Literatura Gótica

A Literatura Gótica é uma designação não reconhecida por muitos.

Para ser considerado gótico basta haver características góticas, a escuridão, o satânico, o romântico, simbólico, e o fantástico.

No terreno da literatura as influências são as mais variadas possíveis englobando românticos, surrealistas, beatnicks, expressionistas, modernistas, dadaístas e coisas que vão além da nossa imaginação.

Davi, na Bíblia em alguns Salmos mostra um ar triste, um ar entregue a agonia de estar londe de seus deus.

Sir Horace Walpole prosseguiu com seu livro “O castelo de Otranto” lançado em 1764. Este livro discordava radicalmente dos padrões então vigentes. Sua atmosfera estava repleta de fantasmas, passagens secretas, terrores sobrenaturais e inverossímeis. Estava assim inaugurado o “roman noir”. O “roman noir” ou “gothic novel”, surgido durante o romantismo é mais uma atmosfera literária do que um estilo ou escola propriamente dita .Eis o porque deste gênero espalhar-se por outros estilos literários além do romantismo, rompendo todas as fronteiras da literatura.
O conto de terror, o conto fantástico e a ficção científica podem ser considerados seus herdeiros diretos, garantindo ao gênero gótico uma extrema vitalidade até os dias de hoje. Aqui estão portanto citadas as pincipais obras da literatura gótica, romântica, fantástica e de terror. Esta pequena seleção bibliográfica está aberta a sugestões e inclusões. É possível ver a biografia de alguns autores, bastando clicar sobre os nomes. Também fiz questão de incluir autores nacionais que de alguma forma se afinam ou sofrem influencia da estética gótica.

  • Albert Camus, “O estrangeiro”
  • Aldous Huxley,” Admirável Mundo Novo”.
  • Apuleio,”O burro de ouro”.
  • Alvares de Azevedo,”Noite na Taverna”, “Macario”.
  • Ann Radcliffe,” Os castelos de Athlin e Dunbayne”, “O italiano”, “O confessionários dos penitentes negros”.
  • Anne Ricce, “Entrevista com o vampiro”.
  • Anthony Burgess, “Laranja mecânica”.
  • Arthur Conan Doyle, “Um estudo em vermelho” e “O cão dos Baskerville”.
  • Arthur Rimbaud,” Uma temporada no inferno”.
  • Augusto dos Anjos,”Eu”.
  • Bram Stoker, “Drácula”.
  • Byron, “Poesias”,”Horas de Ócio”, “Don Juan”.
  • Cecília Meireles,”Cânticos”,”Crônicas de Viagem” e”Espectros”
  • Chamisso, Hoffmann, Gogol, Andersen. ” Contos dos homens sem sombra(Coletânea).
  • Charles Baudelaire, “Flores do mal”, ”ParaísosArtificiais”
  • Charles Dickens,” David Copperfield” ,”O abismo”
  • Charles Maturin, “Melmoth. O viandante”.
  • Charles Nodier, “Smarra; ou, Os demônios da noite”.
  • Clarice Lispector, ”A paixão segundo G.H.”, “Perto docoração selvagem”,”Laços de família” e todos os outros.
  • Daniel Defoe, “Contos de Fantasmas”, “Um diário do ano da peste”.
  • Dante Allighiere, ”A divina comédia”.
  • Diderot, “A religiosa”.
  • Donna Tart, ”A história secreta”.
  • Edgar Allan Poe, ”O corvo” (poema) , “Histórias Extraordinárias”.
  • Emily Bronte, ”O morro dos ventos uivantes”.
  • Ernst Theodor Amadeus Hoffmann,”Contos fantásticos”, “O pequeno Zacarias chamado Cinábrio”, “Contos sinistros”, “Irmã Mônica”.
  • Eurípedes, “Medéia”.
  • Federico García Lorca, “Amor obscuro”.
  • Fernando Pessoa, ”Poesias ocultistas” e “Histórias Extraordinárias”.
  • Florbela Espanca, ”O livro de sóror saudade”.
  • Franz Kafka, ”A metamorfose”, ”O processo”.
  • Friederich Maximillian Klinger, “Tempestade e Ímpeto”.
  • Friedrich Von Hardenberg Novalis, ”Hinos à noite” .
  • Fyodor Dostoiewski, ”Crime e castigo”.
  • Gabriel Garcia Marquez, “Cem anos de solidão”
  • Gaston Leroux, “O fantasma da ópera” .
  • George Worwell, ”1984”.
  • Gerard de Nerval, “As filhas do fogo”.
  • Giacomo Leopardi, “Obra Completa”.
  • Goethe, ”Fausto”, “ Os sofrimentos do jovem Werther”.
  • Honorá de Balzac,”O elixir da longa vida”.
  • Haroldo de Campos, “Qohelet – O que sabe”.
  • Heirich Sprenger, ”O Martelo das Feiticeiras – Malleus Maleficarum”.
  • Horace Walpole, “O castelo de Otranto”.
  • H.P. Lovecraft, “Nas montanhas da loucura”.
  • Jacques Cazotte, “O diabo enamorado”.
  • J. D. Salinger, “O apanhador no campo de centeio”.
  • J. Sheridan Le Fanu, “Carmilla”.
  • James Joyce. “Retrato do Artista quando jovem”, ”Ulisses”.
  • Jean Cocteau, “A voz Humana”, ”O filho do ar”, “Les Enfant Terribles”
  • J.K. Huysmans. “O castelo do homem ancorado” Às avessas”.
  • Jean Paul Sarte, “A náusea”, ” O ser e o nada”.
  • Jorge Luís Borges, “O fazedor” e “O Aleph”.
  • Joseph Conrad. “O coração da treva”.
  • Joseph Sheridan Le Fanu, “Carmilla”, ” A estalagem do Dragão”.
  • Khalil Gibran, “Espelhos da Alma”.
  • Lia Wyler, “A flor azul” ( Biografia romanceada de Novalis).
  • Mallarmé, “Poemas”.
  • Mário de Andrade, ”Paulicéia Desvairada”.
  • Marion Zimmer Bradley, “As brumas de Avalon”.
  • Mary Shelley, “Frankenstein; ou, O Moderno Prometeu”.
  • Oscar Wilde, ”O retrato de Dorian Gray”.
  • Octave Mirbeau, “O jardim dos suplícios”.
  • Pablo Neruda, ”Vinte Poemas de amor e uma canção Deseperada”.
  • Paul Féval, “O cavaleiro das trevas”.
  • Paul Verlaine, “Poemas Malditos”.
  • Polodori; Hoffmann, Nodier; Poe; Lautréamont; Mérimée, Doylo, Luca; Bradbury;Haigh (coletânea com vários autores). “Histórias de vampiros”.

  • Robert Louis Stevenson, “O médico e o mostro”.
  • Sylvia Plath, “A redoma de vidro”.
  • Sade. “Justine; ou, Os infortúnios da virtude”.
  • Selma, Lagerlöf, “O cocheiro da morte”.
  • Teofile Gautier, “Avatar e outros contos fantásticos”, “O clube dos haxixins”.
  • Thomas de Quincey. “Do assassínio como uma das belas artes”, “As confissões de um inglês comedor de ópio”, “Os últimos dias de Immanuel Kant”.
  • Umberto Eco,”O nome da Rosa”.
  • Valentine Penrose, “Erzsébet Báthory – A condessa sanguinária”.
  • Vitor Hugo,”Notre Dame de Paris ”.
  • Washington Irving. “O cavaleiro sem cabeça”.
  • Willian Beckford. “Vathec”.
  • William Golding, “O senhor das moscas”.
  • Willian Blake,”O matrimonio do céu e do inferno –O livro de Thel”.
  • Willian Shakespeare ,”Hamelet,” ”Otelo ,o mouro de Veneza”.
  • Willian Sommerset Maughan, “Servidão Humana”, “O fio da Navalha”.
  • Yan(jean) Potoki. “Manuscrito encontrado em Saragoça”.

Renato Russo

Renato Manfredini Júnior (Rio de Janeiro, 27 de março de 1960 — Rio de Janeiro, 11 de outubro de 1996), mais conhecido como Renato Russo, foi um cantor, compositor e músico brasileiro, membro da banda Legião Urbana.

É considerado um dos grandes compositores do rock brasileiro. Sua primeira banda foi o Aborto Elétrico (1978), a qual perdurou durante quatro anos, e terminou devido às constantes brigas que haviam entre ele e o baterista Fê Lemos. Renato herdou desta banda uma forte influência punk que influenciou toda a sua carreira. Nessa mesma época, aos 18 anos assumiu para a sua mãe que era bissexual, em 1988 publicamente.

Alguns anos mais tarde, em 1982, integrou a banda Legião Urbana. Nesta nova banda desenvolveu um estilo mais próximo ao pop e ao rock do que ao punk. Russo permaneceu na Legião Urbana até sua morte, em 11 de outubro de 1996.

Gravou ainda três discos solo e cantou ao lado de Herbert Vianna, Cássia Eller, Paulo Ricardo, Erasmo Carlos, Leila Pinheiro e 14 Bis.

Até os seis anos de idade, Renato sempre viveu no Rio de Janeiro junto com sua família. Começou a estudar cedo no Colégio Olavo Bilac, ainda no Rio. Nessa época teria escrito uma bela redação chamada “Casa velha, em ruínas…”, que nunca foi divulgada na integra.

Em 1967, mudou-se com sua família para Nova Iorque pois seu pai, funcionário do Banco do Brasil, fora transferido para agência do banco naquela cidade, onde foi introduzido à língua e cultura norte-americana.

Aos nove anos, em 1969, Renato e sua família voltam para o Brasil, indo morar numa casa na Ilha do Governador, Rio de Janeiro.

Em 1973 a família trocou o Rio de Janeiro por Brasília, passando a morar na Asa Sul. Em 1975, aos quinze anos, Renato começou a atravessar uma das fases mais difíceis e curiosas de sua vida quando fora diagnosticado como portador da epifisiólise, uma doença óssea. Ao saber do resultado, os médicos submeteram-no a uma cirurgia para implantação de três pinos de platina na bacia. Renato sofreu duramente a enfermidade, tendo que ficar seis meses na cama, quase sem movimentos.

Sua primeira banda foi o Aborto Elétrico, ao lado de Felipe Lemos e André Pretorius. Não durou muito, terminando por brigas entre Felipe e Renato. O Aborto foi a semente que deu origem à Legião Urbana, ao Plebe Rude e ao Capital Inicial, liderado por Dinho Ouro-Preto.

Renato Russo atingiu o auge de sua carreira como músico à frente da Banda Legião Urbana, sendo compositor de praticamente todas as letras. Foi na Legião Urbana que Renato passou a ser reconhecido como um dos maiores poetas do rock brasileiro, ele próprio temia a relação que foi criada com os fãs, alguns tinham verdadeira adoração pela sua figura. Os fãs Faziam trocadilhos com o nome da banda, “Religião Urbana”/Legião Urbana, Renato desprezava essa troca. A banda se desfez com a morte do músico (onze dias após sua morte, Dado e Bonfá decidiram parar a banda). Durante todo o tempo na Legião, estima-se que a banda tenha vendido cerca de 15 milhões de discos no país, além de continuar vendendo até hoje, há mais de uma década após sua morte.

Renato Russo morreu no dia 11 de outubro de 1996,em conseqüência de complicações causadas pela Aids (era soropositivo desde 1990), mas jamais revelou publicamente sua doença. Seu corpo foi cremado e suas cinzas lançadas sobre o jardim do sítio de Roberto Burle Marx.

Durante sua carreira teve quatro livros publicados e, após sua morte, três livros foram lançados sobre ele, sendo um deles “Conversações com Renato Russo”, que contém trechos de entrevistas mostrando o seu ponto de vista sobre o rock, a homossexualidade (incluindo a sua própria), o mundo, as drogas e a política. Do ponto de vista da análise técnica, isto é, da crítica literária (acadêmica), dois livros importantes foram lançados sobre as letras de Russo: “Depois do Fim”, de Angélica Castilho e Erica Schlude (ambas da UERJ), e, principalmente, “Poesia em Renato Russo – análise e interpretação”, de Eziel Percino (bacharel em Letras pela Universidade de São Paulo (USP) e professor de Literatura Brasileira, bacharel em Teologia pelo STBI). Vale ser citado como bibliografia referencial os livros “O Trovador Solitário” e “BRock – O rock brasileiro nos anos oitenta”, ambos de Arthur Dapieve.

Discos solo

  • The Stonewall Celebration Concert (1994) – (250 mil cópias vendidas)
  • Equilíbrio Distante (1995) – (1 milhão de cópias vendidas)
  • O Último Solo (1997) (póstumo) (500 mil cópias vendidas)
  • Série Identidade: Renato Russo (2002) (coletânea)
  • Para Sempre (2002) (coletânea)
  • Presente (2003) (póstumo) (150 mil cópias vendidas)
  • O Talento de Renato Russo (2004) (coletânea)
  • Série Bis: Renato Russo – Duplo (2005) (coletânea)

Discografia com a Legião Urbana

Álbuns de estúdio

  • Legião Urbana (1985)
  • Dois (1986)
  • Que País É Este 1978/1987 (1987)
  • As Quatro Estações (1989)
  • V (1991)
  • O Descobrimento do Brasil (1993)
  • A Tempestade (ou O Livro dos Dias) (1996)
  • Uma Outra Estação (1997) (póstumo)

Coletâneas

  • Música para Acampamentos (1992) (coletânea de gravações ao vivo)
  • Mais do Mesmo (1998 ) (póstumo)

Trilhas

  • A Era Dos Halley (2007) (especial de tv gravado originalmente no ano de 1985-vários artistas-Legião Urbana participa com a faixa “O Senhor Da Guerra”) (póstumo)

Álbuns ao vivo

  • Acústico MTV Legião Urbana (1999) (gravado ao vivo em 1992) (póstumo)
  • Como É que Se Diz Eu Te Amo (2001) (gravado ao vivo em 1994 na turnê de “O Descobrimento do Brasil”) (póstumo)
  • As Quatro Estações ao Vivo (2004) (gravado ao vivo em 1990 na turnê de “As Quatro Estações”) (póstumo)

Videografia

  • Acústico MTV (1999) (gravado ao vivo em 1992) (póstumo)
  • Renato Russo Entrevistas (2006) (DVD lançado pela MTV com entrevistas guardadas durante 10 anos) (póstumo)
  • Acústico MTV Série Bis DVD+CD (2007) (gravado ao vivo em 1992) (póstumo)