O rock brasileiro ou BRock

O rock brasileiro ou BRock (conhecido no Brasil de rock nacional) é um estilo musical derivado do rock, que teve início nos anos 50 e 60, mas só começou a ter força nos anos 80.

Prólogo – anos 40

Apesar de muitos estudiosos acreditarem que a primeira gravação de rock no país coube à cantora Nora Ney — que, aliás, começou a carreira radiofônica com o nome de Nora May, e cantando em inglês — o primeiro disco de rock foi gravado pelo veterano Gilberto Alves (disco RCA Victor 80.0598-a). O título da composição é Bonitão, de Marino Pinto e Mário Rossi — uma composição nacional e com letra registrada no longínquo ano de 1949. Durante o solo instrumental, pode-se notar de forma bastante nítida a batida e as intervenções de metais que bem caracterizam o rock propriamente dito, formalizado por Bill Haley e Seus Cometas.

Este tipo de arranjo faz parte das raízes do rock and roll e do estilo de um dos predecessores, o jazz dançante das big bands. Outro exemplo de “disco de rock” brasileiro pre-histórico nesta linha é Dizem Que Sou Um Mau Rapaz, composição de Custódio Mesquita gravada por Francisco Alves (disco Odeon de número 12.028-b, gravado e lançado em 1941).

Anos 50

O “pontapé inicial” do rock no Brasil foi Nora Ney (conhecida cantora de samba-canção) gravar o considerado primeiro rock, “Rock around the Clock”, de Bill Haley & His Comets (trilha do filme Sementes da Violência), em outubro de 1955, para a versão brasileira do filme. Em uma semana a canção já estava no topo das paradas (mas Nora Ney nunca mais gravou nada no gênero, tirando a irônica “Cansei do Rock”, em 1961). Em dezembro, a mesma canção recebia versão em português, “Ronda das Horas” (por Heleninha Ferreira) e outra gravada por um acordeonista, não tão bem sucedidas quanto a “original”.

Em 1957, foi gravado o primeiro rock original em português, “Rock and Roll em Copacabana”, escrito por Miguel Gustavo (futuro autor de “Para Frente Brasil“) e gravada por Cauby Peixoto. Entre 57 e 58, diversos artistas gravaram versões de músicas americanas, como “Até Logo, Jacaré” (“See You Later, alligator”),”Meu Fingimento” (“My Great Pretender”) e “Bata Baby” (Long Tall Sally).

Embora em 57 o grupo Betinho & Seu Conjunto, de “Enrolando o Rock” tenha alcançado grande fama, os primeiros ídolos do rock nacional foram os irmãos Tony e Celly Campelo que, em 1958, lançaram o compacto Forgive Me/Handsome Boy, que vendeu 38 mil cópias. Tony gravaria mais dois singles até seu álbum em 1959, e Celly estourou em 1959 com “Estúpido Cupido” (120 mil cópias vendidas), chegando a ter boneca própria (com a qual aparece na capa de seu LP “Celly Campello, A Bonequinha Que Canta”).

Os Campello também apresentariam Crush em Hi-Fi na Rede Record, programa totalmente voltado para a juventude, que revelou diversas bandas.Outros programas também surgiram para aproveitar a “febre” como Ritmos para a Juventude (Rádio Nacional-SP), Clube do Rock (Rádio Tupi -RJ) e Alô Brotos! (TV Tupi). Em 1960, surgira até a Revista do Rock.

Anos 60

O começo da década foi marcado pelo surgimento de grupos instrumentais como The Jet Black’s, The Jordans e The Cleevers (futuros Os Incríveis), e do cantor Ronnie Cord, que lançaria dois “hinos”: a versão “Biquini de Bolinha Amarelinha” e a rebelde “Rua Augusta”.

Até que surge um capixaba que se tornaria o maior ídolo do Rock Nacional dos anos 60 e, posteriormente, o maior nome da música brasileira: Roberto Carlos, que emplacou dois hits em 1963: “Splish Splash” e “Parei na Contramão”. No ano seguinte, obteve mais sucessos como “É Proibido Fumar” (mais tarde regravada pelo Skank) e “O Calhambeque”. Aproveitando o sucesso, a Rede Record lançou o programa Jovem Guarda, apresentado por Roberto (“Rei”), seu amigo Erasmo Carlos (“Tremendão”) e Wanderléa (“Ternurinha”). Só nas primeiras semanas, atingira 90% da audiência.

Seguindo o sucesso das Jovem Guarda, surgem entre outros, Renato e seus Blue Caps, Golden Boys, Jerry Adriani, Eduardo Araújo e Ronnie Von, que tinham seu som inspirado nos Beatles (o gênero apelidado “iê-iê-iê”) e no rock primitivo. A Jovem Guarda também levou a todo tipo de produto e filmes como Roberto Carlos em Ritmo de Adventura (seguindo a trilha de A Hard Day’s Night e Help! dos Beatles).

Apesar disso, os artistas da MPB “declararam guerra” ao iê-iê-iê da Jovem Guarda, chegando a um protesto de Elis Regina, Jair Rodrigues, entre outros, conhecido “Passeata contra as guitarras elétricas”. O programa terminaria em 1968, com a saída de Roberto Carlos.

Então, surgiria a Tropicália. Em 1966, surgiram Os Mutantes: Rita Lee, Arnaldo Baptista e Sérgio Dias, com seu deboche e som inovador. Em 1967, a dupla Caetano Veloso e Gilberto Gil faria as canções “Alegria, Alegria” e “Domingo no Parque”, apresentadas no III Festival da Rede Record. No ano seguinte, o álbum Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band fascinou a dupla, levando a apresentações vaiadas em festivais de Record e Excelsior, e ao álbum coletivo Tropicália ou Panis et Circensis, com Mutantes, Gal Costa, Tom Zé, Torquato Neto, Capinan, Rogério Duprat e Nara Leão, considerado um dos melhores álbuns brasileiros da história.

Os Mutantes também criariam carreira grandiosa, com álbuns elogiados a partir de 1968 e chegando a influenciar até Kurt Cobain, do Nirvana. O grupo começaria a se desmanchar com a saída de Rita Lee, em 1973.

Anos 70

O endurecimento da ditadura militar levou Caetano e Gil ao exílio em Londres, onde viveram de 1969 a 1972. Durante o período, gravaram dois discos considerados dos seus melhores, Transa (Caetano), e Expresso 2222 (Gil).

Após sair dos Mutantes no final de 1972, Rita Lee iniciou uma muito bem sucedida carreira solo, acompanhada do grupo Tutti Frutti. Arnaldo Baptista também gravou o aclamado Loki? (1974). Os Mutantes ainda atravessaram a década convertidos ao rock progressivo, passando por várias formações e dissolvendo-se em 1978.

Em 1973, surgiram Secos & Molhados, liderados por João Ricardo, com Ney Matogrosso como vocalista, que faziam a chamada “poesia musicada”, com canções muito bem elaboradas como “Rosa de Hiroshima” ou “Prece Cósmica”, apesar de alguns flertes menos poéticos e mais divertidos como “O Vira”. Dois álbuns e um ano depois, em 1974, o grupo com sua formação clássica (João, Ney e Gerson Conrad) se desfez.

Em 1973 também surgiu outro ícone: Raul Seixas, que vendera 60.000 compactos de “Ouro de Tolo” em poucos dias e se tornaria “bardo dos hippies” com músicas debochadas como “Mosca na Sopa” e “Maluco Beleza”, esotéricas como “Eu Nasci Há Dez Mil Anos Atrás” (composta em parceria com o futuro autor Paulo Coelho) e “Gita”, e as motivacionais “Metamorfose Ambulante” e “Tente Outra Vez”.

Movimentos surgiram em outros locais do Brasil: em Minas Gerais, o “Beatlesco” Clube da Esquina, liderado por Milton Nascimento e Lô Borges; e no Nordeste, a “nova onda” dos Novos Baianos, além da chamada “Invasão Nordestina”: artistas que misturaram o sertanejo ao rock, como Fagner, Zé Ramalho e Belchior.

Mesmo com o pouco espaço na mídia, várias bandas e estilos se destacavam no circuito underground da época, como o progressivo regional de O Terço (que chegou a gravar um álbum em inglês voltado para o mercado italiano), o hard rock do Made in Brazil, o rock rural de Sá, Rodrix e Guarabyra e o hard progressivo do Casa das Máquinas.

Anos 80

Atribui-se a esta década a popularização do rock brasileiro, movimento que surgiu para aproveitar a onda do estilo musical (rock) que já havia se consagrado mundialmente nos anos 70. Muitas bandas deste estilo, como o Ultraje a Rigor e Ira! permanecem ativas até hoje, fazendo apresentações por todo o Brasil. Outras bandas e artistas da época, como Legião Urbana e Renato Russo, foram imortalizados e tocam nas rádios até hoje, devido ao grande sucesso entre o público, principalmente adolescentes.

Nos anos 80, ocorreu a verdadeira “explosão” do rotulado “BRock”. Isso se deve em parte à criação de casas de show, como Noites Cariocas e Circo Voador (Rio) e Aeroanta (São Paulo).

As primeiras bandas a fazerem sucesso foram os irônicos Blitz (“Você não soube me amar”) e Eduardo Dusek (“Rock da Cachorra”, junto com João Penca e Seus Miquinhos Amestrados), no batizado “Verão do Rock”, em 1982.

As bandas mais cultuadas dos anos 80 formam um “quarteto sagrado”[carece de fontes?]. São elas:

  • Os Paralamas do Sucesso, cariocas (que se conheceram em Brasília) surgidos em 82, com um ska parecido com o The Police.
  • Titãs, paulistas (mais tarde “suavizados”). Inicialmente, juntavam as estéticas da new wave e do reggae com a da MPB, e, de 1982 à 1984, a banda era formada por nove integrantes – além dos músicos que continuam no grupo, fizeram parte do conjunto: Ciro Pessoa (vocais), Arnaldo Antunes (vocais), Marcelo Fromer (guitarra) e Nando Reis (baixo/vocais), logo se tornando um octeto, numa formação que duraria até 1992, com a saída de Arnaldo. O baterista do grupo Ira!, André Jung, tocou seu instrumento no primeiro trabalho titânico, depois cedendo seu posto a Charles Gavin.
  • Os cariocas Barão Vermelho, surgidos em 82 e liderados por Cazuza. Com a saída dele (que teve carreira-solo bem sucedida), o guitarrista Frejat assumiu os vocais.
  • Os brasilienses Legião Urbana, liderados por Renato Russo, surgiram em 82. Acabou com a morte de Renato, em 1996. Os outros legionários que compunham a banda eram: Marcelo Bonfá (bateria) e Dado Villa-Lobos (Guitarra). Renato Rocha foi baixista da banda até 1988.

E teve outras também de grandes sucessos na época, como as bandas Sempre Livre, Gang 90 e as Absurdettes, Biquini Cavadão, Hanói Hanói, Hojerizah, Harmony Cats, Lobão e os Ronaldos, Metrô, Magazine, Grafitti, além de cantores(as) como Marina Lima, Léo Jaime, Fausto Fawcett, Ritchie, Kid Vinil, entre outros.

Vários locais do Brasil tinham suas bandas surgindo:

  • No Rio de Janeiro, surgiram os alegres Kid Abelha e Léo Jaime; Uns e Outros e o fim da banda Vímana revelou Lulu Santos, Lobão (também ex-Blitz) e Ritchie.
  • Em São Paulo, o Festival Punk de 81 revelou Inocentes, Cólera e Ratos de Porão; os debochados Ultraje a Rigor (no qual Edgard Scandurra tocou antes do Ira!) e Kid Vinil (então vocalista da banda Magazine); Metrô (banda) de Virginie Boutaud; Zero e RPM, que vendeu 2,2 milhões de cópias de Rádio Pirata ao Vivo.
  • Em Brasília, o Aborto Elétrico (em que Renato Russo tocara) virou o Capital Inicial (que acabou se fixando em São Paulo), e o Plebe Rude teve o sucesso “Até Quando Esperar”
  • No Rio Grande do Sul, os “cabeças” Engenheiros do Hawaii e Nenhum de Nós chegaram ao sucesso nacional.também estouraram bandas gauchas de rock como TNT, Taranatiriça, Cascavelletes, Os Replicantes, Os Eles, Bandaliera e Garotos da Rua.

Além deles, houveram os baianos Camisa de Vênus, e os headbangers mineiros Sepultura, que com o seu Thrash Metal único, foram uma das poucas bandas brasileiras a fazer sucesso no exterior.

Anos 90

A década começou com apenas uma novidade: a MTV Brasil, em 1990. E o primeiro “grande grupo” da década foram os mineiros Skank, que misturavam rock e reggae. Ao longo da década, outros grupos mineiros surgiriam, como Pato Fu, Jota Quest e Tianastacia.

Em 1994, surgiu em Recife o movimento Mangue beat, liderados por Chico Science & Nação Zumbi e Mundo Livre S/A. O movimento misturava percussão nordestina a guitarras pesadas, conquistando a crítica.

Entre 94 e 95 surgiram dois grupos bem-sucedidos pelo humor: os brasilienses Raimundos (94), com o ritmo forrócore” (forró+hardcore) e os guarulhenses Mamonas Assassinas (95), parodiando do heavy metal ao sertanejo, que chegaram a fazer 3 shows por dia e venderam 1,5 milhão de cópias antes de morrerem em um acidente de avião, em 96 (chegaram a 2,6 milhões).

Alguns rappers tiveram ligação íntima com o rock, como Gabriel o Pensador e o Planet Hemp (que pedia a legalização da maconha).

Seguindo o caminho do Sepultura, o Angra gravou em inglês, alcançando considerável sucesso no exterior.

Outros destaques são O Rappa, também reggae/rock; Charlie Brown Jr., um “skate rock” com vocais rap; Cássia Eller, com um repertório de Cazuza e Renato Russo; e Los Hermanos, que surgiram com “Anna Júlia”, canção pop que não combinava com a imagem intelectual da banda.

Outro fato da década é que todas as bandas do “quarteto sagrado” (exceto a Legião) tiveram de se reinventar para reconquistar audiência: os Paralamas, depois de uma fase experimental, voltaram às paradas com Vamo Batê Lata (95); o Barão Vermelho, com o semi-eletrônico Puro Êxtase(98); e os Titãs, com seu Acústico MTV (97).

Anos 2000

2001 foi um ano “trágico” para o rock brasileiro. Herbert Vianna, dos Paralamas, sofreu acidente de ultraleve e ficou paraplégico (mas voltou a tocar); Marcelo Frommer, dos Titãs, morreu atropelado; Marcelo Yuka, d’O Rappa, foi baleado e ficou paraplégico (saiu da banda); e Cássia Eller morre.

As bandas dos 90 passaram por muitas mudanças: o Skank ficou mais britpop e cheio de experimentalismo nas músicas o que foi visto nos discos Cosmotron (2003) e Carrosel (2006); o líder dos Raimundos, Rodolfo, converteu-se a um culto evangélico e saiu da banda para formar o Rodox (que também acabaria algum tempo depois); A banda Los Hermanos, lançada com o sucesso “Anna Júlia”, mudou seu estilo a partir do segundo, polêmico, experimental e aclamado disco Bloco do eu sozinho (2001), e conseguiram continuar essa nova identidade com Ventura (2003) e 4 (2005); e três dos quatro integrantes do Charlie Brown Jr. abandonaram o grupo.

Duas origens alavancaram sucessos: a MTV, com seu Acústico, “ressuscitou” alguns grupos dos 80, como Capital Inicial e Ira!; e o produtor dos Mamonas, Rick Bonadio, que revelou entre outros, Charlie Brown Jr., Tihuana, Leela, O Surto, CPM22 (com hardcore melódico) e Detonautas Roque Clube (com a mistura hardcore melódico/electro/pop)

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Renato Russo

Renato Manfredini Júnior (Rio de Janeiro, 27 de março de 1960 — Rio de Janeiro, 11 de outubro de 1996), mais conhecido como Renato Russo, foi um cantor, compositor e músico brasileiro, membro da banda Legião Urbana.

É considerado um dos grandes compositores do rock brasileiro. Sua primeira banda foi o Aborto Elétrico (1978), a qual perdurou durante quatro anos, e terminou devido às constantes brigas que haviam entre ele e o baterista Fê Lemos. Renato herdou desta banda uma forte influência punk que influenciou toda a sua carreira. Nessa mesma época, aos 18 anos assumiu para a sua mãe que era bissexual, em 1988 publicamente.

Alguns anos mais tarde, em 1982, integrou a banda Legião Urbana. Nesta nova banda desenvolveu um estilo mais próximo ao pop e ao rock do que ao punk. Russo permaneceu na Legião Urbana até sua morte, em 11 de outubro de 1996.

Gravou ainda três discos solo e cantou ao lado de Herbert Vianna, Cássia Eller, Paulo Ricardo, Erasmo Carlos, Leila Pinheiro e 14 Bis.

Até os seis anos de idade, Renato sempre viveu no Rio de Janeiro junto com sua família. Começou a estudar cedo no Colégio Olavo Bilac, ainda no Rio. Nessa época teria escrito uma bela redação chamada “Casa velha, em ruínas…”, que nunca foi divulgada na integra.

Em 1967, mudou-se com sua família para Nova Iorque pois seu pai, funcionário do Banco do Brasil, fora transferido para agência do banco naquela cidade, onde foi introduzido à língua e cultura norte-americana.

Aos nove anos, em 1969, Renato e sua família voltam para o Brasil, indo morar numa casa na Ilha do Governador, Rio de Janeiro.

Em 1973 a família trocou o Rio de Janeiro por Brasília, passando a morar na Asa Sul. Em 1975, aos quinze anos, Renato começou a atravessar uma das fases mais difíceis e curiosas de sua vida quando fora diagnosticado como portador da epifisiólise, uma doença óssea. Ao saber do resultado, os médicos submeteram-no a uma cirurgia para implantação de três pinos de platina na bacia. Renato sofreu duramente a enfermidade, tendo que ficar seis meses na cama, quase sem movimentos.

Sua primeira banda foi o Aborto Elétrico, ao lado de Felipe Lemos e André Pretorius. Não durou muito, terminando por brigas entre Felipe e Renato. O Aborto foi a semente que deu origem à Legião Urbana, ao Plebe Rude e ao Capital Inicial, liderado por Dinho Ouro-Preto.

Renato Russo atingiu o auge de sua carreira como músico à frente da Banda Legião Urbana, sendo compositor de praticamente todas as letras. Foi na Legião Urbana que Renato passou a ser reconhecido como um dos maiores poetas do rock brasileiro, ele próprio temia a relação que foi criada com os fãs, alguns tinham verdadeira adoração pela sua figura. Os fãs Faziam trocadilhos com o nome da banda, “Religião Urbana”/Legião Urbana, Renato desprezava essa troca. A banda se desfez com a morte do músico (onze dias após sua morte, Dado e Bonfá decidiram parar a banda). Durante todo o tempo na Legião, estima-se que a banda tenha vendido cerca de 15 milhões de discos no país, além de continuar vendendo até hoje, há mais de uma década após sua morte.

Renato Russo morreu no dia 11 de outubro de 1996,em conseqüência de complicações causadas pela Aids (era soropositivo desde 1990), mas jamais revelou publicamente sua doença. Seu corpo foi cremado e suas cinzas lançadas sobre o jardim do sítio de Roberto Burle Marx.

Durante sua carreira teve quatro livros publicados e, após sua morte, três livros foram lançados sobre ele, sendo um deles “Conversações com Renato Russo”, que contém trechos de entrevistas mostrando o seu ponto de vista sobre o rock, a homossexualidade (incluindo a sua própria), o mundo, as drogas e a política. Do ponto de vista da análise técnica, isto é, da crítica literária (acadêmica), dois livros importantes foram lançados sobre as letras de Russo: “Depois do Fim”, de Angélica Castilho e Erica Schlude (ambas da UERJ), e, principalmente, “Poesia em Renato Russo – análise e interpretação”, de Eziel Percino (bacharel em Letras pela Universidade de São Paulo (USP) e professor de Literatura Brasileira, bacharel em Teologia pelo STBI). Vale ser citado como bibliografia referencial os livros “O Trovador Solitário” e “BRock – O rock brasileiro nos anos oitenta”, ambos de Arthur Dapieve.

Discos solo

  • The Stonewall Celebration Concert (1994) – (250 mil cópias vendidas)
  • Equilíbrio Distante (1995) – (1 milhão de cópias vendidas)
  • O Último Solo (1997) (póstumo) (500 mil cópias vendidas)
  • Série Identidade: Renato Russo (2002) (coletânea)
  • Para Sempre (2002) (coletânea)
  • Presente (2003) (póstumo) (150 mil cópias vendidas)
  • O Talento de Renato Russo (2004) (coletânea)
  • Série Bis: Renato Russo – Duplo (2005) (coletânea)

Discografia com a Legião Urbana

Álbuns de estúdio

  • Legião Urbana (1985)
  • Dois (1986)
  • Que País É Este 1978/1987 (1987)
  • As Quatro Estações (1989)
  • V (1991)
  • O Descobrimento do Brasil (1993)
  • A Tempestade (ou O Livro dos Dias) (1996)
  • Uma Outra Estação (1997) (póstumo)

Coletâneas

  • Música para Acampamentos (1992) (coletânea de gravações ao vivo)
  • Mais do Mesmo (1998 ) (póstumo)

Trilhas

  • A Era Dos Halley (2007) (especial de tv gravado originalmente no ano de 1985-vários artistas-Legião Urbana participa com a faixa “O Senhor Da Guerra”) (póstumo)

Álbuns ao vivo

  • Acústico MTV Legião Urbana (1999) (gravado ao vivo em 1992) (póstumo)
  • Como É que Se Diz Eu Te Amo (2001) (gravado ao vivo em 1994 na turnê de “O Descobrimento do Brasil”) (póstumo)
  • As Quatro Estações ao Vivo (2004) (gravado ao vivo em 1990 na turnê de “As Quatro Estações”) (póstumo)

Videografia

  • Acústico MTV (1999) (gravado ao vivo em 1992) (póstumo)
  • Renato Russo Entrevistas (2006) (DVD lançado pela MTV com entrevistas guardadas durante 10 anos) (póstumo)
  • Acústico MTV Série Bis DVD+CD (2007) (gravado ao vivo em 1992) (póstumo)