Fiódor Dostoiévski

Fiódor Mikhailovich Dostoiévski (em russo Фёдор Миха́йлович Достое́вский, AFI [ˈfʲodər mʲɪˈxajləvʲɪtɕ dəstɐˈjɛfskʲɪj]; Moscovo, 11 de Novembro de 1821 — São Petersburgo, 9 de Fevereiro de 1881), ocasionalmente grafado como Dostoievsky, foi um dos maiores escritores da literatura russa. É tido como o fundador do existencialismo, mais frequentemente por Notas do Subterrâneo, descrito por Walter Kaufmann como a “melhor proposta para existencialismo já escrita.”

O reconhecimento definitivo de Dostoiévski como escritor universal veio somente depois dos anos 1860, com a publicação dos grandes romances: O Idiota e Crime e Castigo, este publicado em 1866, considerado por muitos como uma das obras mais famosas da literatura mundial. Seu último romance, Os Irmãos Karamazov, foi considerado por Freud como o maior romance já escrito.

É conhecido por explorar a autodestruição, humilhação e assassinatos, além da análise de estados patológicos que levam ao suicídio, loucura e homicídio: seus escritos são chamados por isso de “romances de idéias”, pela retratação filosófica e atemporal. O modernismo literário e várias escolas da teologia e psicologia foram influenciadas por suas idéias.

Fiódor foi o segundo dos sete filhos nascidos do casamento entre Mikhail Dostoyevski e Maria Fedorovna. Mikhail era um pai autoritário, então médico no Hospital de pobres Mariinski, em Moscou, e a mãe era vista pelos filhos como um paraíso de amor e de proteção do ambiente familiar.

Seu pai tornou-se um nobre em 1828. Até 1833, Fiódor foi educado em casa, mas com a morte precoce da mãe por tuberculose em 1837, e a decorrente depressão e alcoolismo do pai, foi conduzido, com o irmão, Fiódor Mikhail, à Escola Militar de Engenharia de São Petersburgo, onde o jovem Fiódor começou a demonstrar interesse pela Literatura.

Em 1839, quando tinha dezoito anos, recebeu a notícia de que seu pai havia morrido. É aceito hoje, porém sem provas concretas, que o doutor Mikhail Dostoiévski, seu pai, foi assassinado pelos próprios servos de sua propriedade rural em Daravói, indignados com os maus tratos sofridos. Tal fato exerceu enorme influência sobre o futuro do jovem Dostoiévski, que desejou impetuosamente a morte de seu progenitor e em contrapartida se culpou por isso, fato que motivou Freud a escrever o polêmico artigo Dostoiévski e o Parricídio.

Dostoiévski sofria de epilepsia e seu primeiro ataque ocorreu quando tinha nove anos. Suas experiências epiléticas serviram-lhe de base para a descrição de alguns de seus personagens, como o príncipe Myshkin no romance O idiota, e de Smerdyakov na obra Os Irmãos Karamazov.

Na Academia Militar de Engenharia, em São Petersburgo, Dostoiévski aprendeu matemática, um tema que desprezava. Também estudou a obra de Shakespeare, Pascal, Victor Hugo e E.T.A. Hoffmann. Nesse mesmo ano, escreveu duas peças românticas, Mary Stuart e Boris Godunov, influenciado pelo poeta romântico alemão Friedrich Schiller. Dostoiévski descrevia-se como um “sonhador” em sua juventude e, em seguida, um admirador de Schiller. Em 1843, terminou seus estudos de engenharia e adquiriu a patente de tenente militar, ingressando na Direcção-Geral dos Engenheiros, em São Petersburgo.

Em 1844, Honoré de Balzac visitou, em São Petersburgo, Dostoiévski, que como uma forma de admiração, fez sua primeira tradução, Eugenia Grandet, e saldou uma dívida de 300 rublos com um agiota. Esta tradução despertou sua vocação. Pouco depois, ele abandonaria o exército para dedicar-se exclusivamente à literatura.[13]

Trabalhou como desenhista técnico no Ministério da Guerra, em São Petersburgo. Fez traduções de Balzac e George Sand.

Aluga, em 1844, uma casa em São Petersburgo e dedica-se à escrita de corpo e alma. Nesse mesmo ano, deixa o exército e começou a escrever sua primeira obra, o romance epistolar Gente Pobre, trabalho que iria fornecer-lhe êxitos da crítica literária, cuja leitura de Bielínski, o mais influente crítico da literatura russa, o fez acreditar ser Dostoiévski “a mais nova revelação do cenário literário do pais.”

Em O Diário de um Escritor, recorda que após concluir Pobre Gente, deu uma cópia para seu amigo Dmitry Grigorovich, que a entregou ao poeta Nikolai Alekseevich Nekrasov. Com a leitura do manuscrito em voz alta, ambos ficaram extasiados pela percepção psicológica da obra. Às quatro horas da manhã, foram até Dostoiévski para dizer que seu primeiro romance era uma obra-prima. Nekrasov mais tarde entregou a obra a Bielínski. “Um novo Gogol apareceu!”, disse Nekrasov. “Com você, a primavera de Gogol nasce como cogumelos!”. Bielínski respondeu a Dostoiévski.

Saí da casa dele [Bielínski] em estado de êxtase. Parei por um instante na esquina de sua casa, olhei para o céu, para o sol luminoso, para as pessoas que passavam, e compreendi, no mais fundo do meu ser, que aquele tinha sido um momento solene na minha vida, um marco decisivo, que alguma coisa inteiramente nova havia começado.(Dostoiévski sobre as palavras de Bielínski)

O livro foi publicado no ano seguinte, fazendo de Dostoiévski uma celebridade literária aos vinte e quatro anos de idade. Ao mesmo tempo, começou a contrair algumas dívidas e sofrer mais freqüentemente de epilepsia. Seus romances seguintes, Duas vezes (1846), Noites Brancas (1848), que retrata a mentalidade de um sonhador, Niétochka Nezvánova (1849) e a Inveja do Marido e Esposa de Outro, não tiveram o êxito esperado, e sofreram críticas muito negativas, que fizeram com que Dostoiévski mergulhasse em depressão. Nesta época entrou em contato com alguns grupos de idéias utópicas, chamados niilistas, que procuravam a liberdade humana.

Dostoiévski foi detido e preso em 23 de abril de 1849 por participar de um grupo intelectual liberal chamado Círculo Petrashevski, sob acusação de conspirar contra o Nicolau I da Rússia.[6] Depois das revoluções de 1848, na Europa, Nicolau mostrou-se relutante a qualquer organização clandestina que poderia pôr em risco sua autocracia.

Em 23 de abril de 1849, ele e os outros membros do Círculo Petrashevski foram presos. Dostoiévski passou oito meses na prisão até que, em 22 de dezembro, a sentença de morte por fuzilamento foi anunciada. Dostoiévski teve de situar-se em frente ao pelotão de fuzilamento com uma venda e até mesmo ouvir os seus disparos. No último momento, as armas foram abaixadas e um mensageiro trouxe a informação de que czar havia decidido poupar a vida do escritor. Sua pena foi comutada para cinco anos de árduo trabalho em Omsk, na Sibéria.

O príncipe Myshkin, de O Idiota, oferece várias descrições sobre essa mesma experiência. Após a simulação da execução, Fiódor passou a apreciar o próprio processo da vida como um dom incomparável e, ao contrário do determinismo e do pensamento materialista, o valor da liberdade, integridade e responsabilidade individual.

Durante este tempo os ataques epiléticos aumentaram ainda mais. Anos mais tarde, Dostoiévski descreveu seu sofrimento para seu ao irmão, dizendo-se um “silenciado em um caixão “[17] e que o local onde estava “deveria ter sido demolido anos atrás”.

No verão, confinamento intolerável, no inverno, frio insuportável. Todos os pisos estavam podres. A sujeira no chão tinha uma polegada de espessura; alguém poderia tropeçar e cair… Éramos empilhados como anéis de um barril… Nem sequer havia lugar para caminhar… Era impossível não se comportar como suínos, desde o amanhecer até o pôr-do-sol. Pulgas, piolhos, besouros a celemim.(Dostoiévski sobre seu local de prisão)

Foi libertado em 1854 e condenado a quatro anos de serviço no Sétimo Batalhão, na fortaleza de Semipalatinsk, no Cazaquistão, além de soldado por tempo indefinido.[6] Apaixona-se por Maria Dimítrievna Issáievna, mulher de um conhecido. Com a morte do marido e já no próximo ano, em fevereiro de 1857, casam-se.[19] Na noite de núpcias Dostoiévski sofreu uma violenta crise de epilepsia.

Depois de dez anos voltou à Rússia. Na Sibéria chamou a experiência de uma “regeneração” das suas convicções, e rejeitou a atitude condescendente de intelectuais, que pretendiam impor seus ideais políticos sobre a sociedade, e chegou a acreditar na bondade fundamental da dignidade e do povo comum. Descreveu esta mudança no esboço que aparece em O Diário de um Escritor, O Mujique Marei.

Sou filho da descrença e da dúvida, até ao presente e mesmo até à sepultura. Que terrível sofrimento me causou, e me causa ainda, a sede de crer, tanto mais forte na minha alma quanto maior é o número de argumentos contrários que em mim existe! Nada há de mais belo, de mais profundo, de mais perfeito do que Cristo. Não só não há nada, mas nem sequer pode haver.(Páginas escritas durante o seu cativeiro na Sibéria.)

Estudos médicos permitiram diagnosticar que Fiódor sofria de epilepsia temporal. Suas crises sistemáticas, que ele atribuía a “uma experiência com Deus”, tiveram papel importante em sua crise religiosa e em sua conversão durante o desterro, quando a Bíblia era sua única leitura. Dostoiévski se tornou um forte crítico do niilismo e do movimento socialista, e dedicou em seu livro O Diário de um Escritor para expor idéias críticas ao conservadorismo socialista.[21][22] Formou uma amizade com o estadista conservador Konstantin Pobedonostsev e abraçou alguns dos princípios do Pochvennichestvo. Por este tempo começou a escrever Memórias da Casa dos Mortos, baseado em suas experiências como prisioneiro.

Em 1859, após meses de árduo esforço, conseguiu ser solto sob a condição de residir em qualquer lugar, exceto em São Petersburgo e Moscou, e assim, mudou-se para Tver. Ele conseguiu publicar O Sonho do Tio e Adeia Stepánchikovo. As obras não obtiveram as críticas esperadas por Dostoiévski. Em dezembro do mesmo ano, foi finalmente autorizado a regressar a São Petersburgo, onde fundou com seu irmão Mikhail a revista Vremya (“Tempo”), que no primeiro número publicou Humilhados e Ofendidos, também inspirada em seu trabalho na Sibéria. Sua obra Memórias da Casa dos Mortos foi um enorme sucesso quando então publicada em capítulos no jornal O Mundo Russo.

Entre 1862 e 1863, fez várias viagens pela Europa, incluindo Berlim, Paris, Londres, Genebra, Turim, Florença e Viena. Durante essas viagens teve um relacionamento amoroso fugaz com Paulina Súslova, uma estudante de idéias progressistas. Perdeu muito dinheiro jogando e retornou à Rússia no fim de outubro de 1863, sozinho e sem recursos. Durante este tempo o seu jornal tinha sido proibido, por publicar um artigo sobre a Revolução Polaca de 1863.[13]

Em 1864, conseguiu editar com seu irmão o jornal chamado Epoja (“Época”), onde publicou Memórias do Subsolo. Seu ânimo acabou após a morte de sua esposa, seguida pouco depois pela de seu irmão. Além disso, seu irmão Mikhail deixou uma viúva, quatro filhos e uma dívida de 25 mil rublos, tendo de sustentá-los.[13] Profundamente depressivo e viciado em jogos, acumulou enormes dívidas. Para sanar seus problemas financeiros, fugiu para o estrangeiro, onde perdeu o restante do dinheiro que ganhara em cassinos.[20] Ali se reencontrou com Paulina Súslova e tentou reatar o relacionamento, mas foi rejeitado.

Em 1865 começou a elaborar Crime e Castigo, uma de suas obras capitais, que apareceu na revista O Mensageiro Russo, com grande sucesso. Quando seu editor determinou um curto prazo para que terminasse o livro, contratou Anna Grigórievna Snítkina, na época com vinte e quatro anos, a quem dedicou, em apenas vinte e seis dias, o livro O Jogador. O relacionamento com a Anna finalmente terminou em casamento em 15 de fevereiro de 1867.

Juntos continuaram a viajar pela Europa e Genebra, onde nasceu e morreu pouco tempo depois sua primeira filha. Em 1868, escreveu O Idiotae em 1871, terminou Os Endemoniados, publicado no ano seguinte. A partir de 1873 publicou em jornal Diário de um Escritor, que escreveu sozinho, compilando histórias curtas, artigos políticos e críticas literárias, obtendo grande sucesso. Esta publicação seria interrompida em 1878, para dar início à elaboração do seu último romance, Os Irmãos Karamazov, que foi publicado em grande parte no jornal russo O Mensageiro.

Em 1880 participou da inauguração do monumento a Aleksandr Pushkin em Moscou, onde proferiu um discurso memorável sobre o destino da Rússia no mundo. Em 8 de novembro desse ano, termina Os Irmãos Karamazov, em São Petersburgo. Morreu nesta cidade, em 9 de fevereiro de 1881, de uma hemorragia pulmonar associada com enfisema e ataque epiléptico. Foi enterrado no Cemitério Tijvin, dentro do monastério Alexander Nevsky em São Petersburgo. Estima-se que o funeral foi assistido por cerca de sessenta mil pessoas. Em sua lápide pode-se ler os seguintes versos de São João, que também serviu como subtítulo de seu último romance, Os Irmãos Karamazov:

Em verdade vos digo que se o grão de trigo que cai na terra não morrer, é por si só, mas se ele morrer produz muito fruto.(Evangelho segundo João, 12:24)

Dostoiévski necessitava de dinheiro e sempre fora apressado em concluir suas obras. Por isso disse não conseguir realizar seu pleno poder literário. Ao contrário de escritores que descreviam o círculo familiar moldados na tradição e “belas formas”, ele escreveu sobre o caos familiar e os que humilhavam e insultavam.

Essencialmente um escritor de mitos (e às vezes comparado por isso a Herman Melville), criou um trabalho com uma enorme vitalidade e de um poder quase hipnótico, caracterizado por cenas febris e dramáticas, onde os personagens apresentam comportamento escandaloso, e atmosferas explosivas, envolvidas em diálogos socráticos apaixonados, a busca de Deus, do mal e do sofrimento dos inocentes.

Seus romances ocorrem em um período curto (por vezes apenas alguns dias), o que permite ao autor fugir de uma das características dominantes da prosa realista: a degradação física que ocorre ao longo do tempo. Seus personagens encarnam valores espirituais que são, por definição, atemporais.

Outros temas recorrentes em sua obra são suicídio, orgulho ferido, a destruição dos valores familiares, o renascimento espiritual através do sofrimento, a rejeição do Ocidente e da afirmação da ortodoxia russa e o czarismo. Estudiosos como Mikhail Bajtín têm caracterizado o trabalho de Dostoiévski como diferente de outros romancistas; ele parece não aspirar por uma visão única e vai além da descrição sob diferentes ângulos. Dostoiévski engenhou romances cheios de força dramática em que os personagens e os opostos pontos de vista são realizados livremente, em violenta dinâmica.

O russo Alexey Rémizov durante exílio em Paris, em 1927, escreveu: “A Rússia é Dostoiévski. Rússia não existe sem Dostoiévski. “ A maioria dos críticos concorda que Dostoiévski, Dante Alighieri, William Shakespeare, Miguel de Cervantes, Victor Hugo e outros poucos escolhidos tiveram uma influência decisiva sobre a literatura do século XX, especialmente no existencialismo e expressionismo.

Publicou inúmeros contos: O Mujique Marëi, O Sonho de um Homem Ridículo, Bobock e outros, além de novelas: O Senhor Prokhartchin, A Dócil, O Homem Debaixo da Cama, Uma História Suja, O Pequeno Herói, Uma Criatura Gentil, Coração Fraco e Noites Brancas. Criou duas revistas literárias: Tempo (Vrêmia) e Época, colaborando ainda nos principais órgãos da imprensa russa.

Os personagens podem ser classificados em diferentes categorias: cristãos humildes e modestos (Príncipe Mishkin, Sonia Marmeládova, Aliosha Karamazov), autodestrutivos e niilistas (Svidrigáilov, Smerdiakov, Stavroguin, Maslobóiev), cínicos e libertinos (Fiódor Karamazov, Prince Valkorskij), intelectuais rebeldes (Rodion Românovitch Raskólnikov, Ivan Karamazov), enquanto regidos por idéias e não imperações sociais ou biológicas.

A influência de Dostoiévski é imensa, de Hermann Hesse a Marcel Proust, William Faulkner, Albert Camus, Franz Kafka, Yukio Mishima, Roberto Arlt, Ernesto Sábato e Gabriel García Márquez, para citar alguns autores.[30][24] Na verdade, nenhum dos grandes escritores do século XX foram alheios ao seu trabalho (com algumas raras exceções, tais como Vladimir Nabokov, Henry James ou D.H. Lawrence). O romancista americano Ernest Hemingway também citou Dostoiévski em uma de suas últimas entrevistas como uma das suas principais influências.

Nietzsche referiu-se a Dostoiévski como “o único psicólogo com que tenho algo a aprender: ele pertence às inesperadas felicidades da minha vida, até mesmo a descoberta Stendhal.” Certa vez disse, referindo a Notas do Subsolo: “chorei verdade a partir do sangue”. Nietzsche refere-se constantemente a Dostoiévski em suas notas e rascunhos no internato entre 1886 e 1887, além de escrever diversos resumos das obras de Dostoiévski. “Um grande catalisador: Nietzsche e neo-idealismo russo”, disse Mihajlo Mihajlov.

Com a publicação de Crime e Castigo em 1866, Fiódor se tornou um dos mais proeminentes autores da Rússia no século XIX, tido como um dos fundadores do movimento filosófico conhecido como existencialismo. Em particular, Memórias do Subsolo, publicado pela primeira vez em 1864, tem sido descrito como o trabalho fundador do existencialismo. Para Dostoiévski, a guerra é a revolta do povo contra a idéia de que a razão orienta tudo.

A falta de critérios mais definidos para a transliteração do alfabeto cirílico para o latino no idioma português faz com que existam diversas variantes da grafia do nome possam ser utilizadas simultaneamente; além de Fiodor Dostoiévski, pode-se encontrar comumente a versão anglicizada Fyodor Dostoievsky, e híbridos como Dostoiévsky.

Anúncios

O escritor, meus amigos, é um pobre ser frágil cheio de vaidade e solidão. A grande ilusão de Luiz Fernando Emediato

Jornalista e escritor vencedor de vários prêmios literários, e dos prêmios Esso de Jornalismo e Rei de Espanha de Jornalismo Internacional. Criador do Caderno 2 de O Estado de S. Paulo e responsável pela introdução do “âncora” na televisão brasileira. Autor de “Trevas no Paraíso”, “Geração Abandonada”, entre outros livros. É editor da Geração Editorial. As crônicas desta seção foram publicadas no Caderno 2 e no livro “A grande ilusão”.

http://www.geracaobooks.com.br/

###################################################################################

A Solidão do Criador

Quando a solidão do artista
é maior, e mais amarga, que a
comum solidão dos seres

Esta semana eu tive uma experiência inesquecível. Fui entrevistar um dos mais
famosos músicos brasileiros, conhecido por sua timidez e laconismo, e ele, muito à vontade, discorreu durante quase três horas sobre sua infância, sua pobreza, sua emocionante luta para ser um dia um grande artista, aquele que vai sempre onde o povo está, para dividir com ele o embriagante pão da poesia.

Não vou dizer quem é, pelo menos por enquanto: a entrevista vai ser publicada até o próximo domingo. Mas o que eu queria dizer é que, no final da conversa, gravador já desligado, ele olhou para o mar através da janela – estávamos no Rio –, suspirou profundamente, virou-se para mim e disse:

– Eu queria dizer mais uma coisa.

Esperei, surpreso, e então, como se queixasse, ele falou:

– Engraçado. A gente canta em tantos lugares do mundo, para cinco mil, dez mil, quinze mil pessoas, e então elas dançam, algumas choram, aplaudem, vibram com minha música. É como se fosse uma missa, com emoções compartilhadas – mas depois todos vão embora e eu vou para o camarim e fico lá sozinho. Depois eu vou sozinho para o hotel, ou para a minha casa, e me pergunto: para onde foram as pessoas?

Silêncio. Ele respira, olha para a parede vazia, baixa os olhos e conclui:

– Eu me sinto muito solitário.

Todos nós sofremos, uma vez ou outra, por causa da solidão. Eu me lembro de quando estava em El Salvador, cobrindo a guerra civil, e à noite, sozinho no meu quarto de hotel, não tinha com quem dividir o sofrimento por ter visto, durante o dia, tanto horror: crianças mortas a tiros e bombas, jovens esquartejados e queimados, soldados quase crianças lutando contra seus parentes guerrilheiros.

Em 1978, quando escrevi uma série de reportagens sobre a cidade de São Paulo e as pessoas que vivem aqui, descobri uma coisa desconcertante: há em São Paulo 300 mil pessoas que moram sozinhas, em pequenos apartamentos, no espaço vazio das mansões, debaixo das pontes e dos viadutos e até – pasmem – nos túmulos vazios dos cemitérios, como no do Araçá, onde vivia uma moça num belo túmulo-capela. Em São Paulo, informavam então as frias estatísticas do IBGE, todos os dias pelo menos dez pessoas tentam matar-se, de tédio, desespero – ou solidão.

Muitas delas não são realmente solitárias – convivem com seus familiares, têm amigos, trabalham em ambientes onde dezenas de pessoas compartilham com elas, diariamente, seus pequenos ou grandes problemas pessoais. Um dia o jornalista José Maria Mayrink escreveu uma série de reportagens depois publicada em livro. O título foi Solidão (não adianta procurar nas livrarias, pelo menos agora. O livro está esgotado). Mayrink descobriu, de maneira comovente, a solidão dos que vivem num grande aglomerado urbano, São Paulo. Milhões de pessoas juntas. E, apesar disso, solitárias.

Eu estava aqui pensando na terrível solidão do congressista honesto – coisa rara, hoje em dia – que chega ao Congresso, em Brasília, vai ao plenário e discursa, solitário, para um ou dois companheiros. Ou do presidente da República, que, na solidão de seu gabinete, tem de decidir sobre o destino de mais de 130 milhões de brasileiros. Como Deus, que antes de criar o mundo deve ter sido muito, muito solitário.

Pensando entretanto na solidão de uns e outros, no amargo isolamento dos que sonham em dividir com alguém um sorriso, uma palavra amiga, uma opinião, volto ao início desta crônica: é terrível, sim, a solidão do artista. Porque o artista se entrega, de corpo e alma, aos que buscam sua arte, e ele se entrega porque tem necessidade de amar e ser amado. O mais amargo nesta história toda é que, quanto mais querido, quanto mais amado, mais solitário às vezes ele pode ser. Tão solitário quanto por exemplo os escritores. Quando, no silêncio de seu gabinete, eles têm apenas um papel entre seus dedos e a máquina, os escritores são, sem dúvida, os mais solitários dos seres.

Crônica retirada do livro A grande ilusão públicado em 1992

Balada Triste
29-11-2006

Perdido em lembranças,
papéis e naufrágios,
um homem pensa e sofre

então ele olha a gotinha cristalina da chuva escorrendo pela folha verde e uma grande saudade invade o seu triste e solitário coração. O cheiro de terra molhada, a chuva na vidraça, o vidrinho com a água açucarada para atrair o beija-flor movendo-se como um pêndulo, empurrado pelo vento: isso é belo, ele pensa, mas como é triste!

Trinta e seis anos. Metade da vida já se foi, e então ele começa a ter saudades da infância, a inocência dos olhinhos arregalados perguntando pelo sentido das coisas, os brinquedinhos de madeira, o cheiro de jasmim nas roupas, o pai ausente, a mãe gritando com os irmãos. Tão longe.

O céu cinzento anuncia tempestade, relâmpagos, trovões. Então ele anda pela casa, calado, curvado, o coração apertado de angústia e lembranças. A calça curta, as pernas finas, a adolescência chegando, o medo do sexo e da vida, o primeiro beijo. Espinhas no rosto. Timidez.

Que estranha é a vida! Que estranho e grande é o mundo, pensa, olhando no espelho os primeiros fios brancos na barba, as rugas ao redor dos olhos, o vinco amargo e seco ao redor dos lábios. Tenta rir, sai uma careta feia e dolorida. Carne. Carne.

E então ele desiste de olhar a chuva lá fora, a água nas folhas, o céu cinzento e anda pela casa buscando tudo e nada, pedaços de coisas, frangalhos, quebra-cabeças. Mexe nas gavetas, nos papéis, nas fotografias. A mãe sorri em uma delas, jovem e feliz. O rosto severo do avô morto. O irmão briguento. O tio alcoólatra morto aos 33 anos, de cirrose. O parente distante que enlouqueceu e deu um tiro no ouvido. O primo que fugiu para ser padre. Vida. Vida.

Tem alergia de papéis velhos e espirra. Mas segue em frente e vê: esboços de histórias, contos, romances e poemas que não escreveu e jamais escreverá. Bilhetes, cartas que não respondeu, versos de amor para alguém e para ninguém. Um soneto apaixonado escrito aos 17 anos em um papel amarelo e manchado; lágrimas. E então ele se lembra, com amargura, que já não consegue chorar, nem nada. Que pena.

Abre e fecha as gavetas, cheio de ansiedade e pressa. Rostos que já não reconhece desfilam entre seus dedos nervosos. Mas há aqueles que jamais esquecerá: Teco, o amigo fiel que se perdeu pelo mundo; Cândida, o primeiro amor; Regina, a primeira e desvairada paixão; Juan, que não se chamava Juan e morreu na guerra; Caio, o escritor sensível e bom, mas tão trágico, tão triste, tão frágil…

Caio fazia perguntas e dava conselhos: “Viver para quê?”. Ou: “Meu irmão, a gente tem de descobrir maneiras de ficar forte”. Ou: “Não se preocupe demais. Relaxe. Navegue”. E então: “Foi bom demais te conhecer. Me deu uma fé, uma energia. Sei lá. Cuide bem de você”. E a data: 19 de maio de l977. Dez anos depois, nada restou além da fria distância entre os dois: olhares furtivos; fugas; silêncios.

Lê, comovido, e pensa: o tempo separa as pessoas, e as idéias também. O que mais separa as pessoas além do orgulho, a sensibilidade exagerada, a incompreensão? Nada vale uma amizade. E então lê, no papel amarelo onde o amigo datilografava as cartas (e a máquina dele tinha até nome, Virgínia Woolf: “Releio Alice no País das Maravilhas e descubro que sou um menino que caiu na toca do coelho e ainda não conseguiu entender nada. Ou conseguiu entender tudo (jamais saberei)”.

Jamais, pensa então. Jamais. E então ele anda pela casa, olha os filhos brincando – inocentes, felizes, quanta beleza! – e se pergunta se não está sofrendo por estar fazendo sofrer. Quem sabe? (Jamais saberemos.)

Perguntas doem. Respostas também. Então ele desiste de fazer perguntas e buscar respostas, vai para a varanda, senta-se na cadeira de balanço, fecha os olhos e ouve apenas o ruído das últimas gotinhas de chuva deslizando pelas telhas e pelas folhas das árvores. Sonha com elfos, duendes, camaleões, fadas, uma princesa alta e branca de cabelos pretos como azeviche – um rosto igualzinho ao da Melanie Grifith, totalmente selvagem. Acorda sorrindo sem saber por quê.

A chuva parou. Um sol frágil e frio despeja luz sobre as gotículas de água. Então ele se ergue, olha o relógio, descobre que está atrasado para o trabalho e corre. Beija as crianças, despede-se apressadamente, tropeça nas pedras do jardim, entra no carro e sai. Até chegar ao trabalho cantarola inconscientemente a letra de uma velha canção chamada Balada Triste. É uma canção cuja letra fala de outra canção que faz o cantor lembrar-se de alguém – alguém que existe dentro do seu (dele) coração. O dele, porém, é um coração vazio e solitário e talvez nem exista. Talvez nem o homem exista. Talvez suas próprias lembranças não existam. Talvez existam apenas as palavras, estas que escrevo. Que pena.

Crônica retirada do livro A grande ilusão públicado em 1992.

Queridos Leitores

Tenho pensado seriamente em pôr um fim à minha vida.” Era terça-feira, eu tinha acabado de chegar ao jornal para começar mais um dia de minha vida efêmera e frágil e a carta estava lá, sobre a mesa: um envelope branco, subscrito com letra bem desenhada, feminina – alguém que assinou apenas como Kamikaze. Alguém sem nome e endereço. Alguém amargurado e triste.

Olhei em volta e vi pessoas trabalhando, silenciosas ou não, cada um com seu destino. Na mesa mais próxima, Glorinha, Ana Cândida, Enedina, Motta e Charles tinham o rosto triste: Alexandre Bressan, nosso colega, tinha sido assassinado com dois tiros no final de semana. Trinta e cinco anos, uma vida inteira pela frente. E, no entanto, em algum lugar desta São Paulo fria e grande, uma mulher solitária diz que pensa em morrer.

Há sol lá fora, são 9 horas da manhã. Os automóveis passam pela avenida marginal do rio Tietê conduzindo homens, mulheres e crianças: passageiros habitantes deste planeta azul. Daqui da janela sou apenas um homem comum com uma carta desesperada entre os dedos. Foi escrita no dia 9 de novembro por uma mulher com mais de 35 anos, que estudou química e estava, naquele dia, desempregada e sem vontade de viver.

Recebo cartas todos os dias. Alguns leitores escrevem todas as semanas. Quase sempre é bom. Outras vezes, não. Dulceli Nogueira (Lila), de Ribeirão Preto, quer que eu volte a acreditar em Deus e conforta minha descrença com belas citações da Bíblia. G. H. Wills, de Vargem Grande Paulista, avô de dois, sem dúvida, belos netinhos, Tati e Du, é um homem de fé que compreende e aceita minha descrença, e escreve quase sempre me confortando quando estou amargurado, ou se alegrando comigo quando faço força para ter esperança.

Regina quer ser minha namorada. Não dá, querida: minha Sylvia não iria gostar. Nem você, talvez: as pessoas fazem uma idéia da gente quando não nos conhecem – poderia ser, console-se, uma enorme decepção. Pedro Sena (ou será Souza? Ou Serra?) escreve dizendo que tenho me lastimado demais aqui neste espaço e que não adianta chorar – o jeito é entrar no Partido Comunista Brasileiro, o Partidão. Também não dá, Pedro: o seu partido é conservador demais. Vai ser difícil dar as mãos, como você pede, para os seus camaradas: já lhes dei as mãos há dez anos, quando quis ser comunista e tive grande apoio do Partido, até que um dia quis pensar com minha própria cabeça e os camaradas não tiveram dó nem piedade – cortaram minhas mãos e quase levaram a cabeça junto. Seja feliz, Pedro – mas fico aqui do meu canto anarquista, cheio de dúvidas e incertezas. Para o Partidão, Pedro, nem com perestroika. Seja feliz com a foice, o martelo e a sua comovente certeza de que “o socialismo deu certo na metade do mundo”. Será?

Paulo, um publicitário, quer meus préstimos para conhecer minha amiga Susana Kakowicz, uma judiazinha polaca que conquistou corações (inclusive o meu) escrevendo duas ou três vezes aqui mesmo neste espaço dominical e depois sumiu sem dar notícias.

Volta, Susana, volta. Mas pior é um sujeito que tem um projeto agropecuário e telefonou pedindo que o auxiliasse a mostrá-lo para o empresário Sílvio Santos, com direito a comissão e tudo. Cada coisa…

Há também os que ameaçam – são sempre anônimos – e que telefonam insultando e gritando palavrões, toda vez que reclamamos, por exemplo, da imoralidade com que os homens públicos destroem o que sobrou deste país. Pobre gente.

“Leitor e eu formamos um bicho composto, uno e dividido, uma parte querendo engolir a outra”, escreveu uma vez o grande e bom Carlos Drummond de Andrade, aquele que procurou sempre “extrair de cada coisa não uma lição, mas um traço que comovesse ou distraísse o leitor, fazendo-o sorrir, se não do acontecimento, pelo menos do próprio cronista, que às vezes se torna cronista do seu umbigo, ironizando-se a si mesmo antes que outros o façam”.

Queridos leitores. Bons e cruéis leitores. Carentes leitores. Um deles, severo, diz que só tenho escrito coisas amargas, sombrias. É verdade: não tenho o talento do Osmar Freitas Jr. ou do Carlos Antônio Castelo Branco para brincar com as coisas. De resto, brincar como? Baixo os olhos, vejo a carta dessa mulher anônima que se assina Kamikaze, e penso, então, sobre as tristes e alegres coisas da vida. A vida é amarga, Kamikaze querida. A vida é dúvida, como escreveu uma vez meu amigo Adão Ventura, mas também é dádiva. Por isso, não se mate, meu bem. Por favor, não se mate. Morrer é muito pior que viver.

########################

O Sentido da Vida

Perguntas demais,
respostas de menos. Uma luz
no fim da escuridão?

O sentido da vida é nascer, crescer, envelhecer e morrer, deixando sob a terra
este antigo corpo constituído da solitária e silenciosa matéria de que foram feitas as estrelas e seus filhos, e os filhos de seus filhos, ou não?

Sim, é este o sentido da vida, ou não.

O sentido da vida é descobrir alegre ou amargamente a consciência das coisas, da alegria e da dor, da tristeza e do tédio, e então alegrar-se ou entristecer-se, corada ou pálida personagem de uma peça absurda, uma tragédia, comédia, ópera bufa, ou não?

Sim, o sentido da vida é este – ou não.

Será o sentido da vida amar e odiar seu irmão, em silêncio ou aos gritos, perdoar, ser perdoado, caminhar com firmeza ou vacilante sobre o abismo, cair e erguer-se, ou não?

Sim, é este o sentido da vida, ou não.

Será porventura o sentido da vida caminhar juntos sobre a mesma velha e generosa e solitária terra, dividir angústias e dor, enredar-se no cipoal das palavras, dizer sim, ser entendido não, dizer não, ser entendido sim, ou não?
Sim, o sentido da vida é este. Ou não.

Será o sentido da vida buscar luz nas sombras ou sombras na luz, consumir dias e noites a trilhar o áspero caminho imperfeito, buscar o caminho reto, a verdade, e descobrir então o caminho torto, a estrada estreita e, no fim da estrada, apenas neblina, mistério, horror, escuridão?

Sim, o sentido da vida é bem este, ou não.

Será, meu Deus, o sentido da vida acreditar em Deus ou alguma coisa superior à capacidade de entender, cair de joelhos e em prantos pedir caridade ou outro vago sentimento qualquer, e nada ouvir em resposta, ou sim, ouvir então uma voz silenciosa, inexistente e fria e, então, chorar, dormir, sonhar, tudo em vão?
Sim, o sentido da vida é bem este – ou não.

Será o sentido da vida crer na dourada utopia, descobrir então a insustentável fragilidade dos seres, o poder, a miséria, o horror da humana e frágil condição?
Sim, é bem este, ou não, o sentido da vida. Ou não?

Estará o sentido da vida em sonhar o sonho impossível, alcançar a estrela inatingível, vencer o inimigo imbatível, tocar a realidade intangível, e encontrar nada mais que pesadelo, o nada, a queda, a fantasia, miragens, ou não?
Sim, é bem este o sentido da vida, ou não.

Será o sentido da vida entregar-se apaixonadamente às idéias de grande extensão, consumir-se como o fogo e ver apagar-se a chama, a pedra virar pó, a brasa virar carvão? Será, criaturas, o sentido da vida consumir o sangue das veias, esgotar a serenidade, despentear os cabelos, perseguir a ilusão?
Sim, é bem este o sentido da vida, ou não.

Porque se existe sol também existe a lua, e a noite pode ser tão clara às vezes quanto o mais claro dos dias, ou não; mas se há perguntas demais e respostas de menos sempre haverá a busca, a esperança, a viva luz no fim da escuridão.
Porque é isto – buscar – o sentido da vida. Ou não.

########################################

Somos todos assassinos
27-03-2007

A morte, a violência,

a solidão. Pequenos e

grandes assassinatos

Carlos Drummond de Andrade morreu. Era o que restava de poesia. Sobraram

vates patrióticos, canastrões dramáticos, revolucionários de botequim e robôs efêmeros cantando ninfetas narcóticas, calcinhas comestíveis, polícia. Sinal dos tempos?

***

(…)

Um leitor escreve e é sempre a mesma coisa: você fala demais da morte. De Deus, em que não acredita. Do amargo ato de viver. Você precisa acreditar. Bem que gostaria – e é desesperador descobrir essa terrível vontade. Não seria uma rima, talvez fosse uma solução. Mas não adianta: a fé é só um fio entre o ser e o nada.

***

(…)

***

E então silenciamos. Por quê?

***

Somos todos assassinos.

Crônica retirada do livro A grande ilusão públicado em 1992

Nietzsche As palavras que matam deuses

“Não poríamos a mão no fogo pelas nossas opiniões: não temos assim tanta certeza delas. Mas talvez nos deixemos queimar para podermos ter e mudar as nossas opiniões.” [ Friedrich Nietzsche ]

Se um homem tiver realmente muita fé, pode dar-se ao luxo de ser cético.
Friedrich Nietzsche

“Eu jamais iria para a fogueira por uma opinião minha, afinal, não tenho certeza alguma. Porém, eu iria pelo direito de ter e mudar de opinião, quantas vezes eu quisesse.”
Friedrich Nietzsche

Deus está morto: mas, considerando o estado em que se encontra a espécie humana, talvez ainda por um milénio existirão grutas em que se mostrará a sua sombra.
Friedrich Nietzsche

Há sempre alguma loucura no amor. Mas há também sempre alguma razão na loucura.
Nietzsche

O que é o macaco para o homem? Uma risada ou uma dolorosa vergonha.
Friedrich Nietzsche

Os erros de grandes homens… são mais fecundos que as verdades de pequenos.
Friedrich Nietzsche

Em tempo de paz o homem belicoso ataca-se a si próprio.
Friedrich Nietzsche

Existe no mundo um único caminho por onde só tu podes passar. Onde leva? Não perguntes, segue-o!
Nietzsche

Existo, logo penso.
Friedrich Nietzsche

Quanto mais abstracta for a verdade que queres ensinar, mais tens que seduzir os sentimentos a seu favor.
Friedrich Nietzsche

Se os esposos não vivessem juntos, haveria mais matrimónios felizes.
Friedrich Nietzsche

A falta de confiança entre amigos é pecado que não pode ser repetido, sob pena de ser irremediável
Nietzsche
É só dos sentidos que procede toda a autenticidade, toda a boa consciência, toda a evidência da verdade.
Friedrich Nietzsche

O idealista é incorrigível: se é expulso do seu céu, faz um ideal do seu inferno.
Nietzsche

Quem se despreza a si próprio não deixa mesmo assim de se respeitar como desprezador.
Friedrich Nietzsche

Um político divide os seres humanos em duas classes: instrumentos e inimigos.
Friedrich Nietzsche

A mulher aprende a odiar na medida em que desaprende – de encantar.
Friedrich Nietzsche

A sensualidade ultrapassa muitas vezes o crescimento do amor, de forma que a raiz permanece fraca e arranca-se facilmente.
Friedrich Nietzsche

A vontade se superar um afecto não é, em última análise, senão vontade de um outro ou de vários outros afectos.
Friedrich Nietzsche

É terrível morrer de sede no mar. Porque haveis então de salgar a vossa verdade de modo a que não – mate já a sede?
Friedrich Nietzsche

Fazer grandes coisas é difícil; mas comandar grandes coisas é ainda mais difícil.
Friedrich Nietzsche

Os homens graves e melancólicos ficam mais leves graças ao que torna os outros pesados, o ódio e o amor, e assim surgem de vez em quando à sua superfície.
Friedrich Nietzsche

Para a mulher, o homem é um meio: o objetivo é sempre o filho.
Friedrich Nietzsche

A vaidade dos outros só vai contra o nosso gosto quando vai contra a nossa vaidade.
Friedrich Nietzsche

Quem só tem o espírito da história não compreendeu a lição da vida e tem sempre de retomá-la. É em ti mesmo que se coloca o enigma da existência: ninguém o pode resolver senão tu!
Friedrich Nietzsche

Um procura um parteiro para os seus pensamentos, outro alguém a quem possa ajudar: é assim que nasce uma boa conversa.
Friedrich Nietzsche

As próprias mulheres, no fundo de toda a sua vaidade pessoal, têm sempre um desprezo impessoal – pela mulher.
Friedrich Nietzsche

Certos pavões escondem de todos os olhos a sua cauda – chamando a isso o seu orgulho.
Friedrich Nietzsche

Na minha vida ainda preciso de discípulos, e se os meus livros não serviram de anzol, falharam a sua intenção. O melhor e essencial só se pode comunicar de homem para homem.
Friedrich Nietzsche

Não basta ter-se talento: é preciso ter-se o vosso assentimento para o possuir, – não é verdade, meus amigos?
Friedrich Nietzsche

O atractivo do conhecimento seria pequeno se no caminho que a ele conduz não houvesse que vencer tanto pudor.
Friedrich Nietzsche

Os métodos são as verdadeiras riquezas.
Friedrich Nietzsche

Aquilo que não me mata, só me fortalece
Nietzsche

Extingue-se o dia para todas as coisas, mesmo para as melhores; chega o crepúsculo.
Nietzsche

Não é só a razão, mas também a nossa consciência, que se submetem ao nosso instinto mais forte, ao tirano que habita em nós.
Friedrich Nietzsche

O sucesso tem sido sempre um grande mentiroso.
Friedrich Nietzsche

Uma pessoa continua a trabalhar porque o trabalho é uma forma de diversão. Mas temos de ter cuidado para não deixarmos a diversão tornar-se demasiado penosa.
Friedrich Nietzsche

A nossa vaidade gostaria que o que fazemos melhor fosse considerado como aquilo que mais nos custa. Para explicar a origem de certas morais.
Friedrich Nietzsche

As paisagens insignificantes existem para os grandes paisagistas; as paisagens raras e notáveis são para os pequenos.
Friedrich Nietzsche

Há uma inocência na mentira que é o sinal da boa fé numa causa.
Friedrich Nietzsche

Os advogados de um criminoso só raras vezes são suficientemente artistas para aproveitar em favor do réu a terrível beleza do seu ato.
Friedrich Nietzsche

Quem atinge o seu ideal, ultrapassa-o precisamente por isso.
Friedrich Nietzsche

Se uma mulher tem inclinações eruditas é porque, em geral, há algo de errado na sua sexualidade. A esterilidade predispõe a uma certa masculinidade do gosto; é que o homem, com vossa licença, é de fato «o animal estéril».
Friedrich Nietzsche

Somos muito injustos com Deus. Nem sequer Lhe permitimos pecar.
Friedrich Nietzsche

“A fé é ignorar tudo aquilo que é verdade.”
Friedrich Nietzsche

A vantagem de ter péssima memória é divertir-se, muitas vezes, com as mesmas coisas boas como se fosse a primeira vez.
Friedrich Nietzsche

Como? Um grande homem? Eu apenas vejo o actor representando o seu próprio ideal.
Friedrich Nietzsche

Não há fenómenos morais, mas apenas uma interpretação moral de fenómenos….
Friedrich Nietzsche

Os leitores extraem dos livros,consoante o seu carácter,a exemplo da abelha ou da aranha que,do suco das flores retiram,uma o mel,a outra o seu veneno.
Friedrich Nietzsche

Perante nós mesmo todos fingimos ser mais ingénuos do que somos: é deste modo que descansamos dos nossos semelhantes.
Friedrich Nietzsche

Se não se tem um bom pai, é preciso arranjar um.
Friedrich Nietzsche

Se se tem caráter, tem-se também uma experiência típica própria, que sempre retorna.
Friedrich Nietzsche

Toda a arte e toda a filosofia podem ser consideradas como remédios da vida, ajudantes do seu crescimento ou bálsamo dos combates: postulam sempre sofrimento e sofredores.
Friedrich Nietzsche

“Morrer é duro. Sempre senti que a única recompensa dos mortos é não morrer nunca mais”.
Nietzsche

Abençoados sejam os esquecidos, pois tiram o melhor de seus equívocos
Nietzsche

É difícil conviver com as pessoas porque calar é muito difícil.
Friedrich Nietzsche

No elogio há mais impertinência do que na censura.
Friedrich Nietzsche

A felicidade do homem está em “eu quero”; a felicidade da mulher, em “ele quer”.
Nietzsche

As convicções são inimigas mais perigosas da verdade do que as mentiras
Friedrich Nietzsche

O aforismo, a sentença, nos quais pela primeira vez sou mestre entre os alemães, são formas de «eternidade»: a minha ambição é dizer em dez frases o que outro qualquer diz num livro -, o que outro qualquer «não» diz nem num livro inteiro….
Friedrich Nietzsche

Quem não sabe encontrar o caminho para o «seu» ideal vive de um modo mais leviano e insolente que o homem sem ideal.
Friedrich Nietzsche

«O nosso próximo não é o nosso vizinho, mas o vizinho deste» – assim pensam todos os povos.
Friedrich Nietzsche

A exigência de ser amado é a maior das pretensões.
Friedrich Nietzsche

Apenas devia ser possuidor quem tem espírito: não sendo assim, a fortuna é um perigo público.
Friedrich Nietzsche

Não há nada que deprima mais o ser humano (mais depressa) do que a paixão do ressentimento.
Friedrich Nietzsche

O criminoso não está, muitas vezes, á altura do seu ato: amesquinha-o e difama-o.
Friedrich Nietzsche

Observou-se mal a vida se não se tiver visto também a mão que, de uma maneira especialmente cuidadosa – mata.
Friedrich Nietzsche

Para ver muita coisa é preciso despregar os olhos de si mesmo
Friedrich Nietzsche

Ter-se vergonha da sua imoralidade: é um degrau na escada em cujo extremo se tem também vergonha da nossa moralidade.
Friedrich Nietzsche

“Temos a Arte para que a verdade não nos destrua.”
Nietzsche

Aquilo que não me destrói fortalece-me
Friedrich Nietzsche

moro em minha propria casa,
nunca imitei ninguem
e rio de todos os mestres que nunca riram de si mesmos
nietzsche

Ninguém pode construir em teu lugar as pontes que precisarás passar, para atravessar o rio da vida.
– ninguém, exceto tu, só tu.
Existem, por certo, atalhos sem números, e pontes, e semideuses que se oferecerão para levar-te além do rio; mas isso te custaria a tua própria pessoa; tu te hipotecarias e te perderias.
Existe no mundo um único caminho por onde só tu podes passar.
Onde leva?
Não perguntes, segue-o!
Friedrich Nietzsche

Nunca suponha igualdade de sentimentos.
Nietzsche

O amor por um só é uma barbaridade: porque se exerce à custa de todos os outros. O mesmo quanto ao amor por Deus.
Friedrich Nietzsche

O filósofo, como o entendo, é um explosivo terrível na presença do qual tudo está em perigo.
Friedrich Nietzsche

Onde não intervém o amor ou o ódio, a mulher sai-se mediocremente.
Friedrich Nietzsche

Os poetas são impudicos para com as suas vivências: exploram-nas.
Friedrich Nietzsche

Quem for fundamentalmente um mestre, apenas toma a sério tudo o que se relaciona com os seus discípulos, – incluindo a si próprio.
Friedrich Nietzsche

Sem música a vida não faria sentido
Nietzsche

Um homem de génio é insuportável se, além disso, não possuir pelo menos duas outras qualidades: gratidão e asseio.
Friedrich Nietzsche

“Conheço a minha sina. Um dia, meu nome será ligado à lembrança de algo tremendo – de uma crise como jamais houve sobre a Terra, da mais profunda colisão de consciência, de uma decisão conjurada contra tudo o que até então foi acreditado, santificado, querido. Eu não sou um homem, sou dinamite.”
Nietzsche

“É chamado de espírito livre aquele que pensa de modo diverso do que se esperaria com base em sua procedência, seu meio, sua posição e função, ou com base nas opiniões que predominam em seu tempo. Ele é exceção, os espíritos cativos, a regra; […] De resto, não é próprio da essência do espírito livre ter opiniões mais corretas, mas sim ter se libertado da tradição, com felicidade ou com um fracasso. Normalmente, porém, ele terá ao seu lado a verdade, ou pelo menos o espírito da busca da verdade: ele exige razões; os outros, fé.”
(F. Nietzsche – Humano Demasiado Humano)
Nietzsche

“Há sempre alguma loucura no amor. Mas há também sempre alguma razão na loucura.”
Nietzsche

Em certas pessoas, o alegrar-se com um elogio é apenas uma delicadeza do coração – e precisamente o contrário de uma vaidade do espírito.
Friedrich Nietzsche

O homem é uma corda estendida entre o animal e o Super-homem, uma corda por cima de um abismo.
Friedrich Nietzsche

O ser refutável não é o menor dos encantos de uma teoria.
Friedrich Nietzsche

Passa-se com o homem o mesmo que com a árvore. Quanto mais quer crescer para o alto e para a claridade, tanto mais suas raízes tendem para a terra, para baixo, para a treva, para a profundeza – para o mal.
Nietzsche

Um povo é o rodeio da natureza para chegar a seis ou sete grandes homens. – Sim: e para depois se desviar deles.
Friedrich Nietzsche

amamos o desejo nao o ser desejado
friderich nietzsche

Comparando no seu conjunto homem e mulher pode dizer-se: a mulher não teria engenho para se enfeitar se não tivesse o instinto do papel «secundário» que desempenha.
Friedrich Nietzsche

Em homens duros a intimidade é questão de pudor – e algo de precioso.
Friedrich Nietzsche

Não há outro critério da verdade senão o crescimento do sentimento de poder.
Friedrich Nietzsche

Nunca é alto
o preço a pagar
pelo privilégio
de pertencer
a si mesmo…
Nietzsche

Se temos que mudar de opinião a respeito de alguém levamos-lhe muito a mal o incómodo que assim nos causa.
Friedrich Nietzsche

“Não poríamos a mão no fogo pelas nossas opiniões: não temos assim tanta certeza delas. Mas talvez nos deixemos queimar para podermos ter e mudar as nossas opiniões.”
Friedrich Wilhelm Nietzsche

amamos o desejo nao o ser desejo nao o ser desejado
nietzsche

Creio que aqueles que mais entendem de felicidade são as borboletas e as bolhas de sabão…
Ver girar essas pequenas almas leves, loucas, graciosas e que se movem é o que,de mim, arrancam lágrimas e canções.
Eu só poderia acreditar em um Deus que soubesse dançar.
E quando vi meu demônio, pareceu-me sério, grave, profundo, solene.Era o espírito da gravidade. ele é que faz cair todas as coisas.
Não é com ira, mas com riso que se mata. Coragem!
Vamos matar o espírito da gravidade!
Eu aprendi a andar. Desde então, passei por mim a correr.
Eu aprendi a voar. Desde então, não quero que me empurrem para mudar de lugar.
Agora sou leve, agora vôo, agora vejo por baixo de mim mesmo,agora um Deus dança em mim!
Friederich Nietzsche

É preciso ter caos e frenesi dentro de si para dar à luz uma estrela dançante
Friedrich Nietzsche

Há homens que já nascem póstumos.
Friedrich Nietzsche

Não vos aconselho o trabalho, mas a luta. Não vos aconselho a paz, mas a vitória! Seja o vosso trabalho uma luta! Seja vossa paz uma vitória!
Nietzsche

O sentido do trágico aumenta e diminui com a sensualidade.
Friedrich Nietzsche

Onde amor e ódio não concorrem ao jogo, o jogo da mulher torna-se medíocre.
Friedrich Nietzsche

Tudo na mulher é adivinha e tudo nela tem uma única solução e essa é a gravidez.
Friedrich Nietzsche

“Fiquei magoado, não por me teres mentido, mas por não poder voltar a acreditar-te.”
friedrich nietzsche

“Sei a minha sina.
Um dia meu nome será lembrança de algo terrível.
De uma crise como jamais houve sobre a Terra.
Da mais profunda colisão de consciências.
De uma decisão conjurada contra tudo que até então foi acreditado, santificado, requerido.
Não sou um ser humano, sou uma dinamite, na transvaloração de todos os valores.
Eis a minha fórmula para um ato de suprema octognose da humanidade que em mim se fez gene e carne…”
Friedrich Nietzsche

(…) foi o própio Deus que ao fim de sua obra se disfarçou de serpente indo se deitar sob a árvore do conhecimento: assim ele se restabeleceu do fato de ser Deus…Ele havia feito tudo demasiadamente belo…O diabo é apenas a ociosidade de Deus a cada sétimo dia…
friedrich nietzsche

A melhor cura para o amor é ainda aquele remédio eterno: amor retribuído.
Friedrich Nietzsche

Abençoados sejam os esquecidos, pois tiram maior proveito dos equívocos.
Friedrich Nietzsche

Amamos o desejo, não o ser desejado
Nietzsche

Com os princípios quer-se tiranizar os hábitos, ou justificá-los ou honrá-los ou injuriá-los ou escondê-los: – dois homens com princípios iguais querem, verosimilmente, atingir com eles algo de fundamentalmente diferente.
Friedrich Nietzsche

“Aquilo que serve de alimento e de balsamo para um tipo superior de homem, deve ser quase veneno para um tipo bem mais diverso e inferior.”
Nietzsche

Devemos compreender que a verdade,
por pretender ser verdadeira,
não passa de ilusão ou mentira .
Nietzsche

Eis A Fórmula Da felicidade: Um Sim, Um Não, Uma Linha Reta, Uma Meta…
Nietzsche

Eu somente acreditaria em um Deus que soubesse dançar.
Nietzsche

Faltam as circunstâncias. – Muitas pessoas esperam a vida inteira pela oportunidade de serem boas à sua maneira
Friedrich Nietzsche

O medo é o pai da moralidade
Friedrich Wilhelm Nietzsche

Os grandes intelectuais são céticos
Friedrich Wilhelm Nietzsche

SE QUERES SER FELIZ NESSE MUNDO,ESTRANGULA SUA CONSCIêNCIA.
FRIEDRICH NIETZSCHE

Um outro sinal distintivo dos teólogos é a sua incapacidade filológica. Entendo aqui por filologia (…) a arte de bem ler – de saber distinguir os factos, sem estar a falseá-los por interpretações, sem perder, no desejo de compreender, a precaução, a paciência e a finesse.(O Anticristo).
Friedrich Nietzsche

“É verdade que se mente com a boca; mas a careta que se faz ao mesmo tempo diz, apesar de tudo, a verdade.”
Friedrich Nietzsche

“Para ver muita coisa é preciso despregar os olhos de si mesmo.”
NIETZSCHE

A Nossa Atmosfera estava Carregada De Tempestade, A Nossa Própria Natureza Nublava-se, Pois Não Tinhamos Encontrado Caminho Algum…
Nietzsche

Falta de amigos – A falta de amigos faz pensar em inveja ou presunção. Há pessoas que devem seus amigos à feliz circunstância de não ter motivo para a inveja
Friedrich Nietzsche

Não suporto almas estreitas: não têm nada de bom, tampouco nada de mau.
Friederich Nietzsche

O homem que vê mal vê sempre menos do que aquilo que há para ver; o homem que ouve mal ouve sempre algo mais do que aquilo que há para ouvir
Friedrich Wilhelm Nietzsche

Quanto mais alto voamos, menores parecemos aos olhos daqueles que não sabem voar.
Nietzsche

“Há espíritos que escurecem suas águas para fazê-las parecer profundas.” [ Friedrich Nietzsche ]
friedrich nietzsche

“…E Essa Tolerancia, Esse ‘Largeur’ Do Coração Que Tudo ‘Perdoa’ Porque Tudo ‘Compreende’, É Para Nós como O vento Siroco…”
Nietzsche

Cansado de esperanças
persigo realidades.
Quando o vento contrário
aumenta em seus embates,
navego a qualquer vento
em minha ligeira embarcação.

Nietzsche

Escreve com sangue e aprenderás que sangue é espírito.
Nietzsche

Eu Não sei Sair Nem Entrar, Sou Tudo Aquilo Que Não Sabe Nem sair nem entrar..
Nietzsche

Mudei-me da casa dos eruditos e bati a porta ao sair. Por muito tempo, a minha alma assentou-se faminta à sua mesa. Não sou como eles, treinados a buscar o conhecimento como especialistas em rachar fios de cabelo ao meio. Amo a liberdade. Amo o ar sobre a terra fresca. É melhor dormir em meios às vacas, que em meio às suas etiquetas e respeitabilidades.
Nietzsche

Não acredito em um deus que não dance
Nietzsche

Não há fatos eternos, como não há verdades absolutas
Friedrich Nietzsche

Para ler o Novo Testamento é conveniente calçar luvas. Diante de tanta sujeira, tal atitude é necessária.
Nietzsche

Perto do Sol há incontáveis corpos escuros a serem deduzidos_tais que nunca chegaremos a ver.
Friedrich Nietzsche

Todo tipo de absoluto indica patologia
friedrich nietzsche

Verdadeiro eu chamo àquele que entra nos desertos vazios de deuses… Nas areias amarelas, queimadas de sol, sedento, ele vê as ilhas cheias de fontes, onde as coisas vivas descansam debaixo das árvores. Não obstante, a sua sede não o convence a tornar-se como um destes, habitantes do conforto; pois onde há oásis aí também se encontram os ídolos
Nietzsche

Verdadeiro eu chamo àquele que entra nos desertos vazios de deuses… Nas areias amarelas, queimadas de sol, sedento, ele vê as ilhas cheias de fontes, onde as coisas vivas descansam debaixo das árvores. Não obstante, a sua sede não o convence a tornar-se como um destes, habitantes do conforto; pois onde há oásis aí também se encontram os ídolos
Nietzsche

Aquilo que vivemos no sonho, e que nele vivemos repetidas vezes, termina por pertencer à economia global de nossa alma, tanto quanto algo “realmente” vivido
Nietzsche

E aqueles que foram vistos dançando foram julgados insanos por aqueles que não podiam escutar a musica.
Friedrich Nietzsche

E o homem, em seu orgulho, criou Deus, a sua imagem e semelhança.
Friedrich Nietzsche

Eu vos digo:
Alguém precisa ter caos em si mesmo
Para dar luz a uma estrela dançante.
Nietzsche

Existe sempre algo de loucura no amor, mas sempre existe alguma razão na loucura.
Nietzsche

Na escola de guerra da vida, o que não me mata me faz forte.
Nietzsche

Não existe mais ninguém tão inocente para ainda colocar o sujeito EU na condição de´Penso´.
Nietzsche

O QUE NÃO ME MATA ME FORTALECE
Nietzsche

Torna-te quem tu és
Friedrich Nietzsche

“Há uma exuberância na bondade que parece ser maldade.” [ Friedrich Nietzsche ]
friedrich nietzsche

O que salva o amor

L.Barbosa conta a história de uma ilha onde viviam os principais sentimentos do homem: Alegria, Tristeza, Vaidade, Sabedoria, e Amor. Um dia, a ilha começou a afundar no oceano; todos conseguiram alcançar seus barcos, menos o Amor.

Quando foi pedir a Riqueza que o salvasse, esta disse:

– “Não posso, estou carregada de jóias e ouro”.

Dirigiu-se ao barco da Vaidade, que respondeu:

– “Sinto muito, mas não quero sujar meu barco”.

O Amor correu para a Sabedoria, mas ela também recusou, dizendo:

– “Quero estar sozinha, estou refletindo sobre a tragédia, e mais tarde vou escrever um livro sobre isto”.

O Amor começou a se afogar. Quando estava quase morrendo, apareceu um barco – conduzido por um velho – que o terminou salvando.

– “Obrigado” – disse, assim que se refez do susto.

– “Mas quem é você”?

– “Sou o Tempo” – respondeu o velho. Só o Tempo é capaz de salvar o Amor.
Paulo
paulocoelho

“Não há fenômenos morais, mas apenas uma interpretação moral de fenômenos…” [ Friedrich Nietzsche ]
Friedrich Nietzsche

“As convicções são cárceres.” Frases de Nietzsche

A vantagem de ter péssima memória é divertir-se muitas vezes com as mesmas coisas boas como se fosse a primeira vez.
Friedrich Nietzsche

Fiquei magoado, não por me teres mentido, mas por não poder voltar a acreditar-te.
Friedrich Nietzsche

Aquilo que se faz por amor está sempre além do bem e do mal.
Friedrich Nietzsche

Odeio quem me rouba a solidão sem em troca me oferecer verdadeira companhia.
Nietzsche

O que não provoca minha morte faz com que eu fique mais forte.
Friedrich Nietzsche

Há sempre alguma loucura no amor. Mas há sempre um pouco de razão na loucura.
Friedrich Nietzsche

Não há fatos eternos, como não há verdades absolutas.
Friedrich Nietzsche

As mulheres podem tornar-se facilmente amigas de um homem; mas, para manter essa amizade, torna-se indispensável o concurso de uma pequena antipatia física.
Friedrich Nietzsche

Quanto mais me elevo, menor fico aos olhos de quem não sabe voar.
Nietzsche
Torna-te aquilo que és.
Friedrich Nietzsche
Na vingança e no amor a mulher é mais bárbara do que o homem.
Friedrich Nietzsche
As convicções são inimigas mais perigosas da verdade do que as mentiras
Friedrich Nietzsche
O verdadeiro homem quer duas coisas: perigo e jogo. Por isso quer a mulher: o jogo mais perigoso.
Friedrich Nietzsche
O amor é o estado no qual os homens têm mais probabilidades de ver as coisas tal como elas não são.
Friedrich Nietzsche
Ninguém pode construir em teu lugar as pontes que precisarás passar, para atravessar o rio da vida – ninguém, exceto tu, só tu.
Existem, por certo, atalhos sem números, e pontes, e semideuses que se oferecerão para levar-te além do rio; mas isso te custaria a tua própria pessoa; tu te hipotecarias e te perderias.
Existe no mundo um único caminho por onde só tu podes passar.
Onde leva? Não perguntes, segue-o!
Nietzsche
Quanto mais nos elevamos, menores parecemos aos olhos daqueles que não sabem voar.
Friedrich Nietzsche
É mais fácil lidar com uma má consciência do que com uma má reputação.
Friedrich Nietzsche
Você vive hoje uma vida que gostaria de viver por toda a eternidade?
Friedrich Nietzsche
É necessário ter o caos cá dentro para gerar uma estrela.
Friedrich Nietzsche
A vida vai ficando cada vez mais dura perto do topo.
Friedrich Nietzsche
Aquele que luta com monstros deve acautelar-se para não tornar-se também um monstro. Quando se olha muito tempo para um abismo, o abismo olha para você.
Friedrich Nietzsche
Tudo é precioso para aquele que foi, por muito tempo, privado de tudo.
Friedrich Nietzsche
O macaco é um animal demasiado simpático para que o homem descenda dele.
Friedrich Nietzsche
Sem a música, a vida seria um erro.
Friedrich Nietzsche
Temos a arte para não morrer da verdade.
Friedrich Nietzsche

“Alguns nascem póstumos”.
F. Nietzsche, O Anti-Cristo.

Não posso acreditar num Deus que quer ser louvado o tempo todo.
Friedrich Nietzsche
Só se pode alcançar um grande êxito quando nos mantemos fiéis a nós mesmos.
Friedrich Nietzsche
Quem luta com monstros deve velar por que, ao fazê-lo, não se transforme também em monstro. E se tu olhares, durante muito tempo, para um abismo, o abismo também olha para dentro de ti.
Friedrich Nietzsche
Não se odeia quando pouco se preza, odeia-se só o que está à nossa altura ou é superior a nós.
Friedrich Nietzsche
É pelas próprias virtudes que se é mais bem castigado.
Friedrich Nietzsche
E aqueles que foram vistos dançando foram julgados insanos por aqueles que não podiam escutar a música.
Friedrich Nietzsche
O inimigo mais perigoso que você poderá encontrar será sempre você mesmo.
Nietzsche
É difícil viver com as pessoas porque calar é muito difícil.
Friedrich Nietzsche
O medo é o pai da moralidade.
Friedrich Nietzsche
Perdido seja para nós aquele dia em que não se dançou nem uma vez! E falsa seja para nós toda a verdade que não tenha sido acompanhada por uma gargalhada!
Friedrich Nietzsche
Uma vez tomada a decisão de não dar ouvidos mesmo aos melhores contra-argumentos: sinal do caráter forte. Também uma ocasional vontade de se ser estúpido.
Friedrich Nietzsche
A vida mais doce é não pensar em nada.
Friedrich Nietzsche
Quem, em prol da sua boa reputação, não se sacrificou já uma vez – a si próprio?
Friedrich Nietzsche
A recompensa final dos mortos é não morrer nunca mais.
Friedrich Nietzsche
Culpamos as pessoas das quais não gostamos pelas gentilezas que nos demonstram.
Friedrich Nietzsche
A objeção, o desvio, a desconfiança alegre, a vontade de troçar são sinais de saúde: tudo o que é absoluto pertence à patologia.
Friedrich Nietzsche
Não é a intensidade dos sentimentos elevados que faz os homens superiores, mas a sua duração.
Friedrich Nietzsche
E se um dia ou uma noite um demônio se esgueirasse em tua mais solitária solidão e te dissesse: “Esta vida, assim como tu a vives agora e como a viveste, terás de vivê-la ainda uma vez e ainda inúmeras vezes; e não haverá nela nada de novo, cada dor e cada prazer e cada pensamento e suspiro e tudo o que há de indizivelmente pequeno e de grande em tua vida há de retornar, e tudo na mesma ordem e seqüência – e do mesmo modo esta aranha e este luar entre as árvores, e do mesmo modo este instante e eu próprio.
A eterna ampulheta da existência será sempre virada outra vez – e tu com ela, poeirinha da poeira!” –

Não te lançarias ao chão e rangerias os dentes e amaldiçoarias o demônio que te falasse assim? Ou viveste alguma vez um instante descomunal, em que responderias: “Tu és um deus, e nunca ouvi nada mais divino!” Se esse pensamento adquirisse poder sobre ti, assim como tu és, ele te transformaria e talvez te triturasse; a pergunta, diante de tudo e de cada coisa:

“Quero isto ainda uma vez e ainda inúmeras vezes?”

Pesaria como o mais pesado dos pesos sobre teu agir! Ou então, como terias de ficar de bem contigo mesmo e com a vida, para não desejar nada mais do que essa última, eterna confirmação e chancela?
Nietzsche
Até Deus tem um inferno: é o seu amor pelos homens.
Friedrich Nietzsche
A vontade é impotente perante o que está para trás dela. Não poder destruir o tempo, nem a avidez transbordante do tempo, é a angústia mais solitária da vontade.
Friedrich Nietzsche
Sou demasiado orgulhoso para acreditar que um homem me ame: seria supor que ele sabe quem sou eu. Também não acredito que possa amar alguém: pressuporia que eu achasse um homem da minha condição.
Friedrich Nietzsche
Todos vós, que amais o trabalho desenfreado (…), o vosso labor é maldição e desejo de esquecerdes quem sois.
Friedrich Nietzsche
Quando se amarra bem o próprio coração e se faz dele um prisioneiro, pode-se permitir ao próprio espírito muitas liberdades.
Friedrich Nietzsche
Querer a verdade é confessar-se incapaz de a criar.
Friedrich Nietzsche
Aquele que sabe mandar encontra sempre quem deva obedecer.
Friedrich Nietzsche

O homem precisa daquilo que em si há de pior se pretende alcançar o que nele existe de melhor.
Friedrich Nietzsche

Há uma exuberância na bondade que parece ser maldade.
Friedrich Nietzsche

Odeio as almas estreitas, sem bálsamo e sem veneno, feitas sem nada de bondade e sem nada de maldade.
Friedrich Nietzsche

Para a maioria, quão pequena é a porção de prazer que basta para fazer a vida agradável!
Friedrich Nietzsche

A mulher foi o segundo erro de Deus.
Friedrich Nietzsche

Em última análise, amam-se os nossos desejos, e não o objecto desses desejos.
Friedrich Nietzsche

Não há fatos eternos como não há verdades absolutas.
Nietzsche

A ideia do suicídio é uma grande consolação: ajuda a suportar muitas noites más.
Friedrich Nietzsche

Logo que comunicamos os nossos conhecimentos, deixamos de gostar deles suficientemente.
Friedrich Nietzsche

Nós fazemos acordados o que fazemos nos sonhos: primeiro inventamos e imaginamos o homem com quem convivemos – para nos esquecermos dele em seguida.
Friedrich Nietzsche

No convívio com sábios e artistas facilmente nos enganamos no sentido oposto: não é raro encontrarmos por detrás dum sábio notável um homem medíocre, e muitas vezes por detrás de um artista medíocre – um homem muito notável.
Friedrich Nietzsche

Os grandes intelectuais são cépticos.
Friedrich Nietzsche

A música oferece às paixões o meio de obter prazer delas.
Friedrich Nietzsche

A grandeza do homem consiste em que ele é uma ponte e não um fim; o que nos pode agradar no homem é ele ser transição e queda.
Friedrich Nietzsche

Saber é compreendermos as coisas que mais nos convém.
Friedrich Nietzsche

Uma alma que se sabe amada, mas que por sua vez não ama, denuncia o seu fundo: – vem á superfície o que nela há de mais baixo.
Friedrich Nietzsche

A moralidade é a melhor de todas as regras para orientar a humanidade.
Friedrich Nietzsche

As convicções são inimigos da verdade bem mais perigosos que as mentiras.
Friedrich Nietzsche

Começamos a desconfiar das pessoas muito inteligentes quando ficam embaraçadas.
Friedrich Nietzsche

O castigo foi feito para melhorar aquele que o aplica.
Friedrich Nietzsche

É mais difícil ferir a nossa vaidade justamente quando foi ferido o nosso orgulho.
Friedrich Nietzsche

O amor revela as qualidades sublimes e ocultas do que ama, – o que nele há de raro, de excepcional: nesse aspecto facilmente engana quanto ao que nele há de habitual.
Friedrich Nietzsche

O esforço dos filósofos tende a compreender o que os contemporâneos se contentam em viver.
Friedrich Nietzsche

Não é a força mas a constância dos bons resultados que conduz os homens à felicidade.
Friedrich Nietzsche

Temos a Arte para que a verdade não nos destrua.
Nietzsche

“Deus está morto”
Nietzsche

“Não há nada que deprima mais o ser humano (mais depressa) do que a paixão do ressentimento.” [ Friedrich Nietzsche ]

A maturidade do homem consiste em haver reencontrado a seriedade que tinha no jogo quando era criança.
Friedrich Nietzsche

Aquele que vive de combater um inimigo tem interesse em o deixar com vida.
Friedrich Nietzsche

Há sempre alguma loucura no amor. Mas há sempre um pouco de razão na loucura
Friedrich Wilhelm Nietzsche

Logo que, numa inovação, nos mostram alguma coisa de antigo, ficamos sossegados.
Friedrich Nietzsche

Muitos são os obstinados que se empenham no caminho que escolheram, poucos os que se empenham no objetivo.
Friedrich Nietzsche

Nos indivíduos, a loucura é algo raro – mas nos grupos, nos partidos, nos povos, nas épocas, é regra.
Friedrich Nietzsche
O homem procura um princípio em nome do qual possa desprezar o homem. Inventa outro mundo para poder caluniar e sujar este; de fato só capta o nada e faz desse nada um Deus, uma verdade, chamados a julgar e condenar esta existência.
Friedrich Nietzsche

Encontra-se sempre, aqui e ali, algum semi-deus que consegue viver em condições terríveis, e viver vencedor! Quereis ouvir os seus cantos solitários? Escutai a música de Beethoven.
Friedrich Nietzsche

O homem é definido como um ser que evolui, como o animal é imaturo por excelência.
Friedrich Nietzsche

O homem que vê mal vê sempre menos do que aquilo que há para ver; o homem que ouve mal ouve sempre algo mais do que aquilo que há para ouvir.
Friedrich Nietzsche

O que o pai calou aparece na boca do filho, e muitas vezes descobri que o filho era o segredo revelado do pai.
Friedrich Nietzsche

Quando adestramos a nossa consciência, ela beija-nos ao mesmo tempo que nos morde.
Friedrich Nietzsche

Se minhas loucuras tivessem explicações, não seriam loucuras.
Friedrich Nietzsche

É verdade que se mente com a boca; mas a careta que se faz ao mesmo tempo diz, apesar de tudo, a verdade.
Friedrich Nietzsche

E se tu olhares, durante muito tempo, para um abismo, o abismo também olha para dentro de ti.
Friedrich Nietzsche

Há uma inocência na admiração: é a daquele a quem ainda não passou pela cabeça que também ele poderia um dia ser admirado.
Friedrich Nietzsche

Não poríamos a mão no fogo pelas nossas opiniões: não temos assim tanta certeza delas. Mas talvez nos deixemos queimar para podermos ter e mudar as nossas opiniões.
Friedrich Wilhelm Nietzsche

Torna-te quem tu és.
Friedrich Nietzsche

A esperança é o derradeiro mal; é o pior dos males, porquanto prolonga o tormento.
Friedrich Nietzsche

As vivências terríveis fazem-nos pensar se o seu protagonista não é, ele próprio, algo de terrível.
Friedrich Nietzsche

Levar insidiosamente o próximo a uma boa opinião de nós e, depois, acreditar piamente nessa boa opinião: quem consegue imitar nesta habilidade as mulheres?
Friedrich Nietzsche

No matrimónio existem apenas obrigações e alguns direitos.
Friedrich Nietzsche

O gosto de minha morte na boca deu-me perspectiva e coragem. O importante é a coragem de ser eu mesmo.
Friedrich Nietzsche

O homem é uma corda esticada entre o animal e o super-homem, uma corda por cima do abismo.
Friedrich Nietzsche

O sábio como astrónomo. – Enquanto sentires as estrelas como algo que está «por cima de ti» não possuis ainda o olhar do homem que sabe.
Friedrich Nietzsche

“Se se quer ser alguém, deve venerar-se a própria sombra.” [ Friedrich Nietzsche ]