O Perfil Cyberpunk e a Literatura Cyberpunk

Uma pessoa pode ser considerada um Cyberpunk pelos seus pares se reunir grande parte das características seguintes:

  • É em geral inteligente.
  • É um Hacker (pelo bom sentido da definição).
  • Na escola costuma(va) corrigir os seus professores.
  • Embora alguns não vão bem na escola, uma vez que muitos se consideram autônomos o suficiente na aprendizagem a ponto de não se preocuparem com a organização de cadernos ou os trabalhos de casa.
  • Geralmente usa algum sistema operacional Unix, de preferência livre, como o GNU/Linux ou algum da família BSD.
  • Gosta de musica industrial.
  • Gosta muito de computadores (muitos deles sabendo programá-los).
  • Gosta de jogos de computador.
  • Gosta de tudo relacionado a alta tecnologia e eletrônica.
  • Gosta de ficção cientifica.
  • Tem seu jeito proprio de se vestir.
  • Tem seu jeito proprio de dançar.

O editor de ficção científica Gartner Dozois é geralmente conhecido como a pessoa que popularizou o uso do termo cyberpunk como um tipo de literatura. O escritor Bruce Bethke cunhou o termo em 1980 pra sua historia curta Cyberpunk, ainda que a historia não se publicou até novembro de 1983, em Histórias Assombrosas de Ficção Científica, Volume 57, Número 4.

O termo foi rapidamente acolhido como uma etiqueta aplicada aos trabalhos de William Gibson, Bruce Sterling, John Shirley, Rudy Rucker, Michael Swanwick, Pat Cadigan, Lewis Shiner, Richard Kadrey e outros. Destes Sterling iniciou o movimento, liderando a ideologia, graças a seu fanzine Verdade Barata.

Os elementos cyberpunk estão presentes nos Cantos Hyperion de Dan Simmons; o planeta Lusus possue muitas características do mundo distópico de Neuromante e os níveis cibernéticos da vida e a existência da I.A. tem óbvias influências dos trabalhos de Gibson.

William Gibson com seu Neuromancer, é provavelmente o mais famoso escritor conectado com o termo. O estilo enfático, a fascinação com a superfície e a “aparência e sensação” de futuro, e a atmosfera já tradicional na ficção é vista como a ruptura e às vezes como “o trabalho arquetípico do ciberpunk”. [1] Neuromancer foi agraciado com os prêmios Hugo, Nébula y Philip K. Dick. De acordo com o arquivo do jargão “A total ignorância de Gibson sobre computadores a cultura hacker atual o permitiram especular sobre o rpg dos computadores e hackers no futuro de modo que ambas são desde então irritativamente ingênuas e tremendamente estimulantes”. [4]

Cedo o cyberpunk foi aclamado como uma ruptura radical dos padrões da ficção científica e uma nova manifestação de vitalidade, mas pouco tempo depois, surgiram muitos críticos pra mudar seu status a movimento revolucionário. Estes críticos dizem que a ficção científica de “Nova onda” dos anos 60 era muito mais inovadora quanto ao estilo e técnicas narrativas. [5] Além disso, enquanto o narrador de Neuromancer pôde ter uma “voz” inusual pra ficção científica, se podem encontrar muitos outros exemplos anteriores a este: a voz narrativa de Gibson, por exemplo se assemelha à do atualissimo Raymond Chandler em seu romance O Grande Sonho (1939). Outros consideram que os rasgos considerados únicos do ciberpunk, de fato se podem encontrar em trabalhos mais antigos de outros escritores, dos que podemos citar James Graham Ballard, Philip K. Dick, Harlan Ellison, Stanislaw Lem, Samuel R. Delany e inclusive William Burroughs. Por exemplo os trabalhos de Philip K. Dick contém temas recorrentes de decaimento social, inteligência artificial, paranóia e linhas ocultas entre a realidad e uma espécie de realidade virtual; o filme ciberpunk Blade Runner está baseado num destes livros. Humanos vinculados com maquinas são o cimento do romance “Wolfbane de Frederik Pohl” , “Cyril M. Kornbluth (1959)” , “Criaturas de luz” e “obscuridade” de Roger Zelazny (1986).

Em 1994 o acadêmico Brian Stonehill insinuou que o romance “O arco-íris de gravidade” de Thomas Pynchon “não só insulta senão que plagia aos precursores do cyberespaço”. [6] Outros importantes predecessores incluem a 2 romances muito celebrados de Alfred Bester, “O homem demolido” e “as estrelas meu destino”, assim como o romance de Vernor Vinge “Nomes Verdadeiros”.

O escritor de ficção científica David Brin descreve o cyberpunk como “…a campanha de promoção gratuita mais fina empreendida a nome da ficção científica”. Este pode não haver atraído aos “verdadeiros punks ”, Mas este atraiu a muitos novos leitores, e isto dispôs a classe de movimento que a literatura pós-modernista buscava comentar.(Uma ilustração disto é o “Manifesto Cyborg” de Donna Haraway, uma tentativa de construir um “mito político” usando cyborgs como metáforas da “realidade social” contemporânea) [7] . O cyberpunk fez mais atrativa a ficção científica pros acadêmicos, argumenta Brin, além disso, fez a ficção científica mais lucrativa pra Hollywood e as artes visuais em geral. Ainda quando sua “importância retórica e queixas de perseguição” da parte dos aficcionados cyberpunk era irritante no pior e cômico no melhor dos casos, Brin declara que “Os rebeldes puseram as cosas de pernas pro ar, lhes temos uma dívida […]”. Mas, ele pergunta “Foram eles originais?” [8] .

O futuro cyberpunk inspirou a muitos escritores profissionais que não se encontravam entre os cyberpunks “originais” ao incorporar idéias cyberpunk em seus próprios trabalhos, tais como Walter Jon Williams com “Hardwired” e “Voz da tormenta”, e George Alec Effinger com sua obra “Quando a gravidade falha”. Enquanto novos escritores e artistas começaram a experimentar com idéias cyberpunk, novas variedades de ficção emergiram, às vezes manejando o mesmo nível de crítica que as histórias do cyberpunk original.Lawrence Person escreveu em um ensaio publicado no fórum de Internet Slashdot,

Muitos escritores que cresceram lendo em 1980 agora estão publicando suas histórias e novelas. Para eles o cyberpunk não foi uma revolução ou uma filosofia alien que invadiu a ficção científica, mas era outro sabor da ficção científica. Como os escritores dos anos 1970 e 1980 que assimilaram as obras clássicas e técnicas estilísticas da nova onda sem necessariamente conhecer ou conservar o estilo dos manifestos e as ideologias que nasceram com eles, os novos escritores muito bem puderam haver lido Neuromancer ao tempo que a Fundação de Asimov, Todos sobre “Zanzibar” de John Brunner, o “Mundo Anel” de Larry Niven e não ver uma descontinuidade, senão uma série contínua.

O ensaio de Person advoga usando o termo “pós-cyberpunk” pra etiquetar os novos trabalhos que estes escritores produzem. Nesta visão, as histórias típicas do pós-cyberpunk continuam enfocando-se numa atmosfera de dados ubíqua de informação computarizada e o aumento cibernético no corpo humano, mas sem assumir a distopía. Bons exemplos podem ser “A era do diamante” de Neal Stephenson ou “Transmetropolitan” de Warren Ellis e Darick Robertson. Como todas as categorias incluídas na ficção científica, os limites do pós-cyberpunk são suscetíveis de mudar ou serem mal definidos. Pra complicar o assunto, há um mercado contínuo de romances cyberpunk “puros” fortemente influenciados pelo trabalho precoce de Gibson, tal como “Carbono Alterado” de Richard Morgan.

2 pensamentos sobre “O Perfil Cyberpunk e a Literatura Cyberpunk

  1. […] A LITERATURA CYBERPUNK […]

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