Le Parkour no Brasil

A história do Parkour no Brasil tem seu início no começo de 2004, quando jovens de São Paulo e Brasília começaram a se aventurar nessa prática de origem francesa, e estudar sua filosofia. Em São Paulo, o grupo hoje conhecido como Le Parkour Brasil começava a imitar os videos de David Belle vistos na internet. Em Brasilia, aqueles que hoje são membros da Associação Brasileira de Parkour começavam quase que no mesmo período a estudar e praticar o que então parecia um esporte radical. Em Julho de 2004, com o Orkut no início de sua estrondosa popularidade, a primeira comunidade brasileira de Parkour era criada, em forma de comunidade do Orkut com o nome “Le Parkour Brasil”. Deste então, se tornou o ponto de encontro entre os entusiastas dessa prática no Brasil. No final de Julho de 2004 contava com 7 membros, e agora em Junho de 2007 supera os 32000 membros.

Devido as suas características e aparente radicalidade, o Parkour no Brasil causou certa polêmica e seus praticantes eram frequentemente confundidos com vândalos. Os traceurs (como são chamados os praticantes dessa arte) são em determinadas ocasiões abordados por policiais e seguranças, incomodados com a prática, que tem a tendência a desafiar o espaço e seus obstáculos.

Em 18 de Outubro de 2005 foi lançado no país, o site da Associação Brasileira de Parkour. A Associação tem o intuito de organizar, divulgar, e instruir traceurs na prática do Parkour. Serve como referência para informações acerca do Parkour no Brasil. Seu atual presidente e co-fundador é Alberto Brandão.

Os encontros de Parkour são eventos de fundamental importância para a atividade no Brasil. Estes, promovem intercâmbio de experiências e informações que foram de fundamental relevancia para o desenvolvimento da disciplina. Com os encontros, formam-se novas amizades e reforçaram laços de coletividade da comunidade do Parkour no Brasil.

A prática do Le Parkour

O Parkour é uma prática de treinamento físico e mental, sendo assim podemos agrupar ao treinamento exercícios de tonificação muscular, como o planche, agachamentos, abdominais, flexões e outros.

Traceurs ou Traceuses (para mulheres) são praticantes de Parkour e costumam se reunir em locais com grande número de obstáculos, estudam cada um deles e fazem experimentos antes de executar movimentos e exercícios deste disciplina. A natureza dos exercícios exige que seus praticantes possuam um excelente preparo físico, saibam e respeitem sempre os seus limites, para buscar quebra-los no momento certo, assumindo e tendo consiência dos riscos e de suas limitações. Tudo isso tendo como base o pensamento “ser forte para ser útil”, destacando que um verdadeiro Traceur está pronto para situações inesperadas e sempre disposto a ajudar.

Para se tornar um traceur e aconselhável que seja por volta dos quinze anos porque nessa altura o corpo humano encontra-se melhor preparado para possiveis acidentes e choques enquanto não chegas lá basta-te preparar a força muscular.

Há variantes nas denominações devido a fatores como:

  • Grande popularização da prática, causando o uso do Inglês
  • Falta de familiaridade com a língua francesa
  • Adaptação do termo ao idioma local

Temos como exemplo o fato de que alguns grupos (Crews ou Clãs) denominam Atterissage (seguindo a tradição da França), outros chamam Landing (pela adaptação em Inglês, para compreedimento geral) ou Aterrissagem (tradução direta ao Português). A maioria dos Traceurs tem conhecimento das 3 formas.

Sem limitações de espaços para ser praticado, o parkour é acessível a todos, possibilitando o auto-conhecimento corpo humano e mente como o desenvolvimento da força, resistência, coordenação motora, ao mesmo tempo que desenvolve a concentração, força de vontade, determinação e coragem. Qualidades que favorecem o bem estar e a qualidade de vida, educando jovens ávidos por novas experiências. Um traceur ou traceuse é potencialmente um ótimo praticante de outras atividades físicas que necessitam de auto-controle, agilidade, destreza, força, raciocino rápido e observação.

Parkour oferece grande liberdade e custo minímo para ser praticado, sendo recomendados os seguintes acessórios

  • Calça leve
  • Camiseta leve
  • Tênis esportivo

Todos os equipamentos ou acessórios são opcionais — possibilitando ser praticado com luvas ou até descalço e seminu.

O parkour requer absoluta concentração e consciência de seus obstáculos como: avaliação de distância, avaliação de capacidade e avaliação de risco. O conjunto mental é combinado ao controle e poder do corpo e do espírito. Seus praticantes costumam adotar a seguinte frase para descrever parte de sua filosofia: “É ridículo procurar liberdade e acabar quebrado numa cadeira de rodas”. Mesmo assim o parkour é uma arte que requer disciplina, treinando sua mente com bom-senso, e respeitando seus limites. Desse modo, acidentes podem ser amenizados ou até evitados.

São raros os acidentes relacionados a esta arte, mas podem ser graves — devido a se subestimarem os riscos da prática e à excitação dos jovens em fazer algo incrível que viram através de amigos, colegas ou vídeos na TV ou Internet.

A definição básica da finalidade do parkour observando instintivamente nos remete a idéia de Andar e Correr, transpor obstáculos seria seu aperfeiçoamento, sua evolução.

  • Kash Vault
  • Handed Vault
    • One Handed Vault
    • Two Handed Vault
  • Cat-To-Cat
  • Wallrun (Subida de muro)
  • Monkey (Passar o corpo entre os braços, aponhando no obstaculo)
  • Jump (Saltar de Um lugar para outro)
  • Há tambêm fusão de movimentos.
  • Monkey to Precision – consisteLDismount, swinging jump:âché [la.ʃe]/ em um monkey com aterrissagem em Precisão;
  • Monkey to Cat – um monkey visando terminar em um cat leap;
  • Diving Roll – rolamento megulhado, em português.
  • Movimentos Estéticos são movimentos que têm sua utilidade questionada. Estão intimamente ligados ao Free running.

  • Dash Vault (com utilidade)
  • 360° Underbar (com utilidade)
  • 360° Catleap
  • Flip Vault (também mortal e back flip)
  • Reverse Vault (com utilidSalto estático de um objeto para outro objeto ou ponto específico, geralmente uma borda ou lugar pequeno.
  • ade)
  • Railspring
  • Handspring
  • Wallspin
  • Palmspin
  • Tic Tac 360°
  • Aterrissagem / aterragem: Amortecimento suave a fim de evitar lesões articulares
  • Equilíbrio em barras ou muros
  • Equilíbrio em movimento quadrupedal como um gato.
  • Por baixo da barra: Passa-se por baixo do obstaculo — geralmente por baixo de uma barra — ao invés de o saltar ou o sobrepor. Qualquer passagem por frestas também é chamado de Underbar aqui no Brasil.
  • Rolamento: Rolamento evasivo a fim de amortecer, ou criar embalo após um amortecimento
  • Passagem de muros ou paredes: “Chuta-se” a parede de forma que de impulso para cima e agarra-se com a(s) mão(s)e sobe-se o muro.
  • Vault/ Passement [pas.mɑ̃]: Termo geral para sobrepor um obstáculo usando um movimento.
  • Lâché [la.ʃe]/ Dismount, swinging jump: Se soltar de um lugar para cair em outro.
  • Demitour [dəmi tuʁ]/ Turn vault: Saltar sobre o obstáculo como um two handed e ficar do outro lado de forma que o corpo faça um giro de 180°, geralmente terminado em Dismont.
  • Reverse vault/ Reversa passagem de obstáculo: Saltar sobre o obstáculo apoiando as duas mãos de forma que o corpo faça um giro de 360°.
  • Salto do gato: Salto feito para se fixar em um lugar pendurando com as mãos.
  • Pulo do gato: Salto em que se “mergulha” sobre o obstáculo, onde no fim as mãos tocam o obstáculo e em seguida as pernas passam entre os braços e é feita a aterrissagem.
  • Saut de fond [so d fɔ̃] / Drop
  • Salto com distância: Salto com velocidade de um local para outro ponto ou local, passando por uma “fenda”, normalmente seguido de rolamento.
  • Salto de precisão: Salto estático de um objeto para outro objeto ou ponto específico, geralmente uma borda ou lugar pequeno.
  • Subida: Subida em um lugar usando os braços, sem ajuda das pernas, como o exercício de barra
  • Tic tac: “Chuta-se” um obstáculo ou objeto, usando o impulso para atingir o segundo local, ou ainda, para um terceiro ou quarto.

Le Parkour

Parkour (por vezes abreviado como PK) ou l’art du déplacement (em português: arte do deslocamento) (japonês: hoshinjutsu – em português técnica de evasão) é uma atividade com o principio em se mover de um ponto para outro da maneira mais rápida e eficiente possível, usando principalmente as habilidades do corpo humano. Sendo criado para ajudar alguém a superar obstáculos que poderão ser qualquer coisa no ambiente circundante — desde ramo de árvores e pedras até grades e paredes de concreto — e pode ser praticado em ambas áreas rurais e urbanas. Homens que praticam parkour são reconhecidos como traceurs e mulheres como traceuses.

Fundado por David Belle em França, parkour foca em praticar eficientes movimentos desenvolvendo seu corpo e mente para poder superar obstáculos em uma emergência. Também pode ser uma forma de entretenimento ou passa-tempo.

Parkour é uma atividade física que é dificil de categorizar. Não é um esporte radical, mas uma arte ou disciplina[6] que assemelha-se a auto-defesa nas artes marciais. De acordo com o fundador David Belle, o espírito no parkour é guiado em partes a superar todos os obstáculos em seu próprio caminho como se estivesse em uma emergência. Você deve mover de tal maneira, com quaisquer movimentos, para ajuda-lo a ganhar mais base possível de alguém ou em alguma coisa, quer seja escapando daquilo ou caçando em direção a isso. Assim, havendo uma confrontação hostil com uma pessoa, você terá que conversar, lutar ou esquivar. Como as artes marciais são uma forma de treinamento para a luta, parkour é uma forma de treinamento para a fuga. Devido a dificuldade em categoriza-la, os praticantes freqüentemente colocam-a em sua própria categoria: “parkour é parkour”.

Uma importante característica nesta arte está em sua eficiência. Um praticante não só se move o mais rápido que puder, mas da maneira em que irá gastar menos energia e mais direto possível. Eficiência também envolve evitar ferimentos a curto e longo prazo, parte do porque o não-oficial lema é être et durer (ser e durar).

Parkour é também conhecido por haver influencias nos conceitos de seus praticantes. Traceurs e traceuses experimentam mudanças em seus pensamentos críticos quais ajudam a superar obstáculos físicos e mentais no dia-a-dia.

Os primeiros termos a descreverem está forma de treinamento foram l’art du déplacement e le parcours.

O termo parkour [/paʁ.’kuʁ/] foi definido por David Belle e seu amigo Hubert Koundé. Ele deriva de parcours du combattant, o percurso de obstáculo proposto pelo método de Georges Hébert sendo um treinamento militar clássico da França. Hubert Kuondé, que não é um traceur, pegou a palavra parcours, substituiu o “c” com o “k” para sugerir agressividade, e removeu o silencioso “s” como oposto à filosofia do parkour sobre eficiência (embora tenha mantido o “o” igualmente mudo).

Traceur [tʁa.’sœʁ] e traceuse são substantivos derivados do verbo tracer que normalmente significa “traçar”, sendo também traduzido como “ir rápido”

As inspirações para essa arte surgiram de várias partes, primeiramente pelo méthode naturelle (Método Natural de Educação Física) desenvolvido por Georges Hébert durante o vigésimo centenário. Soldados Franceses no Vietnã inspirados pelo trabalho de Georges Hébert criaram o treinamento militar: parcours du combattant. David Belle foi iniciado no treinamento militar e méthode naturelle por seu pai, Raymond Belle — um soldado Francês que praticava as duas disciplinas. David Belle continuou a praticar outras atividades como artes marciais e ginástica, buscando aplicar suas habilidades adquiridas de forma prática na vida.

Depois de se mudar para Lisses, David Belle continuou sua jornada com os outros. “Desde então nós desenvolvemos” disse Sébastien Foucan no documentário Jump London, “e realmente em toda a cidade lá estávamos; lá estava o parkour. Você precisa apenas olhar, você precisa apenas imaginar, igual uma criança” descrevendo a visão do parkour.

No final da década de 1990, David Belle e Sébastien Foucan, dois nomes importantes, foram divergindo seus ideais até que se separaram por completo. Para Foucan, parkour é uma atividade e está ligado mais as filosofias orientais e seus movimentos estão baseados na autonomia e nas energias positivas, além de ser aberto a outras influências, tais como break dance. Com o documentário Jump London se criou e popularizou o termo Free running. Desde então, o termo free running vem sendo usado para denominar a prática conforme divulgada por Foucan, ou seja, com inclusão de movimentos acrobáticos e ineficientes, do ponto de vista do conceito de utilidade, característico do método natural e parkour.

Pelo fato de ser extremamente plástico e impressionante, o grupo Yamakasi, inicialmente contando com Belle e Foucan e posteriormente re-criado sem esses, participou de diversos espetáculos, incluindo o Cirque du Soleil e cativou novos praticantes em suas viagens pela europa, mas sem dúvida o que gerou a maior disseminação do parkour no mundo inteiro foi a internet, fazendo com que hoje seja praticado em todos os continentes.

David Belle

David Belle (Fécamp, 29 de Abril em 1973) é um desportista francês.

Nasceu e cresceu no Sena Marítimo, na Normandia. Oriundo de uma família simples dos subúrbios de Paris com antepassados relacionados com o desporto.

Os primeiros 14 anos de vida foram passados em Fécamp e mais tarde em Sables d’Olonne. Foi criado pelo avô materno Gilbert Kitte, que desde cedo despertou em David uma paixão para o heroísmo e o saber ajudar as outras pessoas. Tanto no avô como no pai existia um passado relacionado com o exército e os bombeiros. Seguiu as pegadas do seu avô e pai tornando-se um Bombeiro Sapador Parisiense. Infelizmente devido a uma lesão no pulso, desistiu e nunca mais voltou. Mais tarde tratado da lesão entrou no exercito francês e ganhou mérito batendo recordes dos treinos. Venceu também o campeonado Essonne de obstaculos em tempo recorde.

David sempre foi uma pessoa simples e acredita no desporto para a vida diária. Procurava o que era útil. Aprendeu com o pai desde cedo a saber algumas técnicas/treinos militares que pôs em prática desde muito novo com os amigos(Yahn, Frederic Hnautra, David Malgogne,Sébastien Foucan e Kazuma).

A brincadeira originou ao nome da prática, Parkour.

Desde cedo demonstrou gosto pela acção e movimentos rápidos. Aos 15 anos desistia da escola para dar inicio a modalidades desportivas como:

  • atletismo
  • ginástica
  • escalada
  • artes marciais
  • método natural

Desenvolveu várias aptidões físicas, controle, equilíbrio e força para dominar o corpo com uma agilidade considerável. Sempre procurou no esporte algo que fosse útil e prático para o dia a dia.

Seu pai, Raymond Belle, antigo soldado vietnamita dedicou a sua vida a uma vida saudável e desportiva. Conhecido e respeitado pelos seus métodos de deslocação em ambientes extremos, Raymond seguiu ensinamentos do Francês Georges Hébert, nomeadamente pelo seu livro “Natural Method of Physical Culture”, onde o atleta interage com o ambiente natural, treinando o seu físico, com um percurso de deslocação por obstáculos.

No Le Parkour:

  • Situações de perseguição ou de fuga.
  • Ir ao encontro de pessoas em ambientes complexos.
  • Rapidez na deslocação e segurança durante a travessia.

  • Desenvolveu o conceito “viagem”, “percurso” de ponto A ao ponto B.
  • Participou em anúncios, cinema, televisão.
  • Ajudou a criar o PAWA

Paulo Leminski

Paulo Leminski Filho (Curitiba, 24 de agosto de 1944 — Curitiba, 7 de junho de 1989) foi um escritor, poeta, tradutor e professor brasileiro. Era, também, faixa-preta de judô.

Filho de Paulo Leminski e Áurea Pereira Mendes. Mestiço de pai polonês com mãe negra, Paulo Leminski Filho sempre chamou a atenção por sua intelectualidade, cultura e genialidade. Estava sempre à beira de uma explosão e assim produziu muito. É dono de uma extensa e relevante obra. Desde muito cedo, Leminski inventou um jeito próprio de escrever poesia, preferindo poemas breves, muitas vezes fazendo haicais, trocadilhos, ou brincando com ditados populares.

Em 1958, aos catorze anos, foi para o Mosteiro de São Bento em São Paulo e lá ficou o ano inteiro.

Participou do I Congresso Brasileiro de Poesia de Vanguarda em Belo Horizonte onde conheceu Haroldo de Campos, amigo e parceiro em várias obras. Leminski casou-se, aos dezessete anos, com a desenhista e artista plástica Neiva Maria de Sousa (da qual se separou em 1968).

Estreou em 1964 com cinco poemas na revista Invenção, dirigida por Décio Pignatari, em São Paulo, porta-voz da poesia concreta paulista.

Em 1965, tornou-se professor de História e de Redação em cursos pré-vestibulares, e também era professor de judô.

Classificado em 1966 em primeiro lugar no II Concurso Popular de Poesia Moderna.

Casou-se em 1968 com a também poetisa Alice Ruiz, com quem ficou casado por vinte anos. Algum tempo depois de começarem a namorar, Leminski e Alice foram morar com a primeira mulher do poeta e seu namorado, em uma espécie de comunidade hippie. Ficaram lá por mais de um ano, e só saíram com a chegada do primeiro de seus três filhos: Miguel Ângelo (que morreu com dez anos de idade, vítima de um linfoma). Eles também tiveram duas meninas, Áurea (homenagem a sua mãe) e Estrela.

De 1969 a 1970 decidiu morar no Rio de Janeiro, retornando a Curitiba para se tornar diretor de criação e redator publicitário.

Dentre suas atividades, criou habilidade de letrista e músico. Verdura, de 1981, foi gravada por Caetano Veloso no disco Outras Palavras. A própria bossa nova resulta, em partes iguais, da evolução normal da MPB e do feliz acidente de ter o modernismo criado uma linguagem poética, capaz de se associar com suas letras mais maleáveis e enganadoramente ingênuas às tendências de então da música popular internacional. A jovem guarda e o tropicalismo, à sua maneira, atualizariam esse processo ao operar com outras correntes musicais e poéticas. Por sua formação intelectual, Leminski é visto por muitos como um poeta de vanguarda, todavia por ter aderido à contracultura e ter publicado em revistas alternativas, muitos o aproximam da geração de poetas marginais que, embora ele jamais tenha sido próximos de poetas como Francisco Alvim, Ana Cristina César ou Cacaso. Por sua vez, em muitas ocasiões declarou sua admiração por Torquato Neto, poeta tropicalista e que antecipou muito da estética da década de 1970.

Na década de 1970, teve poemas e textos publicados em diversas revistas – como Corpo Estranho, Muda Código (editadas por Régis Bonvicino) e Raposa. Em 1975 – e lançou o seu ousado Catatau, que denominou “prosa experimental”, em edição particular. Além de poeta e prosista, Leminski era também tradutor (traduziu para o castelhano e o inglês alguns trechos de sua obra Catatau, o qual foi traduzido na íntegra para o castelhano).

Na poesia de Paulo Leminski, por exemplo, a influência da MPB é tão clara que o poeta paranaense só poderia mesmo tê-la reconhecido escrevendo belas letras de música, como “Verdura”:

Músico e letrista, Leminski fez parcerias com Caetano Veloso e o grupo A Cor do Som entre 1970 e 1989.Teve influência da poesia de Augusto de Campos, Décio Pignatari, Haroldo de Campos, convivência com Régis Bonvicino, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Moraes Moreira, Itamar Assumpção, José Miguel Wisnik, Arnaldo Antunes, Wally Salomão, Antônio Cícero, Antonio Risério, Julio Plaza, Reinaldo Jardim, Regina Silveira, Helena Kolody, Turiba.

A música estava ligada às obras de Paulo Leminski, uma de suas paixões, proporcionando uma discografia rica e variada.

Entre 1984 e 1986, em Curitiba, foi tradutor de Alfred Jarry, James Joyce, John Fante, John Lennon, Samuel Beckett e Yukio Mishima.

Publicou o livro infanto-juvenil ‘’Guerra dentro da gente’’, em 1986 em São Paulo.

Entre 1987 e 1989 foi colunista do Jornal de Vanguarda que era apresentado por Doris Giesse na Rede Bandeirantes;

Paulo Leminski foi um estudioso da língua e cultura japonesas e publicou em 1983 uma biografia de Bashô. Além de um grande escritor, Leminski também era faixa-preta de judô. Sua obra literária tem exercido marcante influência em todos os movimentos poéticos dos últimos 20 anos.