Henry David Thoreau

Henry David Thoreau (Concord, 12 de julho de 1817 — Concord, 6 de maio de 1862) foi um ensaísta, poeta, naturalista e filósofo estado-unidense.

Estudou em Harvard, e depois de sua formatura passou dois anos isolado da civilização, num barraco, às margens do lago Walden, absorto na contemplação da natureza. Retornando à civilização, tornou-se professor no liceu de Concord, onde exerceria até sua morte. Fez muitas viagens, descobrindo a beleza de florestas e paisagens naturais.

Entre suas obras destaca-se Walden, or life in the woods, 1854, que é a descrição de sua experiência de dois anos solitário, sobrevivendo apenas do trabalho natural, um livro de descrições exatas e mesmo assim poéticas. Tornou-se um clássico da literatura estado-unidense como sendo um livro de proporções místicas. Um de seus trechos foi repetido em todo mundo na produção cinematográfica Sociedade dos Poetas Mortos: “eu fui à Floresta porque queria viver livre. Eu queria viver profundamente, e sugar a própria essência da vida… expurgar tudo o que não fosse vida; e não, ao morrer, descobrir que não havia vivido”.

Thoreau era abolicionista, amava intensamente a natureza, detestava notícias (poluíam a nossa mente, templo de reflexões, com banalidades), era contra o trabalho desvinculado do prazer (degradava o homem), panteísta, místico, solteirão convicto e contra as “boas maneiras”.

Thoreau foi preso quando deu uma passada pela cidade, para pegar suas botas que estavam no conserto, e apareceram uns guardas – ele não pagara determinados impostos que financiavam a guerra do México havia seis anos. Passou apenas uma noite na cadeia porque um anônimo (possivelmente sua tia, Marie Thoreau) pagou sua dívida – fato por ele reprovado. Na cadeia – curiosa, para ele – , refletiu sobre a mediocridade do estado, que se comportava como “uma criança aborrecida que chuta o cão de seu desafeto”. Prender seu corpo não era nada; sua mente estava inalterada.

Outra obra importante é o ensaio On the Duty, of Civil Disobedience de 1849, que foi escrito após o autor ter sido preso por se negar a pagar impostos (alegando que estes financiavam a exploração contra o México, que na época teve grande parte de seu território dominado pelos EUA).

Henry-David sofreu grande influência de Rousseau e exerceu forte influência sobre os conceitos de resistência pacífica, desenvolvido por Gandhi e o movimento hippie. As suas obras influenciaram ainda Martin Luther King Junior e Leo Tolstoi. Ele descobriu a paisagem da Nova Inglaterra; influenciado por Emerson, defendeu a tese segundo a qual só no contato com a natureza, longe da civilização, o sonho da liberdade norte-americana se realizaria. Thoreau faleceu em sua cidade natal, em 6 de maio de 1862.

Uma de suas frases foi: “Justiça e liberdade são alicerces da paz”.

A segunda metade do século XX assistiu a um processo sem precedentes de mudanças na história do pensamento e da técnica. Ao lado da aceleração avassaladora nas tecnologias de comunicação, de artes, de materiais e de genética, ocorreram mudanças paradigmáticas no modo de se pensar a sociedade e suas instituições.

De modo geral, as críticas apontam para as raízes da maioria dos conceitos sobre o Homem e seus aspectos, constituídas no século XV e consolidadas no século XVIII. A Modernidade surgida nesse período é criticada em seus pilares fundamentais, como a crença na Verdade, alcançável pela Razão, e na linearidade histórica rumo ao progresso. Para substituir estes dogmas, são propostos novos valores, menos fechados e categorizantes. Estes serviriam de base para o período que se tenta anunciar – no pensamento, na ciência e na tecnologia – de superação da Modernidade. Seria, então, o primeiro período histórico a já nascer batizado: a pós-modernidade.

Se os fatores determinantes forem infra-estruturais, pode-se dizer que a pós-modernidade começa com a passagem das relações de produção industriais para as pós-industriais, baseadas fundamentalmente em serviços e em trocas de bens simbólicos ou abstratos, como a informação e a circulação de “dinheiro” nos caminhos virtuais da especulação financeira. Neste caso, ela seria de distribuição desigual: realidade já presente em algumas regiões e ainda muito distante para outras, pois a organização das relações de produção não se dá de forma homogênea em todas as partes do mundo.

Contudo, se for a superestrutura o que define as alterações, a pós-modernidade nasce no processo de contestação das certezas metafísicas do pensamento moderno na segunda metade do século XX, quando uma onda de revisionismo e romantismo varreu o pensamento ocidental e cosmopolita.

Gradualmente, cresceu a concepção de que nem o capitalismo seria demoníaco e nem o socialismo seria libertador, ou vice-versa. A Pós-Modernidade corresponderia a essa configuração da cultura. Não por acaso as contestações relativistas surgiram justamente na Europa Ocidental e na América do Norte, em países onde a economia se encaminhava para o estágio de produção pós-industrial. Nesses países verificou-se o conjunto de fenômenos sócio-culturais que permitiram identificar esses novos valores.

Os meios audiovisuais, utilizando-se da sua capacidade de atingir mais sentidos humanos (visão e audição, responsáveis por mais de ¾ das informações que chegam ao cérebro), têm um potencial mais rico e imediato para transmitir sua mensagem e sua visão de realidade. A literatura, a música e a poesia dependem de um grau mais alto de abstração e interação lógica com o intelecto. Não obstante, outras artes “mais antigas” já tiveram seus momentos de mescla entre ficção e realidade, como as pinturas rupestres das cavernas (que “eram” os próprios animais pintados, e não representações deles) ou a escultura das primeiras civilizações (que buscavam a própria forma do real). Hoje, entretanto, estão na esfera da arte, ou ficção. Pode ser que, num futuro incerto, o homem ria do vídeo, perguntando-se como pôde um dia acreditar numa imagem formada por circuitos eletrônicos. Mas, até lá, continuará em dúvida sobre sua validação ou não como parte da realidade.

A estética pós-moderna apresenta diferenças fundamentais em relação a tudo o que veio antes dela, incluindo todas as estéticas modernistas. Os próprios critérios-chave da estética moderna, do novo, da ruptura e da vanguarda são desconsiderados pelo Pós-Moderno. Já não é preciso inovar nem ser original, e a repetição de formas passadas é não apenas tolerada como encorajada.

Entretanto, ainda que diversas obras estéticas, de diferentes categorias, apresentem características semelhantes e recorrentes, não parece correto nem possível falar de um “estilo pós-moderno”, muito menos de um “movimento pós-moderno”. Tais conceitos prescindiriam de um certo nível de organização, articulação ou mesmo intercâmbio que simplesmente não existe entre os produtores de estética. Se foi possível falar em movimento modernista, isso é devido ao fato de haver grupos relativamente próximos e em certa freqüência de contato na Europa do início do século XX. Na Pós-Modernidade’ , entretanto, os artistas até têm maiores possibilidades de se comunicar, mas a quantidade incalculável de tendências e linguagens torna impossível alguma unicidade formal.

As similaridades estéticas entre os produtos provavelmente são conseqüência das condições de produção e de circulação, dado que um dos efeitos sabidos da Globalização é a homogeneização das relações de produção e dos hábitos de consumo. Daí advém o neo-historismo (na verdade, um não-historismo, na medida em que desconsidera a História), que é a mistura de todos os estilos históricos em produtos sem período definido.

A entropia que se prega no Pós-Moderno diz respeito ao fim da proibição, à admissão de todo e qualquer produto, pois, se regulamento caberá ao mercado, toda produção é considerada mercadoria.

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O Comunismo e a Pós-modernidade

Segundo alguns estudiosos, o pós-modernismo teria origem no marxismo. Trata-se de uma posição polêmica, já que o marxismo é uma filosofia materialista segundo a qual as forças de produção são determinantes das estructuras sociais. Ainda por cima, o marxismo afirmava-se científico enquanto os intelectuais pós-modernos colocam em questão precisamente a possibilidade de se chegar a uma visão única.

“Mas isso foi há muito tempo, numa madrugada em que era uma glória bem-aventurada permanecer-se vivo, e muita água passou pela ponte desde então. A qualidade exclusiva-absolutista da “revelação” marxista e a forma pela qual ela foi apresentada e perpetuada significavam que os Marxistas sempre tiveram dificuldade em creditar de boa fé aqueles que não aceitavam a sua visão. Mais ainda, a sua própria teoria requeria-os a explicar aqueles dissidentes sociologicamente. O erro não era aleatório mas uma função da (posição na) sociedade: a especificação da sua função não apenas identificava e desmascarava o herético, mas também iluminava a cena social. As visões erróneas do inimigo desmascaravam a sua posição, os males sociais que ele se preocupava em defender, e os meios a ele disponíveis no seu intento nefasto. A denúncia e o desmascarar (desse inimigo) eram uma forma de educação, bem como um prazer. O marxista rapidamente adquiriu um grande gosto e perícia em tais explicações redutivas, e a explicação de opiniões críticas (ao marxismo) em termos de pertença de classe e interesse dos críticos tornou-se um estilo literário bem estabelecido, com os seus cânones, os seus clássicos, os seus procedimentos habituais”.
“Com a passagem do tempo, e especialmente após o estabelecimento da União Soviética, a quantidade de criticismo hostil que necessitava de ser explicado cresceu a um novo ritmo e a proporção do Marxismo que consistia nas explicações denunciando os críticos do Marxismo aumentou correspondentemente. O marxismo quase se tornou uma espécie de tema especial cuja ocupação era a desilusão das construções-de-mundo dos outros“.

No entanto, nesta fase, os marxistas acreditam ainda numa verdade única, que eles próprios detinham, como é óbvio. Os críticos falhavam em alcançá-la, por culpa própria.

A entrada da Escola de Frankfurt:

Com o fim do Estalinismo, as reformas de Khrushchov e a crescente dúvida no empreendimento comunista, o panorama tinha evoluido num sentido ainda mais radical (e absurdo, para alguns).

“Toda esta tendência foi desenvolvida ainda mais por um movimento influente que já não se encontrava ligado ao comunismo internacional e desde logo se encontrava livre da obrigação da defesa do balanço do marximo aplicado na prática – o movimento filosófico conhecido como a Escola de Frankfurt e a sua chamada teoria crítica. Este facto foi típico da libertação da “intelligentsia” esquerdista internacional da autoridade e disciplina do partido comunista, que se seguiu às revelações de Khrushchov no Vigésimo Congresso do Partido Comunista da União Soviética. Ele forneceu muito da ideologia para o protesto estudantil dos anos 60 do século XX, que era crítico de ambos os lados dominantes na cena internacional.
A escola de Frankfurt tinha muitos traços em comum com os marxistas do partido, dado que explicava ao lado das visões dos seus opositores; mas havia uma diferença interessante. Os marxistas da velha guarda não se opunham à noção de objectividade como tal, eles apenas argumentavam que os seus oponentes tinham falhado em serem genuinamente objectivos, e meramente tinham fingido observar as normas da objectividade científica, quando na verdade serviam e eram guiados pelos seus interesses de classe. Mas a verdadeira ciência permanecia (para os Marxistas) e era contrastada pela falsa consciência, inspirada por interesses de classe”.
…A objectividade real requeria acima de tudo um saudável posicionamento de classe e político. Era muito fácil deslizar disto para a visão de que uma posição saudável é suficiente em si mesmo e finalmente a visão de que não há visões objectivas saudáveis de todo. A verdadeira ilusão era a crença na possibilidade de verdade única, objectiva. O pensamento vive sob significados, significados são específicos da cultura. Ergo, vida é subjectividade.
Um verdadeiro, esclarecido pensador crítico (à la Frankfurt) não desperdiçava muito tempo, ou provavelmente não desperdiçava tempo nenhum em descobrir precisamente aquilo que era, ele ia directamente à substância escondida sob a superfície, as profundas características que explicavam porque é que o que era, era, e também à igualmente profunda iluminação quanto a o que deveria ser. Liberto do culto positivista do que é, cuja investigação seria apenas uma ratificação camuflada do statu quo, um espírito livre genuinamente crítico encontra-se na bela posição de determinar precisamente aquilo que deveria ser, em oposição dialéctica ao que meramente é.
Acabaram-se os dias em que um “positivista” era alguém que invoca factos contra o Marxismo. Agora, o positivista é alguém que faz uso de quaisquer factos de todo, ou permite a sua existência, qualquer que seja o seu objectivo”.

“Os pós-modernistas deram um passo mais. Tal como os Frankfurters, eles repudiam o culto e busca de factos externos, que tinham sido o caminho (supostamente errado) da percepção da realidade social, mas os pós-modernos não substituem esse caminho por um outro alternativo (obscuramente especificado pelos Frankfurters), e sim pela afirmação de que nenhum tal caminho é possível, necessário ou desejável. Não é a objectividade superficial que é repudiada, mas a objectividade como tal”.

O que é pós-moderno?

A condiçaõ pós-moderna

Diante dos avanços tecnológicos e de uma sociedade saturada pelo consumismo e por levar a vida de forma imagética e capitalista. Surge então uma concentração de ideologias sem poder, falta de uma bandeira a erguer, o mundo estagna-se em tecnologia enquanto a mente humana não evolui além dela.

A idéia de “pós-modernismo” surgiu pela primeira vez no mundo hispânico, na década de 1930, uma geração antes de seu aparecimento na Inglaterra ou nos EUA. Perry Anderson, conhecido pelos seus estudos dos fenômenos culturais e políticos contemporâneos, em “As Origens da Pós-Modernidade” (1999), conta que foi um amigo de Unamuno e Ortega, Frederico de Onís, que imprimiu o termo pela primeira vez, embora descrevendo um refluxo conservador dentro do próprio modernismo. Mas coube ao filósofo francês Jean-François Lyotard, com a publicação “A Condição Pós-Moderna” (1979), a expansão do uso do conceito.

Pós-modernismo é a denominação aplicada às mudanças ocorridas nas ciências, nas artes e nas sociedades avançadas desde 1950 até os dias de hoje, quando, por convenção, se encerrou o modernismo.

Em sua origem, pós-modernismo significava a perda da historicidade e o fim da “grande narrativa” – o que no campo estético significou o fim de uma tradição de mudança e ruptura, o apagamento da fronteira entre alta cultura e da cultura de massa e a prática da apropriação e da citação de obras do passado.

A densa obra de Frederic Jameson “Pós-Modernismo” (1991), enumera como ícones desse movimento: na arte, Andy Warhol e a pop art, o fotorrealismo e o neo-expressionismo; na música, John Cage, mas também a síntese dos estilos clássico e “popular” que se vê em compositores como Philip Glass e Terry Riley e, também, o punk rock e a new wave”; no cinema, Godard; na literatura, William Burroughs, Thomas Pynchon e Ishmael Reed, de um lado, “e o nouveau roman francês e sua sucessão”, do outro. Na arquitetura, entretanto, seus problemas teóricos são mais consistentemente articulados e as modificações da produção estética são mais visíveis.

O pós-modernismo tem como algumas características a invasão da tecnologia, a revolução da comunicação e a informática. Na economia, tem o poder de seduzir os indivíduos para fins de consumo.

Vivendo num mundo de signos, prefere-se a imagem ao objeto, o simulacro ao real, o hiper-realismo, que expressa a perplexidade contemporânea.

A presença do hiper-realismo na comunicação, sendo notável principalmente pela espetacularização da notícia, gera problemas pois o que parece ser possível em novelas, por exemplo, não passam de sonho na vida real. Daí, alguns elementos passam a ser confundidos, como ficção e realidade. O hiper-realismo é a mentira da verdade, podendo ultrapassar tanto o controle do emissor quanto do receptor. Este encontra na emissão hiper-realista uma espécie de potencialização de sentimentos, impressões e percepções. Hoje, mais do que nunca, os meios de comunicação desenvolvem técnicas de apresentação da notícia como espetáculo, manipulando o seu conteúdo. Outro problema gerado pelo hiper-realismo da mídia está presente em roupas, gestos, atos e comportamentos diariamente recebidos por ela. Nessa atitude, insere-se a cultura do hiper-real e a sensação de se viver no intenso clima por ela caracterizado.

Sendo eclético, o pós-modernismo faz do cidadão senhor de suas escolhas, com um infinito leque de possibilidades que lhe permite optar, desde que essa opção não seja o não-consumo. Será o pós-modernismo decadência ou renascimento?

Do boom ao bit ao blip

Os países mais desenvolvidos produzem mais e mais rápido, visando facilitar a vida das pessoas. As novas tecnologias tornaram o mundo mais simples, mas criaram novas necessidades que não resolvem as inquietações do homem, cada vez mais necessitado da família, da escola e da sociedade para descobrir seu rumo, o que parece ser um paradoxo, pois ao mesmo tempo que ele nega esses valores ele também precisa deles. O sujeito pós-moderno não tem uma referência segura, fica à deriva.

Vive-se no circuito informação-estetização-erotização-personalização. O desespero pós-moderno pela diferença onde impera o esteriótipo faz do desamparo a marca-registrada.

A arte pós-moderna

Em relação à arte: os artistas pós-modernos utilizam materiais mais naturais, sendo uma arte eclética e fragmentada, se estruturando no pastiche.

A Arte Pop dos anos 70, convertida em antiarte, é lançada nas ruas com linguagem assimilável, dando valor artístico à banalidade cotidiana, se apoiando nos objetos, na matéria, no momento e no riso.

Na arte pós-moderna a fragmentação da narrativa e a intertextualidade são aspectos marcantes, junto ao pastiche.

Na arte pós-moderna impera o pluralismo e o ecletismo. Surgindo primeiramente na arquitetura, o que marca é a estética. Na pintura/escultura, objetos e imagens do consumo popular ganham espaço, com o real virando hiper-real. Uma forma de arte que está ganhando as galerias é o grafite.

O essencial da arte pós-moderna é a comunicação de massa, materiais não artísticos, objetividade, antiintelectualidade, anti-humanismo, superficialidade, efemeridade (como o grafite), volta ao passado pela paródia/pastiche/neo-expressionismo.

Pode-se citar exemplos de filmes e exaltar suas características pós-modernas, como em Pulp Fiction, de Tarantino, onde não há uma seqüência lógica dos fatos, há fragmentação e intertextualidade.

Nos dias de hoje a arte vem sob forma digital também. A grande revolução se dá pela intervenção das novas tecnologias. Com as máquinas, o artista cria um novo meio, mas nem tudo poderá ser realizado por elas. O mais importante continua sendo o humano, pois essa atividade é de criação e não de reprodução.

´´No future“

O pós-modernismo está associado à negação do pensamento ocidental e ao niilismo, gerando um indivíduo apático socialmente e dando adeus às ilusões. O pós-modernismo passa a dar valor tudo o que se refere a sensações, como escapismo para algum tipo de sentido além da realidade. Uma prova disso é que nunca se venderam tantos livros de auto-ajuda como hoje em dia. Jamais se abriram tantas academias de embelezamento nem inventaram tantas “poções mágicas”. Tudo isso tomou o lugar dos valores supremos ocidentais. Há uma intensificação da necessidade de se viver sem qualquer referência a uma suposta grande norma que imponha limites nas particularidades de cada um.

Um dos motivos dessa negação do Ocidente foi justificado pelas gradativas conquistas da camada reprimida da população. O europeu conquistador de terras desconhecidas com muita freqüência se deparava com civilizações absurdamente diferentes. Era costumeiro que esse choque cultural argumentava a defesa de que aqueles seres não eram semelhantes, até porque as cores de pele eram distintas do branco europeu. Isso serve de exemplo para justificar novas idéias pós-modernistas, pois o diferente é o modelo para o revolucionário de nossos dias.

O indivíduo pós-moderno

O indivíduo pós-modernista é consumista, hedonista e narcisista, se preocupando com o presente. Isso é um problema que o pós-modernismo trouxe, devido ao alto grau de sofisticação dos arsenais de sedução e domínio, obrigando o sujeito a consumir. A quantidade de informações, na maioria das vezes inúteis, estão produzindo cidadãos passivos, desmobilizados e despolitizados, meio vegetais diante da mídia, inseguros e de vontades determinadas pelas suas necessidades mais imediatas. Nesse emaranhado de informações, valores e tendências, dispersas nas mais opções oferecidas ao indivíduo, a idéia é de que o mundo está sem limites e de que o paraíso é o passageiro prazer de cada novidade do consumo.

Uma característica do indivíduo pós-moderno é que ele atua na micrologia individual. Se o sujeito parece fragmentado é porque o pós-modernismo vai levar às últimas conseqüências as pequenas liberdades individuais.

Para o pós-modernismo, só o presente conta, com a deserção da História, do político e do ideológico, do trabalho, da família e da religião. O sujeito pós-moderno é indiferente à política, não crê no valor moral nem da realização pessoal relacionada ao trabalho, está cada vez mais descrente e menos religioso. Com esse neo-individualismo, o sujeito indivíduo narcisista é atingido pela dessubstancialização do sujeito, uma falta de identidade. No mundo pós-moderno, objetos e informação são descartáveis, produzindo personalidades também descartáveis e apáticas, com os modismos tomando lugar dos grandes valores ocidentais.

A sensação do indivíduo pós-moderno é de irrealidade, niilismo e confusão. O mundo atual é representado por simulacros, informação, consumo, individualismo. Nada tem identidade definitiva.

CONCLUSÃO

Pós-modernismo é uma síntese de todos os conteúdos da contemporaneidade, que surgiu primeiro no cenário artístico e ganhou terreno, espalhando-se em todas as áreas. Pode-se também defini-lo pelos seus três ideais: o individualismo, o pós-dever e o narcisismo hedonista.

Nascendo com a arquitetura e a computação nos anos 50, parece que toma corpo com a arte pop nos anos 60. Cresce, ao entrar pela filosofia, durante os anos 70, como crítica da cultura ocidental. Amadurece hoje, alastrando-se na moda, no cinema, na música e no dia a dia programado pela tecnociência, invadindo o cotidiano com alimentos processados, biotecnologia, microcomputadores, engenharia genética, clonagens, etc.

O pós-modernismo ameaça encarnar hoje estilos de vida e de filosofia nos quais viceja uma idéia tida como arqui-sinistra: o niilismo, o nada, o vazio, a ausência de valores e de sentido para a vida. Um exemplo disso é a introdução gradativa do american way of life no cotidiano, que todos querem copiar, perante a globalização.

O pós-modernismo é agonia ou êxtase? O cidadão é hoje em dia consciente e capaz de manejar com objetividade os poderosos instrumentos que as novas tecnologias da comunicação estão colocando à sua disposição? Seria necessário exercitar uma vigilância sobre os veículos de comunicação, a fim de chamá-los à sua responsabilidade de principais formadores de opinião?

Poemas suícidas – Diário de um moribundo

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Poemas Suicidas – Diário de um Moribundo, um romance obscuro como costumo chamar, é a estória de um homem que decidiu não lutar mais contra as adversidades que a vida nos dá.
Sem pudores ou falsa moral Augusto Pablo expõem tudo de ruim e de belo que um ser humano pode sentir, dotado de uma sensibilidade excepcional ele se expõem ao máximo e vive sem viver de realmente, embora busque o que todos nós buscamos: FELICIDADE! (passe o mouse em cima apertando o botão esquerdo e descubra o que Augusto busca).

Augusto vai levar até as últimas conseqüências o livre arbítrio que Deus supostamente nos deu, vai exercer o seu direito de viver ou de morrer.

Embarque na vida de um homem que escolheu morrer, leia o diário de um perdedor que escolheu perder.

Vamos dar uma força aos novos escritores.

Marcos Henrique