Postado em Blog, Blog atualizado, Erotismo, art, arte, blog pessoal, blogalização, brasil, fotografia, fotografia erótica, internet | Etiquetas HTML:Erotismo, nudez, gostosa, nua, Natália êx BBB 8 nua: Arte na Playboy, revista palyboy fotos grátis
Natália êx BBB 8 nua: Arte na Playboy
Não me diga nada
Não me diga nada
Chega de expectativas
Chega de surpresas
Nada leva a nada
Tudo é só isso mesmo
E eu que me perguntava se havia algo mais
Pena chegar a tal conclusão
Tão quanto as minhas pálpebras conseguem entender
Mas e daí se o mundo está assim
e se até o rock já morreu mais uma vez?
Tanto faz
Por que eu deveria me manter feliz?
Só a tristeza que não finda
Eu a vejo em todos os lugares
Tão saudável que me deixa doente
Essa é a alegria do momento
Fazer dessa chuva uma loucura
Não é egoísmo meu, você sabe
Eu nasci assim e é o que eu conheço
Você não conhece nada aqui
E eu sinto muito por isso
Não me diga nada, chega
Nenhuma palavra
Nem sequer um olhar
Josi Vice
Ariel
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Desde 1985 o dia 13 de julho é conhecido como o “Dia do Rock”
Desde 1985 o dia 13 de julho é conhecido como o “Dia do Rock”
Um disco considerado Rock and Roll foi gravado pelo grupo The Crows, no ano de 1951, com a canção Gee. Isso três anos antes do gênero receber seu nome. Foi o disc-jóquei Alan Freed que, em 1954 criou um festival chamado Rock’n’Roll Jubilee.
Bill Halley e seus Cometas, Chuck Berry, Little Richards e Jerry Lee Lewis deram o pontapé inicial incendiando com seus gingados, riffs de guitarra e solos de piano o coração dos jovens americanos ávidos por uma trilha que embalasse seus espíritos inquietos.
Elvis, um motorista de caminhão nascido em East Tupelo, no estado do Mississipi, loiro, de olhos azuis, ao fazer uma jam-session com a canção “That’s All Right Mama”, com mais dois músicos que o acompanhavam (os seminais Scotty Moore, guitarrista, e Bill Black, baixo-de-pau), no dia 13 de julho de 1954, no estúdio Sam Record, que lançou a pedra fundamental do ritmo incendiário. Daí a escolha da data para a comemoração, que foi instituída em 1985, no mega-evento Live Aid.
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Heath Ledger O Coringa do novo Batman O Cavaleiro das Trevas
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Psicodelia
Psicodelia (no Brasil) ou psicadelia (em Portugal) é uma manifestação da mente que produz efeitos profundos sobre a experiência consciente. O termo “psicodelia” origina-se da composição das palavras gregas psiké (ψυχή - alma) e delos(δήλος - manifestação). A experiência psicodélica é caracterizada pela percepção de aspectos da mente anteriormente desconhecidos ou pela exuberância criativa livre de obstáculos.
Experiência psicodélica ou estado psicodélico é um conjunto de experiências estimuladas pela privação sensorial, bem como por substâncias psicodélicas (daí a associação com o efeito de algumas drogas/medicamentos). Essas experiências incluem alucinações, mudanças de percepção, sinestesia, estados alterados de consciência e psicose.
A experiência psicodélica é caracterizada pela percepção de aspectos mentais originalmente desconhecidos por parte do indivíduo em questão. Os estados psicodélicos fazem parte do espectro de experiências induzidas por substâncias psicodélicas. Neste mesmo campo de estados, encontram-se as alucinações, distorções de percepção sensorial, sinestesia, estados alterados de consciência e, ocasionalmente, estados semelhantes à psicose.
Nem todos que experimentam drogas psicodélicas (como o LSD) têm uma experiência psicodélica e muitos alcançam estados alterados de consciência através de outros meios, como pela meditação, yoga, privação sensorial, etc.
O Psychedelic Experience FAQ (em inglês) descreve cinco níveis da experiência:
- Nível 1:
- Aumento das capacidades sensitivas (principalmente visuais), tornando as cores mais “brilhantes”. Ligeiras anomalias na memória de curto prazo. Mudanças na comunicação entre ambos os lados do cérebro, tornando a música mais expressiva.
- Nível 2:
- Cores realçadas, ligeiras alucinações visuais (ex. objetos se movimentam ), desenhos parecem adquirir terceira dimensão. Pensamentos confusos; considerável aumento das capacidades criativas.
- Nível 3:
- Alucinações visuais claras, tudo parece curvado ou alterado em outros aspectos, caleidoscópios ou imagens fractais vistas nas paredes, paisagens, imagens de pessoas, etc. Alucinações com os olhos fechados se tornam tridimensionais. Há alguma confusão entre os sentidos (ex. o indivíduo começa a “ver os sons como cores”). Distorções na percepção temporal e “momentos eternos”. Movimentação corporal se torna extremamente difícil (muito esforço necessário).
- Nível 4:
- Alucinações extremamente fortes (ex. objetos se fundem com outros). Destruição ou divisão múltipla do ego (ex. objetos parecem conversar com o indivíduo, ou este começa a sentir sensações contraditórias simultaneamente). Alguma perda da realidade. O tempo perde seu significado. Experiências extra-corporais. Fusão dos sentidos.
- Nível 5:
- Total perda de conexão visual com a realidade. Os sentidos deixam de funcionar em seu estado normal. Total perda da noção de ego. Sensação de fusão do indivíduo com o espaço, outros objetos, ou universo. A perda da realidade torna-se tão severa que desafia sua expressão verbal. Os primeiros estágios são relativamente fáceis de se explicar em termos de mudanças mensuráveis de consciência e padrões cognitivos. Este nível é diferente porque o universo no qual as coisas são normalmente percebidas deixa de existir.
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Rebelde
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Peço vossa atenção
Qual escritor não sonha em lançar seu livro de ver sua obra numa livraria,
não existe satisfação maior, pensando nisso decidi fazer um concurso de poesia
em meu blog Opos-moderno, para que esse concurso? Para que eu consiga realizar o sonho de lançar
um de meus livros, tudo será explicado, por isso peço que leiam com atenção o que vou estou postando.
Estava navegando pela net garimpando sites de editoras e pude perceber que infelizmente
para um autor desconhecido o melhor caminho para lançar sua obra é pagando por ela.
É muito difícil se investir numa obra de um autor que não tenha um rosto conhecido,
então o que as editoras preferem fazer? Preferem que nós mesmos entremos
com os custos do lançamento de nossos livros, mas o custo é auto e nem todos
conseguem o montante pedido, por isso decidi fazer esse concurso, para conseguir a verba necessária
para realização de meu sonho, mas não pensei só em mim,
ciente da ajuda que terei de todos vocês e sabendo que todo concurso tem um vencedor
e esse vencedor ganha um premio, comigo não seria diferente, segue uma tabela das premiações
logo abaixo e as regras para participar do primeiro concurso de poesia pos-modernista.
1º lugar – Meu livro autografado (logo que for lançado) e 10% do que for arrecadado com o concurso;
Exemplo: se for arrecadado R$ 1.000,00 (mil reais) com as inscrições,
então será dado ao vencedor R$ 100,00 mais o livro autografado; 2º lugar – Meu livro autografado…;
Será dado meu livro autografado (logo que for lançado) do primeiro ao décimo lugar,
mas só o primeiro lugar recebera além do livro autografado os 10% correspondentes
ao valor total arrecadado.
Minha intenção é de lançar a primeira tiragem de mil livros.
As inscrições vão do dia 20 de junho de 2008 até 01 de setembro de 2008;
o resultado com o nome dos vencedores sairá no dia 10 de setembro de 2008.
Com os nomes de todos os ganhadores do primeiro ao décimo lugar.
Sei que muitos aplicam golpes na internet
e foi pensando nisso que decidi colocar um valor baixo na inscrição,
para vocês verem que não quero fazer disso meio de vida ou enganar todos vocês,
quero simplesmente lançar um de meus livros, acho que todos vocês que me lêem
e conhecem meu trabalho irão me ajudar e não desconfiar de minhas verdadeiras intenções
que é como já disse lançar um de meus livros,
acho que tanto eu quanto vocês gostariam de ver uma de minhas obras numa livraria;
mesmo lançado um livro não fecharei esse canal que se tornou meu blog,
meus poemas continuarão sendo postados, assim como tudo o que eu penso
e trechos de meus livros sempre estarão aqui.
Primeiro concurso de poesia pos-modernista do blog Opos-moderno.
Regras:
Para se escrever é bastante simples basta mandar 2 (dois) poemas
e o valor simbólico da inscrição de R$ 2,00 (dois reais), o tema é livre,
para o seguinte endereço: Rua Dezenove Nº 42 UR onze Ibura – Jaboatão dos Guararapes –
Pernambuco - CEP: 54230-111. Destinada a Josafá César da Silva (Josi Vice).
Obs.: Os poemas devem estar em fonte Courier New, tamanho 12.
Você pode se escrever quantas vezes quiser, mas em cada carta só poderá constar 2 (dois) poemas
e o valor simbólico da inscrição de R$ 2,00 dois reais.
Aconselho a enviarem carta registrada é mais seguro, assim não corre o risco de você enviar a carta
e ela não chegar ao destinatário.
Conto com todos vocês.
Postado em josi vice
Blogalização

Um weblog, blog ou blogue é uma página da Web cujas atualizações (chamadas posts) são organizadas cronologicamente de forma inversa (como um diário). Estes posts podem ou não pertencer ao mesmo gênero de escrita, referir-se ao mesmo assunto ou ter sido escritos pela mesma pessoa.
O weblog conta com algumas ferramentas para classificar informações técnicas a seu respeito, todas elas são disponibilizadas na internet por servidores e/ou usuários comuns. As ferramentas abrangem: registro de informações relativas a um site ou domínio da internet quanto ao número de acessos, páginas visitadas, tempo gasto, de qual site ou página o visitante veio, para onde vai do site ou página atual e uma série de outras informações.
Os sistemas de criação e edição de blogs são muito atrativos pelas facilidades que oferecem, pois dispensam o conhecimento de HTML, o que atrai pessoas a criá-los.
A Deutsche Welle premia a cada ano os melhores weblogs internacionais em onze categorias no evento The Bobs - Best of Blogs.
Jorn Barger, autor de um dos primeiros FAQ - Frequently Asked Questions, foi o editor do blog original [robotwisdom http://www.robotwisdom.com/] e concebeu o termo - “weblog” - em 1997, definindo-o como uma página da Web onde um diarista (da Web) relata todas as outras páginas interessantes que encontra. O blog de Barger tem uma aparência diferente dos atuais e ainda hoje mantém a mesma interface de quando foi criado. O termo foi alterado por Peter Merholz, que decidiu pronunciar “wee-blog”, que tornou inevitável o encurtamento para o termo definitivo “blog”. Rebecca Blood, pioneira no uso de blogs, relatou suas experiências, explicando que em 1999, os blogs eram distintos tanto em forma como conteúdo das publicações periódicas que os precederam (ezines e journals). Eles eram rudimentares em design e conteúdo, mas aqueles que os produziam achavam que estavam realizando algo interessante e decidiram ir adiante. Os blogueiros referenciavam entradas interessantes em outros blogs,normalmente adicionando suas opiniões. Créditos eram concedidos a um blogueiro individual quando outros reproduziam os links que este havia encontrado. Devido à freqüente interligação entre os blogs existentes na época, os críticos chamaram os blogueiros de incestuosos, que por sua vez sabiam que amplificavam as vozes uns dos outros quando criavam links entre si. E assim a comunidade cresceu. Os blogueiros pioneiros trabalharam para se tornar fontes de links para material de qualidade, aprendendo a escrever concisamente, utilizando os elementos que induziam os leitores a visitar outros sites.
O panorama mudou quando, naquele mesmo ano de 1999, diversas empresas lançaram softwares desenvolvidos para automatizar a publicação em blogs. Um destes softwares, chamado Blogger, apresentava enorme facilidade para publicação de conteúdo, e com a sua interface privilegiando a escrita espontânea, foi adotado por centenas de pessoas. O conhecimento tecnológico para manutenção de uma ferramenta para publicação na Web passou a não ser mais um requisito. A estrutura técnica era gerenciada pela empresa, que também oferecia a criação de blogs a custo zero, assim como os valores agregados: um item em um blog possui valor de produção irrisório comparado com o de um artigo veiculado na grande mídia. Essa adoção em massa, e a não utilização dos links como o elemento central da forma, causou controvérsia na comunidade original blogueira. Eles acusavam os blogs gerados pelos novos softwares de serem simplesmente diários, e não blogs – e o que representava os blogs “de verdade” eram os links. Alguns achavam que com a seleção criteriosa e justaposição de links, os blogs poderiam se tornar uma importante nova forma de mídia alternativa, agregando informações oriundas de diversas fontes, revelando diferentes pontos de vista e talvez, influenciar a opinião em larga escala – uma visão chamada “mídia participativa”.
Mas a mensagem passou a modelar o meio. No início de 2000, Blogger introduziu uma inovação – o permalink, conhecido em português como ligação permanente ou apontador permanente – que transformaria o perfil dos blogs. Os permalinks garantiam a cada publicação num blog uma localização permanente - uma URL – que poderia ser referenciada. Anteriormente, a recuperação em arquivos de blogs só era garantida através da navegação livre (ou cronológica). O permalink permitia então que os blogueiros pudessem referenciar publicações específicas em qualquer blog. Em seguida, hackers criaram programas de comentários aplicáveis aos sistemas de publicação de blogs que ainda não ofereciam tal capacidade. O processo de se comentar em blogs significou uma democratização da publicação, consequentemente reduzindo as barreiras para que leitores se tornassem escritores.
A blogosfera, termo que representa o mundo dos blogs, ou os blogs como uma comunidade ou rede social, cresceu em ritmo espantoso. Em 1999 o número de blogs era estimado em menos de cinqüenta; no final de 2000, a estimativa era de poucos milhares. Menos de três anos depois, os números saltaram para algo em torno de 2,5 a 4 milhões. Atualmente existem cerca de 70 milhões de blogs e cerca de 120 mil são criados diariamente, de acordo com o estudo State of Blogosphere.[1] O estudo revela que a blogosfera aumentou em 100 vezes nos três últimos anos e que atualmente ela tende a dobrar a cada seis meses. Esse aumento significativo no número de blogs ao longo dos anos, fez com que a grande mídia desse maior importância ao fenômeno: entre 1995 e 1999 apenas onze artigos jornalísticos sobre blogs foram publicados. No ano de 2003, estima-se que 647 artigos foram publicados.
Provavelmente a maior diferença entre os blogs e a mídia tradicional é que os blogs compõem uma rede baseada em ligações - os links, propriamente. Todos os blogs por definição fazem ligação com outras fontes de informação, e mais intensamente, com outros blogs. Muitos blogueiros mantêm um “blogroll”, uma lista de blogs que eles frequentemente lêem ou admiram, com links diretos para o endereço desses blogs. Os blogrolls representam um excelente meio para observar os interesses e preferências do blogueiro dentro da blogosfera; os blogueiros tendem a utilizar seus blogrolls para ligar outros blogs que compartilham os mesmos interesses.
Blogueiro (português brasileiro) ou bloguista (português europeu) ou ainda blogger são palavras utilizadas para designar aquele que escreve em blogues. O universo dos blogueiros (a soma de tudo o que está relacionado a este grupo e este grupo em si) é conhecido como blogosfera.
No dia 31 de agosto, comemora-se o Dia do Blog (devido a semelhança da data 31.08 com a palavra blog), que se propõe a promover a descoberta de novos blogues e de novos blogueiros.
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Ler é bom demais
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Paz e Amor e Contracultura

A contracultura foi um movimento dos anos 60, quando teve lugar um estilo de mobilização e contestação social e com ele novos meios de comunicação em massa. Jovens inovando estilos, voltando-se mais para o anti-social aos olhos das famílias mais conservadoras, com um espírito mais libertário, resumindo como uma cultura underground, cultura alternativa ou cultura marginal, focada principalmente nas transformações da consciência, dos valores e do comportamento, na busca de outros espaços e novos canais de expressão para o indivíduo e pequenas realidades do cotidiano.
Surgiu então a Contracultura que pode ser definida como um ideário altercador que questiona valores centrais vigentes e instituídos na cultura ocidental. Com o vultoso crescimento dos meios de comunicação, a difusão de normas, valores, gostos e padrões de comportamento se libertavam das amarras tradicionais e locais –- como a religiosa e a familiar –, ganhando uma dimensão mais universal e aproximando a juventude de todo o globo, de uma maior integração cultural e humana. Destarte, a contracultura desenvolveu-se na América Latina, Europa e principalmente nos EUA onde as pessoas buscavam valores novos.
Na década de 1950 surgiu nos Estados Unidos um dos primeiros movimentos da contra cultura: a Beat Generation (Geração Beat). Os Beatniks eram jovens intelectuais que contestavam o consumismo e o otimismo do pós-guerra americano, o anticomunismo generalizado e a falta de pensamento crítico.
Na década de 1960 o mundo conheceu o principal e mais influente movimento de contra cultura ja existente, o movimento Hippie. Os hippies se opunham radicalmente aos valores culturais considerados importantes na sociedade: o trabalho, o patriotismo e nacionalismo, a ascensão social e até mesmo a “estética padrão”.
O principal marco histórico da cultura “hippie” foi o “Woodstock,” um grande festival ocorrido no estado de Nova Iorque em 1969, que contou com a participação de artistas de diversos estilos musicais, como o folk, o “rock’n'roll” e o blues, todos esses de alguma forma ligados às críticas e à contestação do movimento.
“De um lado, o termo contracultura pode se referir ao conjunto de movimentos de rebelião da juventude [...] que marcaram os anos 60: o movimento hippie, a música rock, uma certa movimentação nas universidades, viagens de mochila, drogas e assim por diante. [...] Trata-se, então, de um fenômeno datado e situado historicamente e que, embora muito próximo de nós, já faz parte do passado”. [...] “De outro lado, o mesmo termo pode também se referir a alguma coisa mais geral, mais abstrata, um certo espírito, um certo modo de contestação, de enfrentamento diante da ordem vigente, de caráter profundamente radical e bastante estranho às forças mais tradicionais de oposição a esta mesma ordem dominante. Um tipo de crítica anárquica – esta parece ser a palavra-chave – que, de certa maneira, ‘rompe com as regras do jogo’ em termos de modo de se fazer oposição a uma determinada situação. [...] Uma contracultura, entendida assim, reaparece de tempos em tempos, em diferentes épocas e situações, e costuma ter um papel fortemente revigorador da crítica social.” (Pereira, 1992, p. 20).
A partir de todos esses fatos era difícil ignorar-se a contracultura como forma de contestação radical, pois rompia com praticamente todos os hábitos consagrados de pensamentos e comportamentos da cultura dominante, surgindo inicialmente na imprensa foi ganhando espaço no sentido de lançar rótulos ou modismos.
É vital a importância dos meios de comunicação de massa para configurar a contracultura: “pela primeira vez, os sentimentos de rebeldia, insatisfação e busca que caracterizam o processo de transição para a maturidade encontram ressonância nos meios de comunicação” (Carvalho, 2002, p. 7).
O que marcava a nova onda de protestos desta cultura que começava a tomar conta, principalmente, da sociedade americana era o seu caráter de não-violência, por tudo que conseguiu expressar, por todo o envolvimento social que conseguiu provocar, é um fenômeno verdadeiramente cultural. Constituindo-se num dos principais veículos da nova cultura que explodia em pleno coração das sociedades industriais avançadas.
O discurso crítico que o movimento estudantil internacional elaborou ao longo dos anos 60 visava não apenas as contradições da sociedade capitalista, mas também aquelas de uma sociedade industrial capitalista, tecnocrática, nas suas manifestações mais simples e corriqueiras. Neste período a contracultura teve seu lugar de importância, não apenas pelo poder de mobilização, mas principalmente, pela natureza de idéias que colocou em circulação, pelo modo como as veiculou e pelo espaço de intervenção crítica que abriu.
Por contracultura, segundo Pereira, pode-se entender duas representações até certo ponto diferentes, ainda que muito ligadas entre si: Finalmente, esta ruptura ideológica do establishment, a que se se convencionou chamar de contracultura, modificou inexoravelmente o modo de vida ocidental, seja na esfera social, com a gênese do Movimento pelos Direitos Civis; no âmbito musical, com o surgimento de gêneros musicais e organização de festivais; e na área política, como os infindos protestos desencadeados pela beligerância ianque. Pode-se citar ainda o movimento estudantil Maio de 68, ocorrido na França, além da Primavera de Praga, sucedida na Tchecoslováquia no mesmo ano. Pereira (1992) assevera que é difícil negar que a contracultura seja a última –- pelo menos até agora -– grande utopia radical de transformação social que se originou no Ocidente.
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