James Dean

James Byron Dean (Marion, Indiana, 8 de Fevereiro de 1931 – Salinas, Califórnia, 30 de Setembro de 1955) foi um ator, fotógrafo e piloto de corridas estadunidense. É considerado por muitos como um ícone cultural, como a melhor personificação da rebeldia e angústias próprias da juventude da década de 1950.

Hoje em dia, a sua cidade natal é ainda um ponto de referência para todos os fãs do ator. Tinha apenas cinco anos de idade quando se mudou com a família para Santa Mónica, na Califórnia. Quando perdeu a mãe, com nove anos de idade, o pai enviou James para uma quinta em Fairmount, Indiana, onde foi criado pelos tios Ortense e Marcus Winslow.

Na escola, não tinha muitas relações e não se sentia muito à vontade na companhia de garotas. Solitário, encontrou compreensão num reverendo de 30 anos, James A. DeWeerd, pastor local e herói de guerra. Liam poesia juntos e ouviam Tchaikovski. As más línguas afirmavam que DeWeerd fora responsável pela iniciação sexual do jovem James.

Depois de sua morte, DeWeerd revelou: “Jimmy se sentia completamente feliz estirado no chão da minha biblioteca. Ele jamais falou sobre a nossa relação, nem eu. Não teria ajudado a nenhum de nós”. Foi DeWeerd quem o encorajou a atuar nas apresentações teatrais da escola.

Para provar sua masculinidade a si mesmo, Dean começou a se encontrar com uma jovem professora de educação física, Elizabeth McPherson, que depois declarou: “Ele se apaixonou por mim.” Um amigo, Larry Swindell, afirmou: “Jimmy dizia que sua prioridade na escola era perder sua virgindade”.

Em seu aniversário de 18 anos, em 8 de fevereiro de 1948, Dean alistou-se em Fairmont, mas escapou do serviço militar declarando ser gay. Quando Hedda Hopper lhe perguntou mais tarde como evitara a convocação para a Guerra da Coréia, ele lhe disse: “Eu beijei o médico”.

Em 1949, Dean voltou para Los Angeles, com a intenção de estudar arte dramática. Houve insinuações de que, enquanto tentava se impor como ator, resvalava na prostituição. Certamente ele cortejava a homossexualidade. Uma amiga disse: “Ele desejava experimentar tudo na vida”.

Acabou conhecendo o diretor de televisão Rogers Brackett, amigo íntimo do notório agente de Rock Hudson, Henry Wilson, e foi morar com ele. Para sua incrédula agente, Isabelle Draesemer, Dean declarou que os dois dormiriam em camas separadas. Não era verdade. Brackett foi mais explícito: “Se era uma relação de pai para filho, também era incestuosa. Eu o amava e era correspondido”. Em poucas semanas, as chances apareceram e Dean conseguiu recomendações e trabalho.

Graças a Brackett, ele foi para Nova Iorque e começou a trabalhar no Actor’s Studio, de Lee Strasberg, onde Marlon Brando e Montgomery Clift haviam estudado. Telefonava para este e tentava convencê-lo. Clift acabou perguntando ao diretor Elia Kazan quem era o jovem. Ele lhe respondeu: “Dizem que gosta de carros de corrida e de motocicletas, garçonetes – e garçons”.

Modelava-se em seus ídolos. Como Brando em seus filmes, passou a usar roupas de couro. Por causa dos rumores sobre a homossexualidade de Clift e a bissexualidade de Brando, Dean determinou-se a experimentar de tudo. Foi o que disse o ator Jonathan Gilmore: “Jimmy não era nem homossexual nem bissexual; penso que era multissexual”

Fora dos sets de filmagem era conhecido por uma agitada vida social, fumava maconha e bebia cerveja, e possuía um enorme fascínio por carros velozes e pela velocidade em si. Paixão que lhe custou a vida. Quando se dirigia para uma corrida, em 30 de Setembro de 1955, envolveu-se num acidente fatal, partindo imediatamente a coluna vertebral e sofrendo de hemorragias internas. Quando foi colocado na ambulância, o passageiro que estava a seu lado, o mecânico Rolf Wütherich, ouviu “um grito suave emitivo por Jimmy – a lamúria de um menino chamando sua mãe ou de um homem encarando Deus.”

O médico-legista observou que o corpo de James Dean era coberto de cicatrizes. Num bar de Hollywood, onde era conhecido como “Cinzeiro Humano”, ele oferecia seu peito e pedia às pessoas que apagassem seus cigarros nele.

No dia em que morreu, James Dean ainda esgotava ingressos com o seu primeiro filme. A consagração final chegou poucos dias após a sua morte, quando Juventude transviada chegou aos cinemas. Recebeu duas indicações ao Oscar, postumamente. Em 1956, por Vidas amargas (a primeira indicação póstuma na história da premiação), e em 1957, por Assim caminha a humanidade, ambas por melhor actor. Ganhou dois prêmios do Globo de Ouro, em 1956 como melhor actor e, no ano seguinte, num prêmio especial que o consagrou como ator favorito do público.

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