Sociedade dos poetas mortos

Dead Poets Society (br: Sociedade dos poetas mortos — pt: O clube dos poetas mortos) é um filme estadunidense de 1989, do gênero drama, dirigido por Peter Weir.

Conta a história de um professor de literatura nada ortodoxo, de nome John Keating, em uma escola preparatória para jovens, a Academia Welton, na qual predominavam valores tradicionais e conservadores. Esses valores traduziam-se em quatro grandes pilares: tradição, honra, disciplina e excelência.

Com o seu talento e sabedoria, Keating inspira os seus alunos a perseguir as suas paixões individuais e tornar as suas vidas extraordinárias.

O filme mostra também que em certa altura da vida, as pessoas, em especial os jovens, devem opor-se, contestar, gritar e sobretudo ser “livres pensadores”, e não deixar que ninguém condicione a sua maneira de pensar, mas também ensina esses mesmos jovens a usarem o bom-senso.

A Sociedade dos Poetas Mortos é formada por Todd A Anderson, Neil Perry, Steven K C Meeks Jr., Charlie Dalton, Knox T Overstreet, Richard S. Cameron e Gerard J Pitts.

Repleta de citações de grandes nomes da literatura de língua inglesa, como Henry David Thoreau, Walt Whitman e Byron, e de belas imagens metafóricas, Sociedade dos poetas mortos deixa uma profunda mensagem de vida sintetizada na expressão latina Carpe diem (“aproveite o dia”), cujo sentido é: aproveite, goze a vida, ela dura pouco, é muito breve.

No entanto, ainda que tentando seguir a máxima latina de Carpe Diem, uma tragédia acaba por se abater sobre todos eles. Metaforicamente, um dos personagens principais, Neill Perry, é constantemente condicionado de fazer o que deseja da sua vida (representar numa peça de teatro ou escrever num jornal, por exemplo) devido aos projectos que o seu pai tem para ele. Perto do fim do filme, Neill fica de tal forma desesperado por isto que comete o suicidio. Isto tem um significado simbólico: “A vida é curta” e Neill não a pôde aproveitar uma vez que não dissera ao seu pai como se sentia, apesar de ter tido oportunidades para isso. isto entende-se quando, após a morte de Neill, John Keating lê um extracto de um texto que exprimia o significado de “Carpe Diem” e começa a chorar.

  • Robin Williams …. John Keating
  • Ethan Hawke …. Todd A Anderson
  • Robert Sean Leonard …. Neil Perry
  • Allelon Ruggiero …. Steven K C Meeks Jr.
  • Gale Hansen …. Charlie Dalton (‘Nuwanda”)
  • Josh Charles …. Knox T Overstreet
  • Dylan Kussman …. Richard S Cameron
  • James Waterston …. Gerard J Pitts
  • Norman Lloyd …. Sr. Nolan
  • Kurtwood Smith …. Sr. Perry
  • Carla Belver …. Sra. Perry
  • Leon Pownall …. McAllister
  • George Martin …. Dr. Hager
  • Matt Carey …. Hopkins

Oscar 1990 (EUA)

  • Venceu na categoria de Melhor Roteiro Original.
  • Recebeu indicação nas categorias de Melhor Filme, Melhor Diretor e Melhor Ator (Robin Williams).

Globo de Ouro 1990 (EUA)

  • Recebeu quatro indicações nas categorias de Melhor Filme – Drama, Melhor Diretor, Melhor Ator – Drama (Robin Williams) e Melhor Roteiro.

Prêmio César 1991 (França)

  • Venceu na categoria de Melhor Filme Estrangeiro.

BAFTA 1990 (Reino Unido)

  • Venceu na categoria de Melhor Filme e Melhor Trilha Sonora.
  • Indicado nas categorias de Melhor Ator (Robin Williams), Melhor Diretor, Melhor Edição e Melhor Roteiro Original.

Prêmio David di Donatello 1990 (Itália)

  • Venceu na categoria de Melhor Filme Estrangeiro.

Sindacato Nazionale Giornalisti Cinematografici Italiani 1990 (Itália)

  • Venceu na categoria de Melhor Diretor de Filme Estrangeiro.

Political Film Society 1990 (EUA)

  • Recebeu o prêmio Democracia.

Writers Guild of America 1990 (EUA)

  • Venceu na categoria de Melhor Roteiro Escrito Diretamente para Cinema.

  • O diretor Peter Weir resolveu rodar o filme em sua ordem cronológica, para melhor capturar o desenvolvimento do relacionamento entre os jovens e o crescente respeito deles pelo “professor Keating”.
  • O filme foi realizado numa escola privada no Delaware.
  • Dustin Hoffman quis interpretar o personagem “John Keating”.
  • Os uniformes e a disciplina da escola do filme são inspirados na escola para meninos em que o diretor Peter Weir estudou na Austrália.

Yaoi

Yaoi (やおい) é um gênero de publicação que tem o foco em relações homossexuais entre dois homens e tem geralmente o público feminino como alvo. O termo se originou no Japão e inclui mangá, anime, novelas e dōjinshis. No Japão esse gênero é chamado de “Boy’s Love”, ou simplismente “BL”, e “yaoi” é mais usado por fãs do ocidente. O yaoi se expandiu para além do Japão; materiais podem ser encontrados nos Estados Unidos, assim como em nações ocidentais e orientais ao redor do mundo.

Na pronúncia japonesa fiel, todas as três vogais são pronunciadas separadamente. Apesar disso, é frequentemente escutado com apenas duas sílabas, IPA: [jaoi]. Em inglês, yaoi é comumente pronunciado /ˈjaʊiː/ YOW-ee ou /ˈjaʊiː/ YEAH-oy.

As letras em inglês formam o acrônimo da frase 「ヤマなし、オチなし、意味なし」 (yama nashi, ochi nashi, imi nashi), que é traduzido para o inglês como “Sem clímax, sem resolução, sem significado”, ou como a frase de efeito “Sem pico, sem ponto, sem problema.”, apesar do termo não ser usado dessa maneira. O termo parece ter sido originalmente usado no Japão por acaso por volta de 1970 para descrever dōjinshis que continham uma paródia bizarra e brincalhona. Apesar disso, o termo acabou por se tornar referente apenas ao material de relações homossexuais explícitas entre dois homens. Yaoi não é um termo comum na cultura japonesa; é específica para a subcultura otaku.

Yaoi, fora do japão, é um termo utilizado para todos os mangás que contém relações homossexuais feitos para mulheres no Japão, assim como os mangás que contém relações homossexuais feitos no ocidente. O nome atual do gênero no Japão é chamado ‘BL’ ou ‘Boy’s Love’, que é uma extensão do Shoujo e das categorias para mulheres, porém é considerado uma categoria diferente. Como o ‘Yaoi’ é considerado nos Estados Unidos, ‘Boy’s Love’ é usado no Japão para incluir: Obras comerciais e amadoras com ou sem a presença de sexo, dōjinshis com adolescentes e menores homens com a presença ou não de sexo, trabalhos em vários tipos de mídia – mangá, anime, novelas, games, CDs de drama com conteúdo homossexual entre homens, e personagens homens de todas as idades em relacionamentos homossexuais. Termos como yaoi, shōnen-ai, tanbi, June, e original June, são todos referidos no Japão como Boy’s Love. Porém, não inclui publicações diversas gay.

Apesar do yaoi ser às vezes usado para se referir a qualquer conteúdo homossexual entre homens em filme e mídia impressa, em geral obras criadas por mulheres, é geralmente considerado um uso errado do termo. Artistas japonesas profissionais, como Kazuma Kodaka, são cuidadosas ao distinguir seus trabalhos como “yaoi”, ao invés de “gay”, quando os descreve para os leitores falantes do inglês.

Apesar do gênero ser vendido por e para mulheres e garotas, homens gays e bisexuais ocidentais também agem como leitores e criadores de obras relacionadas de Fanart e Fanfiction. Não é correto afirmar que todos os homens gays são fãs do gênero, já que algumas nuances são deixadas de lado pelo estilo artístico feminino ou pela descrição irrealista da vida de um homem gay, e ao invés disso, procuram mangás gays, escrito para ou por homens gays.

Os dois participantes em uma relação yaoi são geralmente referidos como Seme (Atacante) e Uke (Recebedor). Apesar desses termos terem se originado nas artes marciais, São usadas com contexto sexual faz séculos e não carregam nenhuma conotação degradativa. Seme é derivado do verbo japonês semeru (Atacar) e uke do verbo ukeru (Receber). Assim como homens gays em português são referidos como “Ativo” e “Passivo”, seme e uke são uma analogia mais próxima para “lançador” e “pegador” (sic)

O seme é geralmente descrito na cultura anime e mangá com o estereótipo de um homem fisicamente forte, decidido e/ou protetor. O seme geralmente tem traços característicos, como um queixo forte, cabelo curto, olhos pequenos e um estereótipo mais masculino do que o uke. O seme usualmente persuade o uke. O uke usualmente é mais baixo, delicado, tem características mais novas e/ou infantis com olhos grandes. Ele é geralmente menos experiente em romance ou sexo e isso faz com que a sua interação com o seme seja sua primeira experiência homossexual. A linha do tempo na qual um uke resiste em fazer sexo anal com um seme é considerado similar a resistência do leitor em ter sua primeira relação sexual enquanto ainda é virgem.

Apesar desses estereótipos serem comuns, nem todos os trabalhos aderem a eles. Por exemplo, algumas dos trabalhos publicadas por Be X Boy mostra histórias com temas como um seme mais novo ou “reversíveis” (Inversão dos papéis). A “regra da altura”, regra na qual o personagem mais alto é o seme, é também quebrada algumas vezes.

Alguns escritores(as), tanto japoneses(as) quanto ocidentais, especialmente em BL/shōnen-ai/yaoi, se questionam até quando os papéis do seme e do uke são uma parte essencial do yaoi como um gênero, e se estão movendo-se para longe ou totalmente abandonando os tradicionais papéis seme/uke. Isso é mais comum em fanfics yaoi para séries de anime ou mangá que estréia personagens que não se encaixam nos papéis de seme e uke. Escrever um papel tradicional de seme ou uke para eles é geralmente visto como “fora do personagem”, ou seja, não se encaixariam na visão atual que se têm dos mesmos na história.

Ao contrário ao que acredita muitos fãs, “yaoi” não é o nome primário desse gênero no Japão. Originalmente muitos desses materiais eram chamados “june”, um nome derivado de uma publicação de mesmo nome que publicava romances homossexuais entre homens, histórias escritas que trabalhavam com a beleza usando particularmente linguagem suave e simples com expressões grandiloqüentes. Eventualmente “june” foi trocado por “BL” ou “Boy’s Love”, o qual permaneceu como o nome mais comum.

Fãs no Japão começam atualmente a escrever “yaoi” como um nome para o gênero Boy’s Love, usualmente na forma 801. “801” é derivada das mensagens de texto de telefones celulares, onde a tecla 8 abriga o kana や (ya), 0 abriga o “o,” e 1 abriga “i.”. Por exemplo, em um mangá da internet chamado Tonari no 801-chan (となりの801ちゃん), é abordada a história de um garoto que quer namorar uma garota que é fã do gênero BL.

Yaoi e shōnen-ai são termos que são às vezes usados por fãs ocidentais para descrever o conteúdo de um título dentro de um gênero. Aqui yaoi é usado para descrever títulos que contém cenas de sexo e outros temas sexualmente explícitos. Em contraparte, shōnen-ai é usado para descrever títulos que focam mais no romance e não inclui conteúdo sexual explícito. Essa definição de yaoi às vezes conflita com o uso da palavra para descrever o gênero como um todo e é um objeto freqüente de debates. Há também uma segunda definição, comumente usada por escritores de fanfics, que aplica yaoi para histórias com romance sem presença de conteúdo sexual explícito, e lemon para histórias com conteúdo sexualmente explícito.

Enquanto shōnen-ai literalmente significa “amor entre garotos” (Boy’s Love), os dois termos não são sinônimos. No Japão, shōnen-ai é usado para se referir a um agora obsoleto subgênero do shoujo que conta histórias de garotos pré-adolescentes que pendem do platônico para o romântico. O termo era originalmente e é atualmente usado para descrever pedofilia. Boy’s Love, por outro lado, é usado como um nome do gênero e se refere à todos os títulos com presença de conteúdo sexual ou a idade dos personagens na história.

Dōjinshis costumam estrear pares homens homossexuais de obras não românticas de mangá e anime. Muito desse material deriva de obras shōnens e seinen direcionadas para o público masculino, que são persuadidas pelos fãs para implicar atração homossexual. Apesar disso, fãs podem criar pares masculinos homossexuais de qualquer obra publicada de mangá e anime. Pares “quebrados” e crossovers às vezes estream pares românticos impossíveis ou improváveis.

Apesar de focados em dōjinshis baseados em mangás em particular, qualquer personagem masculino pode se tornar o assunto de um dōjinshi yaoi, como personagens que não fazem partes de títulos de séries de mangás, como Harry Potter e Piratas do Caribe. Séries de video games também costumam ser um alvo, incluindo séries como Kingdom Hearts e Final Fantasy

Muitos dōjinshis são criados por amadores que costumam trabalhar em “círculos”; por exemplo, o grupo CLAMP começou como um círculo amador de dōjinshi. Porém, alguns artistas profissionais, como Kazumi Kodaka e Maki Murakami, também criam dōjinshis.

Alguns autores criam subuniversos separados nas suas histórias e dōjinshis. Em alguns casos, esses subuniversos, chamados “AUs” ou “Alternate Universes”, ganham suas próprias versões de fãs que podem ser mais populares que as séries originais.

Trabalhos Yaoi e BL são vendidos para países falantes do inglês por companhias que os traduzem e os imprimem em inglês; companhias como Digital Manga Publishing com suas produtoras 801 Media e June, assim como Dramaqueen, Kitty Media e Tokyo Pop sob sua produtora BLU.

No Brasil, atualmente a editora JBC está publicando Gravitation, um famoso shōnen-ai de Maki Murakami.