Suicídio

Eis um assunto que realmente mexe com paixões. Um assunto que faz com que haja exaltação e muita controvérsia. Há motivos reais e válidos para alguém decidir por tirar sua própria vida? Teria a pessoa liberdade de decisão para cometer suicídio ou alguém tentado a essa ação não está em seu perfeito juízo?

O termo suicídio vem do latim sui caedere e foi criado por Desfontaines.

Define-se suicídio como a atitude individual de extinguir a própria vida, podendo ser causada entre outros factores por um elevado grau de sofrimento, que tanto pode ser verdadeiro ou ter sua origem em algum transtorno afetivo, transtorno psiquiátrico como a psicose aguda (quando o indivíduo sai da realidade, porém não o percebe) ou a depressão delirante. Em todos os três casos, a probabilidade de atitude tão extrema é consideravelmente potencializada se houver uso continuado de drogas e de bebidas alcoólicas. O suicida pode, ou não, deixar uma nota de suicídio.

Um amplo espectro da sociedade trata o assunto sob o véu do tabu, ou seja: um tema sobre o qual devem-se evitar maiores aprofundamentos teóricos ou acaloradas discussões. No entanto, o suicídio pode ser considerado um problema de saúde pública, na medida que em países onde a estatística é utilizada como ferramenta no auxílio de melhor visualização da realidade social, como nos Estados Unidos, são elevados os índices de mortes por suicídio e muito maiores os números referentes às tentativas infrutíferas.

As reações ao suicídio variam de cultura para cultura. O ato é considerado um pecado em muitas religiões, e um crime em algumas legislações. Agostinho de Hipona (354-430) assumiu um posicionamento segundo o qual cristãos não podem cometer suicídio, pois compreendia que o mandamento ‘Não matarás’ (Êxodo 20.13) proíbe matar a nós mesmos. Por outro lado, algumas culturas vêem tal ato como uma maneira honrosa de escapar a situações vergonhosas ou desesperadoras, como no caso do seppuku japonês geralmente usado para limpar o nome da familia na sociedade. As pessoas que tentam o suicídio, com sucesso ou sem ele, deixam geralmente um bilhete para explicar tal ato, o que comprova que o suicídio é, de uma maneira geral, um ato premeditado. Suas causas psíquicas ainda permanecem desconhecidas, mas está associado principalmente a quadros depressivos.

O filósofo Albert Camus mostrou que o suicídio era uma questão fundamental:

O suicídio é a grande questão filosófica de nosso tempo, decidir se a vida merece ou não ser vivida é responder a uma pergunta fundamental da filosofia

Generalidades

No mundo, 815 000 pessoas cometeram suicídio no ano 2000, o que perfaz 14,5 mortes por 100 000 habitantes (uma morte a cada 40 segundos) – fonte, (PDF), em francês.

Países do Leste Europeu são os recordistas em média de suicídio por 100.000 habitantes. A Lituânia (41,9), Estônia (40,1), Rússia (37,6), Letônia (33,9) e Hungria (32,9). Guatemala, Filipinas e Albânia estão no lado oposto, com a menor taxa, variando entre 0,5 e 2. Os demais estão na faixa de 10 a 16.

Em números absolutos, porém, a China lidera as estatísticas. Foram 195 mil suicídios no ano de 2000, seguido pela Índia com 87 mil, a Rússia com 52,5 mil, os Estados Unidos com 31 mil, o Japão com 20 mil e a Alemanha com 12,5 mil. A tentativa de suicídio é mais freqüente entre as mulheres, no entanto, os homens conseguem um índice maior de morte por utilizarem métodos mais agressivos, como armas de fogo ou enforcamento, enquanto as mulheres utilizariam de meios como remédios ou veneno.

Com relação à idade, se os jovens são particularmente vítimas deste problema, o número de suicídios é ainda mais importante com uma idade mais elevada, tendo a curva de suicídios masculinos a forma de um n, com um pico próximo aos 50-60 anos.

O suicídio afeta todo mundo, sem distinção de “classe”. Acredita-se que o meio cultural influencie as taxas de suicídio. Altos níveis de coesão social e nacional reduzem as taxas de suicídio. Essas são mais elevadas junto às pessoas aposentadas, desempregadas, divorciadas, sem filhos, urbanas, vivendo sozinhas. As taxas aumentam nos períodos de incerteza econômica (apesar de a pobreza não ser uma causa direta). A maior parte dos suicidas sofrem de desordens psicológicas. A depressão é uma das causas mais freqüentes. As doenças psíquicas graves ou doenças crônicas podem também ser causa de suicídios.

Do ponto de vista do indivíduo, o suicídio é raramente percebido como um fim. Ele é, ao contrário, considerado como a única alternativa possível para escapar de uma situação considerada insuportável. Outros motivos existem: encontrar uma pessoa querida falecida, sofrimento por remorsos, etc.

Finalmente, a taxa de suicídios é também influenciada pela cobertura da mídia em torno do suicídio de pessoas célebres. Mesmo o suicídio fictício de um personagem de um drama popular pode conduzir a uma alta temporária da taxa de suicídios (como aconteceu com a publicação de Os Sofrimentos do Jovem Werther, de Goethe).

Rússia

Todos os anos 60 mil pessoas põem um fim às suas vidas na Rússia, onde a taxa de suicídio é a segunda no mundo –são 34,9 por 100 mil habitantes, abaixo somente da Lituânia e leste europeu anunciou a diretora do Centro Serbski de Psiquiatria Social e Judiciária da Rússia, Tatiana Dmitrieva, em entrevista coletiva organizada por ocasião do Dia Internacional da Saúde Mental.

Japão

O Japão tem a mais alta taxa de suicídio do mundo industrializado (24,1 por 100.000 habitantes). Os suicídios atingiram o número recorde de 34.427 em 2003 (+ 7,1% com relação a 2002) Geralmente empresários e funcionários, comentem suicídios motivados por escândalos de corrupção ou perda de dignidade na sociedade. (fonte : AFP 22/11/2004).

França

Em 1996, a França teve 12 000 suicídios por 160 000 tentativas; com 62 milhões de habitantes, esses números representam aproximadamente 19 suicídios por 100 000 habitantes, ou seja, um suicídio por 5 000 pessoas, e uma tentativa por 400 pessoas. A França ocupa o quarto lugar entre os países desenvolvidos. Esses números são mais ou menos estáveis desde 1980. O suicídio é uma causa mortis mais importante que os acidentes de trânsito.

Brasil

No Brasil, 4,9 pessoas a cada 100 mil morrem por suicídio. É uma das menores médias do mundo. Os maiores índices são do Rio Grande do Sul (11 para cada 100 mil), sendo Porto Alegre a capital com maior taxa de suicídios (11,9 para cada 100 mil). A cidade brasileira com o maior índice é o Município de Venâncio Aires, com mais de 40 casos a cada 100 mil habitantes. Uma das causas apontadas é o agrotóxico Tamaron, utilizado em larga escala no cultivo do fumo. Regionalmente, índice de suicídio no Brasil é semelhante ao de países com maiores taxas do mundo.

Quando comparamos a média brasileira à de outros países, pode parecer que não há problema”, diz o coordenador do Núcleo de Intervenção em Crise e de Prevenção do Suicídio da Universidade de Brasília (UnB), Marcelo Tavares, Por localidades, no entanto, existem muitas diferenças, e há lugares em que as taxas são comparadas à gravidade de outros países”.

Caso, por exemplo, do Rio Grande do Sul. O levantamento mostra que, em 2004, o estado apresentava a maior mortalidade masculina por suicídio do país: 16,6 mortes a cada 100 mil homens. Em último lugar vinha o Maranhão, com 2,3 mortes a cada 100 mil homens.

Portugal

Em Portugal em 2003 11,1 pessoas por cada 100 mil morreram por suicídio sendo que a distribuição por género é de 17,1 por 100 mil para os homens e 5 por 100 mil para as mulheres[1]. A taxa de suicídio em Portugal aumentou 100% em dois anos – 2002 e 2003 -, gerando preocupação na comunidade médica que aguarda os números relativos aos anos de 2004 e 2005 para confirmar se a tendência se mantém. Os últimos dados revelam que se registram 1100 suicídios por ano, no país.

Portugal passou de cerca de 500 suicídios por ano, no final da década de 90, para 1200, em 2002, e 1100, no ano seguinte. Um aumento de taxa que ultrapassa os 100% e que está a deixar a comunidade médica apreensiva e na expectativa de se voltar aos anos negros das décadas de 30 e de 80, altura em que o número de suicídios foi sempre em crescendo.

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Há em andamento uma cultura obscura, uma cultura mórbida, cultuando a anorexia, a bulimia, automutilação, a pedofilia, o preconceito, o uso indiscriminado de drogas, o suicídio e uma série de crimes. A intenet está sendo uma das ferramentas de mentes doentes e doentias. Há um largo espaço entre a liberdade de expressão e o crime. Só um tolo não compreende isto. Guarde suas preferências para você ou procure ajuda.

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Parassuicídio

Parassuicídio refere-se a atitudes suicidas, comportamentos onde há risco de morte ou tentativas mal-sucedidas de suicídio.

Exemplos de atitudes suicidas incluem um corte que não é profundo o suficiente para causar uma perda significativa de sangue, ou a tomada de uma overdose não-letal de um medicamento. Difere da auto-mutilação uma vez que, na auto-mutilação, a intenção primária é causar dano a si próprio. Tais atitudes são tipicamente tomadas para alertar outros da seriedade da depressão do suicida e de sua intenção, uma vez que elas são geralmente tratadas como uma tentativa de suicídio propriamente dita, incluindo internação hospitalar. Apesar do parassuicida não ter a intenção de se matar, algumas vezes as atitudes resultam num suicídio.

Comportamentos de risco como altas velocidades ou desrespeito às leis de trânsito ou abuso de drogas são tidos como atitudes parassuicidas quando o indivíduo mostra total descomprometimento com o fato de suas ações poderem resultar em sua morte.

Tentativas de suicídio mal-sucedidas resultam de erros de cálculo no plano suicida — como não tomar pílulas suficientes para alcançar uma dose letal —, intervenção de outros ou hospitalização, falta de oportunidade ou mudança de pensamento do suicida após este ter iniciado o processo que o levaria ao suicídio. Tais pessoas correm um grande risco de tentarem o suicídio novamente.

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Epidemiologia

Cerca de metade de todos os suicídios são precedidos por uma tentativa de suicídio que não resulta em morte. Aqueles com histórico de tais tentativas são significativamente mais propensos a tirar suas próprias vidas que os outros.

Um ato suicida que não resulta em morte é comumente chamado “tentativa de suicídio” ou “atitude suicida”, com a distinção sendo que o objetivo da tentativa de suicídio é a morte do indivíduo. Aqueles que tentam provocar dano a si próprios são, como um grupo, bastante diferentes daqueles que realmente querem cometer suicídio; mulheres tentam cometer suicídio mais freqüentemente que homens, mas homens são quatro vezes mais eficazes em suas tentativas, pois enquanto as mulheres buscam geralmente remédios, os homens já buscam meios como a forca ou armas de fogo. Assim, mulheres cometem mais parassuicídios, ao menos no que se refere a atitudes suicidas. Independentemente da intenção do parassuicida, este precisa ser tratado seriamente, dado o risco de futuras tentativas de suicídio.

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Há em andamento uma cultura obscura, uma cultura mórbida, cultuando a anorexia, a bulimia, automutilação, a pedofilia, o preconceito, o uso indiscriminado de drogas, o suicídio e uma série de crimes. A intenet está sendo uma das ferramentas de mentes doentes e doentias. Há um largo espaço entre a liberdade de expressão e o crime. Só um tolo não compreende isto.

Não incentive. Guarde suas preferências para você ou procure ajuda.

Suicídio

Delírio incontestável de se fazer distante

Encontro consigo mesmo num abismo chamado morte

Eu olho meus pulsos

Olho o espelho

Aquela imagem que tanto me sacode

Caminho entre a negatividade e a vida

Como um vampoiro só na noite fria

E tudo é tão belo quanto a poesia louca

Que eu vi nos livros de Byron

Asfixia

Tropeço

Não se mate

Não perca a esperança

Eu ainda prossigo

Pulsos exfaixados tentando viver com algum contentamento

Descontente

Suicídio pesa como idéia

A mente divaga