na prática de alcançar um estado selvagem pelo “rewilding” (retorno ao natural).

Primitivistas afirmam que antes do advento da agricultura, humanos viviam em pequenos bandos nômades, que eram igualitários socialmente, politicamente e economicamente. Não havendo hierarquia, estes bandos são algumas vezes vistos como uma incorporação precursora ao anarquismo.

John Moore escreve que o anarco-primitivismo procura:

“expor, desafiar e abolir todas as múltiplas formas de poder que estruturam o indivíduo, as relações sociais, e interrelações com o mundo natural.” [1]

Primitivistas alegam que, como resultado da agricultura, as sociedades se tornaram cada vez mais subordinadas aos processos tecnológicos e estruturas de poder abstratas provenientes da divisão do trabalho e hierarquia. Primitivistas discordam sobre qual nível de horticultura estaria presente em uma sociedade anarquista, com alguns defendendo que a permacultura poderia desempenhar um papel, mas outros defendem uma subsistência estritamente caçadora-coletora.

Apesar de sua rejeição do cientificismo, o primitivismo tem dado atenção pesada em antropologia cultural e arqueologia. Desde a metade do último século, sociedades antes vistas como bárbaras foram amplamente reavaliadas por acadêmicos, muitos dos quais agora asseguram que os humanos do passado viviam em relativa paz e prosperidade. Como exemplo, Frank Hole, um especialista em agricultura primitiva, e Kent Flannery, um especialista em civilização Mesoamericana, observaram que, “Nenhum grupo na terra tem mais tempo de lazer do que caçadores e coletores, passando-o principalmente em jogos, conversação e relaxando.”(Kirkpatrick Sale, “Dwellers in the Land: The Bioregional Vision“)

Acadêmicos como Karl Polanyi e Marshall Sahlins caracterizaram societades primitivas como economias de doação com “bens valorizados por sua utilidade ou beleza em vez do custo; mercadorias trocadas mais na base da necessidade do que na troca do valor; ampla distribuição para a sociedade sem considerar o trabalho que seus membros investiram; trabalho executado sem a idéia de salário em retorno ou benefício individual, de fato sem qualquer noção de ‘trabalho’.” [2].

Outros acadêmicos e pensadores como Paul Shepard, influenciado pelo antropólogo Claude Lévi-Strauss, escreveram sobre o “princípio evolucionário”, o qual basicamente afirma que uma espécie removida de seu habitat natural e de seus comportamentos se tornará patológica. Shepard escreveu de inúmeras formas em que o rompimento na “ontogenia” natural do homem que se desenvolveu por milhares de anos de evolução em uma existência coletora foi rompida devida a um estilo de vida sedentário causado pela agricultura.

Os primitivistas vêem a civilização como a lógica, as instituições, e o aparato físico da domesticação, controle e dominação. Eles focam principalmente na questão das origens. A civilização é vista como a raiz do problema da opressão, e crê-se que ela deva ser desmontada ou destruída.

Os primitivistas descrevem a ascenção da civilização com a mudança dos últimos 10.000 anos de uma existência profundamente conectada com a teia da vida, para uma separada e em controle do resto da vida. Eles afirmam que antes da civilização existia um amplo tempo de lazer, considerável autonomia de ambos os sexos e igualdade social, uma abordagem não-destrutiva ao mundo natural, a ausência de violência organizada, sem instituições mediadoras ou formais, e saúde forte e robustez. Os primitivistas afirmam que a civilização inaugurou as guerras, a subjugação das mulheres, crescimento populacional, trabalho pesado, conceitos de propriedade, hierarquias arraigadas, e virtualmente todas as doenças conhecidas. Eles alegam que a civilização começa e conta com a renúncia forçada da liberdade instintiva e que é impossível reformar tal renúncia.

Os primitivistas vêem a mudança para uma cultura quase exclusivamente simbólica como muito problemática, no sentido que ela nos separa de uma interação direta. Geralmente a reposta a este questionamento é, “Então, você só quer ficar grunhindo?”. Isto pode ser o desejo de alguns, mas tipicamente a crítica é uma observação dos problemas inerentes com uma forma de comunicação e compreensão que conta principalmente com um pensamento simbólico às custas (e até exclusão) de outros meios sensoriais e não intermediadores. A ênfase no simbólico é um movimento da experiência direta para uma experiência mediada na forma de linguagem, arte, número, tempo, etc.

Os primitivistas afirmam que a cultura simbólica filtra toda nossa percepção por símbolos formais e informais. Está além de apenas dar nomes às coisas, mas ter um relacionamento inteiro com o mundo que chega através da lente da representação. É discutido se os humanos têm por natureza pensamento simbólico ou se foi desenvolvido como uma mudança cultural ou adaptação, mas, de acordo com os primitivistas, o modo simbólico de expressão e entendimento é limitado e a sua dependência excessiva leva à objetificação, alienação, e a uma visão restrita de percepção. Muitos primitivistas promovem e praticam reacender métodos dormentes ou subutilizados de interação e cognição, como o toque e o cheiro, como também experimentando e desenvolvendo modos únicos e pessoais de compreensão e expressão.

Domesticação, de acordo com os primitivistas, é o processo que a civilização utiliza para doutrinar e controlar a vida de acordo com sua lógica. Os mecanismos de domesticação incluem: domar, procriar, modificar geneticamente, escolarizar, engaiolar, intimidar, coagir, extorquir, prometer, governar, escravizar, aterrorizar, assassinar, etc. A lista continua incluindo praticamente todo tipo de interação social civilizada. Os primitivistas dizem que seu movimento e seus efeitos são examinados e sentidos por toda sociedade, executados por várias instituições, rituais, e costumes.

Os primitivistas também a descrevem como o processo pelo qual populações nômades humanas antigas mudaram para uma existência sedentária pela agricultura e a criação animal. Eles afirmam que este tipo de domesticação demanda uma relação totalitária tanto com a terra quanto com as plantas e os animais domesticados. Eles dizem que enquanto em um estado de vida natural e selvagem toda a vida compartilha e compete por recursos, a domesticação destrói este equilíbrio. A paisagem domesticada (por exemplo, pastagens/campos agrícolas, e em um menor grau – horticultura e jardinagem) só podem existir com fim do compartilhamento aberto dos recursos que antes existiam; quando antes “isto era de todo mundo”, agora é “meu”. Os primitivistas afirmam que esta noção de posse estabeleceu as bases para uma hierarquia, quando propriedade e poder surgiram.

Para os primitivistas a domesticação não apenas modifica a ecologia de uma ordem livre para uma totalitária, mas também escraviza as espécies que são domesticadas.

Os primitivistas não se vêem como parte da esquerda. Em vez disso, vêem os movimentos socialistas e liberais como falidos. Os primitivistas afirmam que a Esquerda provou-se uma falha monumental em seus objetivos. A Esquerda, de acordo com os primitivistas, é um termo genérico e pode aproximadamente descrever todas as tendências socialistas (desde democratas sociais e liberais até maoístas e stalinistas) que desejam re-socializar “as massas” em um plano mais “progressivo”, geralmente utilizando de abordagens coercitivas e manipulativas para criar uma falsa “unidade” ou a criação de partidos políticos. Apesar de os primitivistas compreenderem que os métodos ou os extremos na implementação podem divergir, o sentido básico é visto como o mesmo: a instituição de uma visão mundial coletivizada monolítica baseada na moralidade.

A maioria dos anarquistas e “revolucionários” gasta grande parte de seu tempo desenvolvendo esquemas e mecanismos para a produção, distribuição, adjudicação, e comunicação entre grande número de pessoas; em outras palavras, o funcionamento de uma sociedade complexa. Os primitivistas não aceitam a premissa de uma coordenação e uma interdependência social global (ou até mesmo regional), política, e econômica, ou a organização necessária para a sua administração. Eles rejeitam a sociedade de massa por razões práticas e filosóficas. Primeiro, eles rejeitam a representação necessária inerente para o funcionamento de situações além da realidade da experiência direta (modos completamente descentralizados de existência). Eles não desejam dirigir ou organizar uma sociedade diferente.

Eles querem um quadro de referência completamente diferente. Eles querem um mundo onde cada grupo seja autônomo e decida em seus próprios termos como viver, com todas as interações baseadas em afinidade, livres e abertas, e não coercitivas. Eles querem uma vida na qual vivam, e não uma que seja dirigida.

De acordo com os primitivistas a sociedade de massa bate de frente brutalmente não somente com a autonomia e o indivíduo, mas também com a terra. Eles a vêem simplesmente como não sustentável (em termos de extração de recursos, transporte, e sistemas de comunicação necessários para qualquer sistema econômico global) para continuá-la, ou para dar planos alternativos para uma sociedade de massa.

Os primitivistas afirmam que modelos de organização apenas nos dão mais do mesmo. Apesar de ser reconhecido por alguns primitivistas que possa haver ocasionalmente uma boa intenção, o modelo organizacional é visto como fruto de uma mentalidade inerentemente paternalista e de desconfiança, que eles dizem ser contraditório à anarquia. Os primitivistas acreditam que verdadeiros relacionamentos de afinidade vêm de um entendimento mais profundo entre pessoas, por relacionamentos baseados na necessidade da vida cotidiana, não em relacionamentos baseados em organizações, ideologias, ou idéias abstratas. Eles dizem que o modelo organizacional suprime as necessidades individuais e os desejos “para o bem do coletivo” quando tenta-se padronizar tanto resistência quanto visão. Desde partidos, a plataformas e a federações, os primitivistas afirmam que à medida em que a escala do projeto aumenta, o significado e a relevância que eles têm para a vida individual diminui.

Em vez do modelo organizacional familiar, os primitivistas defendem o uso de associações informais baseadas em afinidades, que tendem a minimizar a alienação de decisões e processos, e a reduzir a mediação entre nossos desejos e nossas ações.

Como anarquistas, os primitivistas são fundamentalmente opostos a um governo e, também, a qualquer tipo de colaboração ou mediação com o estado (ou qualquer instituição de hierarquia e controle). Esta posição determina uma certa continuidade ou direção de estratégia, historicamente referenciada como revolução. Por revolução, os primitivistas definem como a luta contínua para alterar o cenário social e político de um modo fundamental: para os anarquistas, isso significa desmanche completo. A palavra “revolução” é vista como dependente da posição em que é direcionada, como também do que seria chamado de atividade “revolucionária”. Novamente, para os anarquistas, esta é a atividade almejada na dissolução completa do poder.

Por outro lado, a reforma é vista englobando qualquer atividade ou estratégia com o objetivo de ajustar, alterar, ou manter seletivamente elementos do sistema atual, tipicamente utilizando os métodos ou o aparato deste sistema. Os objetivos e métodos da revolução não podem ser ditados ou apresentados dentro do contexto do sistema. Para os anarquistas, a revolução e a reforma invocam métodos e objetivos incompatíveis, e apesar de certas abordagens, não existem em um continuum.

Para os primitivistas, a atividade revolucionária questiona, desafia, e trabalha para desmantelar toda a configuração ou o paradigma da civilização. A revolução não é vista como um evento singular inalcançável ou distante no qual tenta-se alcançar ou preparar as pessoas para ele, mas em vez disso, um modo de vida ou uma prática de abordar situações.

Os anarquistas contribuem para uma direção anti-autoritária, que desafia todo o poder em um nível fundamental, empenhando por relacionamentos realmente igualitários e promovendo comunidades de apoio mútuo. Entretanto, os primitivistas estendem idéias de não-dominação a todas as formas de vida, não apenas humanas, indo além da análise anarquista tradicional. Pelos antropólogos, os primitivistas obtêm uma visão das origens da civilização, compreendendo o que estamos enfretando e como chegamos aqui, para auxiliar em uma mudança de direção. Inspirados pelos ludditas, reacendem uma orientação de ação direta antitecnológica e industrial. Insurrecionalistas introduzem uma perspectiva que em vez de esperar pelo refinamento da crítica, identifica e espontaneamente ataca as atuais instituições da civilização.

Os primitivistas devem muito aos Situacionistas e sua crítica da sociedade alienante de mercadoria. A Ecologia profunda dá à perspectiva primitivista uma compreensão de que o bem-estar e o florescimento de toda a vida está ligado à consciência do valor intrínseco do mundo não-humano independente do valor de uso. Os primitivistas vêem a apreciação da ecologia profunda pela riqueza e diversidade da vida contribuir para chegar à conclusão de que a interferência humana presente no mundo não-humano é coerciva e excessiva.

Os biorregionalistas trazem a perspectiva de viver dentro de sua própria biorregião, e estar intimamente ligado à terra, água, clima, plantas, animais, e formas gerais de sua biorregião. Os ecofeministas contribuíram para a compreensão das raízes, dinâmicas, manifestações, e realidade da patriarquia, e seu efeito na terra, mulheres em particular, e na humanidade em geral. Recentemente, a separação dos humanos da terra (civilização) foi provavelmente articulada mais claramente e intensivamente por eco-feministas.

Os primitivistas foram profundamente influenciados pelas várias culturas indígenas e nativas da história e daquelas que ainda existem atualmente. Apesar de que os primitivistas tentam aprender e incorporar técnicas sustentáveis de sobrevivência e modos mais saudáveis de interagir com a vida, eles observam que é importante não infamar ou generalizar os nativos e suas culturas, e respeitar e tentar entender suas diversidades sem cooptar identidades e características culturais. Os primitivistas também percebem que é importante compreender que todos os humanos vieram de pessoas que viviam da terra, removidas à força de suas conexões com a terra, e também têm um lugar dentro de lutas anti-coloniais.

Eles também são inspirados pelo feral, aqueles que escaparam da domesticação e reintegraram-se com o selvagem. E, claramente, os seres selvagens que constituem a Terra. É importante lembrar que, apesar de muitos anarco-primitivistas trazerem influência de fontes similares, o anarco-primitivismo é algo muito pessoal para cada um que se identifica ou conecta com estas idéias e ações.

Para a maioria dos anarco-primitivistas, o retorno ao natural e a reconexão com a terra é um projeto de vida. Eles afirmam que não deve ser limitado a uma compreensão intelectual ou à prática de habilidades primitivas, mas que, em vez disso, é uma compreensão mais profunda dos modos dominantes em que somos domesticados, fraturados, e deslocados de nós mesmos e do mundo. Entende-se que o retorno ao natural possui um componente físico que envolve recuperar habilidades e desenvolver métodos para uma coexistência sustensável, incluindo como alimentar-se, abrigar-se e tratar-se com as plantas, animais e materiais encontrados naturalmente em nossas biorregiões. Também é dito incluir o desmancho da manifestação física, do aparato e da infraestrutura da civilização.

Descreve-se que o retorno ao natural possui um componente emocional, que abrange curar nós mesmos o que é percebido como ferimentos de 10.000 anos de idade, aprendendo a viver juntos em comunidades não-hierárquicas e não-opressivas, e desconstruir a mentalidade domesticada dos nossos padrões sociais. Para o primitivista, “o retorno ao natural inclui priorizar a experiência direta e a paixão sobre a mediação e alienação, repensando toda dinâmica e aspecto da realidade, unindo-se à nossa fúria feral para defender nossas vidas e para lutar por uma existência libertada, desenvolvendo mais confiança em nossa intuição e estando mais conectado com nossos instintos, e recuperando o equilíbrio que foi virtualmente destruído após milhares de anos de controle patriarcal e domesticação. O retorno ao natural é o processo de se tornar não-civilizado.” (da cartilha O que é a Anarquia Verde, “What Is Green Anarchy”).

Nos Estados Unidos o primitivismo tem sido notavelmente defendido pelo escritor John Zerzan e em um menor nível Derrick Jensen. O movimento primitivista tem conexões com o ambientalismo radical, ganhando alguma atenção devido às idéias de Theodore Kaczynski (também conhecido como o “Unabomber”) seguindo sua campanha luddita. Recentemente, o primitivismo tem sido explorado com entusiasmo pelo Green Anarchy, Species Traitor, e ocasionalmente Anarchy: A Journal of Desire Armed, Fifth Estate, e até mesmo CrimethInc..

Durante a década de 1990 a publicação do Reino Unido Green Anarchist alinhou-se com o primitivismo, apesar de existirem muitos anarquistas verdes que não são primitivistas.

Anarquistas anti-civilização também organizam grupos na Espanha, Israel, Turquia, Índia, e Brasil.

O anarco-primitivismo está associado e tem influenciado tendências radicais dentro do Neo-Tribalismo.

Chuck Palahniuk

Chuck Palahniuk (nascido em Pasco, Washington a 21 de Fevereiro 1961) é um escritor residente em Portland, Oregon. O seu trabalho mais popular é Fight Club (Clube de Combate em Portugal e Clube da Luta no Brasil), que foi posteriormente adaptado para cinema.

Os personagens na obra de Palahniuk são indivíduos que, de uma ou outra forma, foram marginalizados pela sociedade, frequentemente reagindo com agressividade auto-destrutiva. A narrativa nos livros de Palahniuk começam, não raramente, no seu fim cronológico, com o protagonista a recontar os eventos que conduziram ao ponto que forma o princípio do livro. Por bastantes vezes há um ponto de viragem da história, na forma de uma revelação inesperada perto do fim. O estilo de Palahniuk é caracterizado pelo uso e repetição de frases curtas plenas de humor cínico ou irónico. O autor gosta de descrever o seu estilo como Ficção transgressional.

Os direitos cinematográficos de Survivor (Sobrevivente) foram vendidos, mas nenhum estúdio se empenhou na adaptação do romance. Isto deve-se ao facto de o protagonista de Survivor se suicidar ao despencar de um avião contra o solo do deserto australiano. Depois dos ataques no Pentágono e no World Trade Center a 11 de Setembro os estúdios de cinema consideraram o romance demasiado controverso.

A edição de Março de 2004 da revista Playboy publicou um conto de Chuck Palahniuk entitulado Guts (que integra o seu último livro, Haunted). Quando da sua digressão em 2003 para promover o romance Diary, o autor leu o conto para as audiências. Alegadamente mais de 35 pessoas desmaiaram ao ouvir a leitura, embora os eventos sejam factuais, a veracidade das reacções é bastante discutida.

Em 2003, foi realizado por membros do site oficial do autor um documentário em filme sobre a sua vida, chamado Postcards from the Future: The Chuck Palahniuk Documentary [1]. O site oficial, “The Cult” (O Culto) como se auto-intitulada, iniciou uma oficina de escrita onde o próprio Chuck Palahniuk ensina os seus truques. Todos os meses o autor escreve um ensaio sobre um dos truques (ensaios estes que serão compilados num livro sobre escrita minimalista). É um autor muito dedicado aos seus fãs como pode ser observado no site oficial.

Obras do autor:

  • Insomnia: If You Lived Here, You’d Be Home Already (não publicado)
  • Clube da Luta / (Fight Club, 1996)
  • Sobrevivente / (Survivor, 1999)
  • Monstros Invisíveis / (Invisible Monsters, 1999)
  • No Sufoco / (Choke, 2001)
  • Cantiga de Ninar / (Lullaby, 2002)
  • Diário / (Diary, 2003)
  • Assombro / (Haunted, 2005)
  • Rant (a ser lançado em maio de 2007)
  • Fugitives and Refugees: A Walk in Portland, Oregon (não traduzido, 2003)
  • Stranger Than Fiction: True Stories (não traduzido, 2004
  • O Evangelho Segundo Tyler Durden

    O Evangelho Segundo Tyler Durden

    “Sou um lixo – disse Tyler. – Sou um lixo, um merda, um doido, para você e para toda esta porra de mundo – disse Tyler ao presidente do sindicato. – Você nem quer saber onde moro, o que sinto, como alimento meus filhos ou como vou pagar o médico se ficar doente, e sim, sou frouxo, chato e estúpido, mas ainda estou sob a sua responsabilidade.”
    “Tyler nada tinha a perder.
    Tyler era a palmatória do mundo, o lixo da humanidade.”
    trechos de O Clube da Luta

    Fight Club Clube da Luta

    Fight Club (br: Clube da Luta / pt: Clube de Combate), é um filme estadunidense de 1999, do gênero drama, dirigido por David Fincher. A sua banda sonora foi composta pelos Dust Brothers. O filme é baseado em romance homônimo de Chuck Palahniuk, publicado em 1996.

    Edward Norton representa o papel do narrador, cujo nome é revelado no desenvolver da história(Tyler Durden alter ego). É um executivo que trabalha como investigador em uma companhia de seguros e vive muito confortavelmente, embora a sua existência seja vazia. Atormentado por insônias descobre finalmente uma cura: participar em sessões de terapia de grupo. Sente-se vivo e completo ao lado de pessoas cuja vida é indescritivelmente pior que a sua. A sua paz de espírito só é interrompida pela chegada de Marla Singer (Helena Bonham Carter), uma sociopata com tendências suicidas cujos motivos para frequentar as sessões de terapia de grupo são parecidas com as dele próprio.

    Casualmente, o narrador conhece Tyler Durden (Brad Pitt) numa viagem de avião, um homem fora do normal que ganha a vida como vendedor de sabonetes. Chegado a casa recebe a notícia que o seu apartamento explodiu. Sem saber o que fazer telefona a Tyler e encontram-se num bar onde, depois de este lhe propôr que passasse uns dias em sua casa, o convence a lutar com ele. Tyler apresenta-lhe então um novo estilo de vida: desligar-se da opressão social libertando a sua agressividade latente em lutas corpo-a-corpo. Assim nasce o clube que dá nome ao filme, que ganha cada vez mais adeptos ansiosos por aliviar as suas tensões lutando clandestinamente. Com o tempo o clube de combate evolui para algo mais: o Projeto Caos (Project Mayhem), uma organização anarco-primitivista orquestrada por Tyler que visa a propagação de seus ideais antimaterialistas e a destruição da própria estrutura económica da sociedade de consumo. Ao longo do tempo, organiza ações como explosões de bancos, destruição de cafeterias (Starbucks) e a maior ação planejada, destruir sedes de prédios financeiros no país.

    Regras:

    1. Você não fala sobre o Clube da Luta
    2. Você não fala sobre o Clube da Luta
    3. Quando alguém gritar “pára!”, ficar no chão ou desmaiar, a luta acaba
    4. Somente duas pessoas por luta
    5. Uma luta de cada vez
    6. Sem camisa, sem sapatos
    7. As lutas duram o tempo que for necessário
    8. Se for a sua primeira noite no clube da luta, você tem que lutar

    Jack é apenas uma referencia do narrador ao modo de viver, e não ele proprío.

    O filme foi indicado ao Óscar de Melhores Efeitos Sonoros.

    Pelo seu papel, Helena Bonham Carter ganhou o Empire Award de Melhor Atriz Britânica em 2000.

    Lewis Carroll

    Lewis Carroll, pseudônimo de Charles Lutwidge Dodson, (Cheshire, 27 de janeiro de 1832 — Guildford, 14 de Janeiro de 1898 ) foi um matemático e escritor inglês.

    Lewis Carroll(Charles Lutwidge Dodgson), lecionava matemática no Christ College, em Oxford, era solteirão e excêntrico, gostava de lógica e matematica,escrevia textos nonsense e admirava a companhia de suas amigas crianças.

    Edições brasileiras das obras de Carroll são, Alice no país das maravilhas (1865) e Alice no País do Espelho (Alice do outro lado do espelho, no título mais conhecido em Portugal) (1872), Algumas Aventuras de Silvia e Bruno, Rimas do país das maravilhas, A caça ao turpente, Obras escolhidas.

    Alice teve um papel muito importante na trajetória de Carroll,era filha do deão Christ Church, ele levava Alice e suas irmãs para passear e foi em um passeio de barco que Carrol contou a historia ” Alice no Pais das maravilhas ” .As irmãs liddel que ao ouvirem a história, gostaram tanto que lhe pediram para escrever a história que tanto lhes havia agradado. “Quando criança Carroll brincava com marionetes e prestidigtação, e durante a vida inteira gostava de fazer passes de mágica, especialmente para as crianças. Gostava de modelar um camundongo com um lenço e em seguida fazê-lo pular misteriosamente com a mão. Ensinava as crianças a fazer barquinhos de papel e também pistolas de papel que estalavam ao serem vibradas no ar. Se interessou em fotografia quando esta arte mal havia surgido, especializando-se em retratos de crianças e pessoas famosas e compondo suas imagens com notável habilidade e bom gosto.”

    Carrol era apaixonado por vários tipos de jogos,tanto que inventou um grande número de enigmas, jogos matemáticos e de lógica, gostava de teatro e era freqüentador de ópera, e manteve uma amizade por toda a vida com a atriz Ellen Terry.

    Uma de suas frases mais marcantes era que “Gosto de crianças (exceto meninos)” Era um admirador de meninas crianças, gostava de entretê-las com jogos e histórias e travar conhecimentos, estes dias em que fazia amizade com uma era aclamado como um dia especial em seus escritos. Quando tinha oportunidade gostava de desenhar ou fotografar meninas nuas, com a permissão da mãe. “Se eu tivesse a criança mais linda do mundo para desenhar e fotografar”, escreveu, “e descobrisse nela um ligeiro acanhamento (por mais ligeiro e facilmente superável que fosse) de ser retratada nua, eu sentia ser um dever solene para com Deus abandonar por completo a solicitação”. Por temor que estas imagens desnudas criassem embaraços para as meninas mais tarde, pediu que após a sua morte fossem destruídas ou devolvidas às crianças ou a seus pais. Nenhuma parece ter sobrevivido.

    Ambos os livros infantis de Carroll contêm inúmeros problemas de matemática e lógica ocultos no seu texto. Em Alice no país da maravilhas, em que a personagem Alice entrava em uma toca atrás de um coelho falante e caía em um mundo fantástico e fantasioso, uma das passagens mais conhecidas é a do chá com a Lebre de Março e o Chapeleiro, em que o Chapeleiro propõe um enigma, nunca resolvido por Carroll, ao perguntar “por que um corvo se parece com uma escrivaninha?”.

    Muitos enigmas contidos em suas obras são quase que imperceptiveis para nós leitores atuais, pois continham referencias da época e piadas locais.

    A parte do gato em cima da árvore também é bem lógica, ela pergunta qual caminho deve seguir, ele pergunta aonde que ela quer chegar, ela diz que qualquer lugar serve e ele logo responde, já que é qualquer lugar pode pegar qualquer um dos dois caminhos.

    Lewis Carroll até hoje continua um enigma, e seus livros infantis ainda são uma fonte de diversão para adultos e crianças.

    O Poema de Lewis intitulado “A morsa e o carpinteiro” aparece no livro 11 da famosa série de livros de Lemony Snicket,Desventuras em Série.