Bissexualidade

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A bissexualidade consiste na atracção fisica, emocional e espiritual por pessoas tanto do mesmo sexo como do oposto, com níveis variantes de interesse por cada um, e à identidade correspondente a esta orientação sexual.

Bissexual é portanto o termo aplicado a seres e, mais comumente, pessoas, que se sentem atraídos por ambos os sexos, servindo portanto de um quase meio-termo entre o hetero e o homossexual. O número de indivíduos que apresentam comportamentos e interesses de teor bissexual é maior do que se suporia à primeira impressão, devendo-se a pouca discussão desta situação essencialmente a uma tendência geral para a polarização da análise da sexualidade, tanto em nível académico como, muito mais marcadamente, em nível popular, entre a heterossexualidade e a homossexualidade.

Embora, teoricamente, por se apresentar também nela uma faceta de heterossexualidade, no sentido da atracção por indíviduos do sexo oposto, segundo o olhar de homossexuais exclusivos, a bissexualidade pode parecer mais facilmente aceita. A verdade é que em geral, há incidências específica de preconceito contra pessoas bissexuais partindo tanto de certos homossexuais quanto de heterossexuais. Por exemplo, a percepção das pessoas bissexuais como a ponte que trouxe a AIDS dos homossexuais para os heterossexuais, pode ser considerada com uma demonstração de bifobia. Outra face da bifobia se dá quando certos homossexuais consideram a bissexualidade pouco mais que um meio-termo confortável entre a heterossexualidade estabelecida e a identidade homossexual pela qual lutam por estabelecer. Além disso pessoas bissexuais podem ser alvo tanto de homofobia (por parte de alguns heterossexuais) quanto de heterofobia (por parte de alguns homossexuais). Nos dias de hoje têm sido comum também o uso do termo queer na denominação tanto de pessoas bissexuais como homossexuais numa tentativa de fugir do dualismo e subcategorização humana, englobando num único termo as pessoas que possuem uma orientação sexual divergente da heterossexualidade dominante.

No entanto, em termos históricos mais amplos, o comportamento bissexual foi aceito e até encorajado em determinadas sociedades antigas, especificamente, entre outras, na Grécia, e em determinadas nações do Médio Oriente.
Em termos de estudos quanto à Bissexualidade, sublinha-se em notoriedade e importância para estudos posteriores do assunto os Relatórios Kinsey, publicados em 1948 e 1953, quanto a um estudo cujas conclusões afirmavam, entre outras constatações, que grande parte da população Americana tinha algumas tendências bissexuais de intensidade variante. Embora algo criticados, em particular quanto à selecção dos indivíduos a quem se aplicaram os inquéritos correspondentes ao estudo, estes vieram a tornar-se uma referência notória no que toca a estudos da sexualidade, e apresentou pela primeira vez a noção de que a Bissexualidade é, possivelmente, muito mais comum do que se pensa, mantendo-se por isso também importante em campos teóricos – em particular pela noção apresentada da sexualidade humana ser composta não por duas alternativas únicas, a heterossexualidade e a homossexualidade, mas por um espectro de interesse e comportamento sexual, que tem as duas como extremos.

Um pensamento sobre “Bissexualidade

  1. Rogerio disse:

    matéria clichê…

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